segunda-feira, 4 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E A IGREJA


Direto ao ponto: o que você acha da igreja? Você acha a igreja atrativa? Como você vê a igreja? Cuidado, não seja precipitado em seu juízo de valor. Por que devemos ter cautela naquilo que vamos falar acerca da igreja? Porque a igreja somos nós (eu, você e o outro). A igreja é um reflexo de cada membro. Temos na igreja pessoas de diferentes matizes, com personalidades diversas e com formação diversificada. Entretanto, isso não altera a ideia de unidade. Todos os membros da igreja pertencem ao mesmo corpo. A igreja é formada por muitos membros, no entanto, está vinculada em um mesmo corpo (1Co 12.12,13). Logo, se existe alguma coisa passível de crítica à igreja, então, cuidado, pois você é a igreja. Ela é um pouco daquilo que você é e faz. Se a igreja é fria, logo, você também é frio. Se não é acolhedora, é porque você não é acolhedor. Se o culto não é vibrante, é porque você também não tem nenhum entusiasmo. Se a igreja é mundana, é porque de alguma forma você também não prioriza os valores do reino de Deus. Jamais devemos fazer um corte “cirúrgico” para falar da igreja como se não pertencêssemos a ela.

Deixe-me contar-lhes uma história. Uma prostituta que vivia em Chicago não tinha condição de saldar os seus compromissos. Ela estava doente, não tinha como comprar comida e fazia uso de droga. Tinha uma filha de dois anos de idade. Diante da situação, a prostituta contou que estava “alugando a filha” – de apenas 2 anos de idade! – a homens interessados em sexo pervertido. Ela ganhava mais alugando amenina por uma hora do que poderia ganhar ela mesma em uma noite. O evangelista estava em conflito, pois precisava denunciá-la. Ele a ouvia atentamente. “Finalmente, perguntei se ela nunca havia pensado em ir a uma igreja para pedir ajuda. Nunca me esquecerei do olhar assustado que vi em seu rosto: ‘Igreja!’, ela exclamou. ‘Por que eu iria a uma igreja?... Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão me fazer me sentir ainda pior” (PhilipYancey  Maravilhosa Graça).A igreja tem sido chamada de comunidade terapêutica. Pela sua natureza, deveria ser um povo transmissor de graça, porém, muitas vezes, se parece com uma comunidade moderna de fariseus acusadores.

Gosto muito da forma como Charles R. Swindoll define igreja. Ele diz que: “a igreja é uma família; na realidade, ela é uma família de famílias. Algumas famílias são grandes, outras pequenas. Algumas famílias são saudáveis e outras problemáticas. As famílias se apresentam em todas as formas, tamanhos, sabores e preferências. Assim também ocorre coma igreja”. Diríamos, então, que a igreja é a extensão de nossa família. Isso posto, deve levar-nos a uma avaliação da nossa vida comunitária como igreja. Se a igreja é uma família, logo, precisamos entender que somos todos irmãos, independentemente da nossa pele, formação e status social. Temos o mesmo DNA. Somos filhos do mesmo Pai. Amados com o mesmo amor. Alcançados pela mesma graça. Contemplados pelo mesmo perdão. Se a igreja é uma família, logo, devemos desejar as presenças uns dos outros. Ninguém abdica de seu convívio familiar. Quando viajamos, depois de um tempo, queremos voltar para abraçar a nossa família. A compreensão de igreja deve gerar esse mesmo sentimento em nosso coração. Por isso, deixo-lhes aqui uma advertência bíblica solene: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25). Se você pudesse melhorar a sua imagem, o que você faria? Você é a igreja. E agora, qual a visão que você tem da igreja? O que você fará para melhorar aquilo que não é legal? Tenha uma conversa franca com os seus irmãos sobre a igreja, ou seja, sobre você como igreja.


Para refletir: A missão da igreja é ser um porto da graça consoladora para um mundo carente de graça.

Nenhum comentário: