quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A IMPIEDADE SOCIAL


No último sábado assisti “Um Grito de Socorro”, filme que versa sobre um adolescente gordinho, chamado Jochem, que sofre bullying de um grupo de colegas da escola. A maioria assistia à humilhação sofrida pelo garoto com uma aparência que dava a entender que existia um “espírito” de reprovação, porém não reagia àquela situação aviltante, pelo contrário, ficava num silêncio mórbido. O silêncio naquela situação era um tipo de indiferença social. O filme me fez pensar que a impiedade de uma sociedade pode ser percebida por meio de ações, atitudes e atos, aliás, isso é comprovado.

Toda manifestação impiedosa é de alguma forma conhecida por cada indivíduo na sociedade, até porque somos componentes de uma determinada sociedade cuja manifestação é feita tanto pelo outro como pelo eu. Agora, o que mais choca é saber e ao mesmo tempo ter que admitir que a impiedade da população também se revela por intermédio de sua passividade ante a injustiça praticada contra o outro, de sorte que o silêncio, assim como a aceitação daquilo que é feito contra aqueles que não conseguem se defender, também é uma forma de impiedade. Todavia, esse tipo de impiedade é aceita socialmente. Afinal, ninguém deve envolver-se com o problema alheio.  

Talvez possa ser que nalguns casos não sejamos os agentes da impiedade, mas, uma vez que não fazemos nada para defender nem para denunciar, não significa que devemos ser inocentados da crueldade praticada contra nosso semelhante. Às vezes, não praticamos determinadas coisas, mas nosso silêncio pode soar como um sinal de aprovação do que está sendo feito. Na verdade, esse tipo de atitude tem um nome: chama-se covardia. Tem muita gente que bate no peito orgulhosamente para dizer que não faz isso nem aquilo, porém quando ficamos com a boca amordaçada pelo medo e pela covardia estamos comunicando uma mensagem. Tem gente que não será punida porque fez, mas será julgada pelo que não fez. Tem gente que não praticou, mas será condenada porque aprova os que fazem coisas pecaminosas (Rm 1. 32). Pecamos quando fazemos o que não se deve fazer, mas também quando deixamos de fazer aquilo que se deve fazer. 

Muitos não gostam daquilo que vou dizer, mas como não estou refém daquilo que pensam nem tenho dívida com ninguém, porém estou comprometido por aquilo que a Escritura revela, então, digo: na perspectiva da criação, somos filhos do mesmo troco. A Bíblia diz que Deus “de um só fez toda raça humana para habitar sobre a face da terra [...]” (At 17. 26). Logo, temos uma conclusão óbvia: todos somos filhos de Adão e Eva. Sendo assim, quando vemos um filho de Adão sendo massacrado e não agimos, com toda certeza, nos assemelhamos a Caim, o irmão mais velho de Abel que, quando perguntado por Deus: “onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn 4. 9). A sociedade contemporânea tem sido regida pelo “espírito” de Caim. Ninguém se sente responsável pelo outro. Temos os resquícios de Caim, os quais são vistos por meio de nosso comportamento. Nossa natureza tem resquícios do individualismo de Caim. Eu estando bem, dane-se o outro! Cada um cuide de sua vida. Assim, impera o princípio: “não vi nada, não sei de nada”. A impiedade é vista pelo que é feito, enquanto ação, mas também pode ser conhecida pelo que foi deixado de fazer, ou seja, pela omissão.   

O filme termina mostrando o triunfo da injustiça. Jochem não resistiu à pressão daquele grupo impiedoso, e decidiu tirar a própria vida. Embora tenha pedido ajuda, não foi atendido, porque as pessoas estavam focadas nelas mesmas. Depois até ficaram comovidas e cheias de remorsos, porém era tarde demais. No filme, o bullying é uma impiedade ativa, porém o silêncio também é uma impiedade passiva. Hoje, a impiedade social ocorre diariamente. Os gritos de socorro são ecoados por toda a sociedade brasileira. Todavia, estamos ocupados demais, somos egoístas demais, somos indiferentes ao quadrado. Aliás, as pessoas não ficam chocadas quando veem o outro sendo humilhado, nem reagem quando veem o outro sendo injustiçado. As manifestações de impiedades são diversas. A impiedade têm várias facetas. Todavia, uma delas é o silêncio e a inércia. Isso ocorre porque “[...] ninguém quer se envolver nos problemas dos outros”,[1] afirma Theodore Dalrymple.

No entanto, o mais grave a meu ver é que os cristãos perderam a noção da criação. Não olhamos para nosso semelhante com aquela compreensão revelacional. Não temos interesse na antropologia bíblica. O ser humano carrega a digital de seu Criador. Deus leva muito a sério a verdade de que o homem foi criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26, 27). Tanto que depois do dilúvio disse: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará, porque Deus fez o homem a sua imagem” (Gn 9. 6). Temos aqui o principio de pena de morte. Não vou entrar na discussão da legitimidade da pena hoje. Todavia, faço-lhe umas perguntas para sua reflexão: será que Deus fica irado quando a maldade é praticada contra o homem que foi criado a sua imagem e semelhança? Como o Senhor Jesus reagiria diante de tais situações? Será que o nosso Redentor ficaria passível ou assumiria uma posição de agente de transformação? Devíamos nos importar mais por aquilo que Deus diz sobre o homem. O valor do ser homem não é encontrado fora daquilo que a Palavra de Deus revela. Devemos atentar para o seu ensino, para não ficarmos passivos e calados diante da impiedade social que, embora aceita pela sociedade contemporânea, é duramente reprovada pelo Senhor.      

Diante disso, deixo-lhe a recomendação bíblica, a qual adverte: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5. 11). A postura do cristão deve ter uma dupla finalidade, isto é, reprovar as trevas e fazer com que a luz resplandeça: “Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz” (Ef 5. 13). O “novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4. 24) jamais deve deixar que a covardia amordace a sua boca diante daquilo que é praticado na sociedade. O ficar calado é uma contradição da sua nova natureza. A justiça não se curva diante da injustiça, nem a verdade se deixa capitular pela mentira, antes denuncia a iniquidade, assim como triunfa sobre o engodo. Permita com que a sua nova natureza floresça, para que saibam que você é filho de Deus. Que você seja um profeta de Deus nessa sociedade ímpia. Tenha coragem para falar. Seja um agente de transformação, ajudando as pessoas a refletir sobre suas ações, atos e atitudes. Além disso, aponte um caminho melhor para os indivíduos que têm praticado a impiedade. Também seja um consolador para aqueles que de alguma forma são tripudiados pelo sistema social. 




[1] DALRYMPLE, Theodore. A vida na sarjeta: o círculo vicioso da miséria moral. São Paulo: É Realizações, 2014. p. 53.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E O FUTURO



Direto ao ponto: Você acredita mesmo que Cristo vai voltar? Que os mortos serão ressuscitados? Que os vivos e os mortos serão julgados? Que os salvos habitarão num novo céu e numa nova terra? Infelizmente, os cristãos têm vivido de modo contraditório quanto à matéria aqui abordada. Sabe por quê? Porque “acreditar em um lar futuro, além deste mundo, não deveria afetar apenas a forma como morremos, mas também como vivemos” (Philip Yancey).
Vamos ser honestos: o nosso coração tem sido moldado pelo apego ao materialismo de modo extravagante. O materialismo imediatista tem tomado conta da nossa mente e dirigido as nossas ações. Vamos olhar à luz da Escritura um exemplo de materialismo. Ele encontra-se relatado numa parábola contada por Jesus. Diz o texto: “E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: o campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”(Lc 12.16-20). Eis o protótipo de um coração apegado ao materialismo efêmero. Note que o homem da parábola só pensava no aqui e agora. Para tal pessoa, a eternidade não conta, o que importa é aquilo que temos aqui.
Amados, por favor, reflitam seriamente sobre a verdade que aqui estamos tratando, porque é sabido que uma pessoa apegada àquilo que é material concentrará todas as suas forças e habilidades na conquista daquilo que é temporal. Ela jamais fará investimento no reino de Deus. Sabe por quê? Porque o seu objetivo é acumular tesouros sobre a terra e nada mais (Mt 6.19). O resultado disso é uma mudança drástica de foco, “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21). Todavia, “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fl 3.19).
Temo que muitos cristãos estejam esquecidos de que a nossa pátria está no céu, e, por isso, têm se esquecido da glória eterna. Aqui somos peregrinos e forasteiros. Nossa morada permanente não é aqui, “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fl 3.20). Note, portanto, que a Bíblia nos alerta quanto à inversão de valores e foco.
Hoje, mais do que nunca, precisamos ouvir as solenes Palavras das Escrituras que falam: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à diretita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados comele, em glória” (Cl 3.1- 4). Quando Cristo voltar, Ele “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fl 3.21). Logo, “a esperança definitiva do cristão é a esperança de um futuro sem dor, com Deus. No entanto, hoje, inacreditavelmente, as pessoas ficam quase constrangidas ao falar sobre a crença na vida após a morte. A ideia parece estranha, covarde, uma fuga dos problemas deste mundo” (PhilipYancey). Porém, não temos outra mensagem para levar aos aflitos deste mundo caído e perdido.
Para reflexão: “Confesso que também costumava ficar constrangido de falar sobre o céu e a vida eterna após a morte” (Philip Yancey).

segunda-feira, 4 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E A IGREJA


Direto ao ponto: o que você acha da igreja? Você acha a igreja atrativa? Como você vê a igreja? Cuidado, não seja precipitado em seu juízo de valor. Por que devemos ter cautela naquilo que vamos falar acerca da igreja? Porque a igreja somos nós (eu, você e o outro). A igreja é um reflexo de cada membro. Temos na igreja pessoas de diferentes matizes, com personalidades diversas e com formação diversificada. Entretanto, isso não altera a ideia de unidade. Todos os membros da igreja pertencem ao mesmo corpo. A igreja é formada por muitos membros, no entanto, está vinculada em um mesmo corpo (1Co 12.12,13). Logo, se existe alguma coisa passível de crítica à igreja, então, cuidado, pois você é a igreja. Ela é um pouco daquilo que você é e faz. Se a igreja é fria, logo, você também é frio. Se não é acolhedora, é porque você não é acolhedor. Se o culto não é vibrante, é porque você também não tem nenhum entusiasmo. Se a igreja é mundana, é porque de alguma forma você também não prioriza os valores do reino de Deus. Jamais devemos fazer um corte “cirúrgico” para falar da igreja como se não pertencêssemos a ela.

Deixe-me contar-lhes uma história. Uma prostituta que vivia em Chicago não tinha condição de saldar os seus compromissos. Ela estava doente, não tinha como comprar comida e fazia uso de droga. Tinha uma filha de dois anos de idade. Diante da situação, a prostituta contou que estava “alugando a filha” – de apenas 2 anos de idade! – a homens interessados em sexo pervertido. Ela ganhava mais alugando amenina por uma hora do que poderia ganhar ela mesma em uma noite. O evangelista estava em conflito, pois precisava denunciá-la. Ele a ouvia atentamente. “Finalmente, perguntei se ela nunca havia pensado em ir a uma igreja para pedir ajuda. Nunca me esquecerei do olhar assustado que vi em seu rosto: ‘Igreja!’, ela exclamou. ‘Por que eu iria a uma igreja?... Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão me fazer me sentir ainda pior” (PhilipYancey  Maravilhosa Graça).A igreja tem sido chamada de comunidade terapêutica. Pela sua natureza, deveria ser um povo transmissor de graça, porém, muitas vezes, se parece com uma comunidade moderna de fariseus acusadores.

Gosto muito da forma como Charles R. Swindoll define igreja. Ele diz que: “a igreja é uma família; na realidade, ela é uma família de famílias. Algumas famílias são grandes, outras pequenas. Algumas famílias são saudáveis e outras problemáticas. As famílias se apresentam em todas as formas, tamanhos, sabores e preferências. Assim também ocorre coma igreja”. Diríamos, então, que a igreja é a extensão de nossa família. Isso posto, deve levar-nos a uma avaliação da nossa vida comunitária como igreja. Se a igreja é uma família, logo, precisamos entender que somos todos irmãos, independentemente da nossa pele, formação e status social. Temos o mesmo DNA. Somos filhos do mesmo Pai. Amados com o mesmo amor. Alcançados pela mesma graça. Contemplados pelo mesmo perdão. Se a igreja é uma família, logo, devemos desejar as presenças uns dos outros. Ninguém abdica de seu convívio familiar. Quando viajamos, depois de um tempo, queremos voltar para abraçar a nossa família. A compreensão de igreja deve gerar esse mesmo sentimento em nosso coração. Por isso, deixo-lhes aqui uma advertência bíblica solene: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25). Se você pudesse melhorar a sua imagem, o que você faria? Você é a igreja. E agora, qual a visão que você tem da igreja? O que você fará para melhorar aquilo que não é legal? Tenha uma conversa franca com os seus irmãos sobre a igreja, ou seja, sobre você como igreja.


Para refletir: A missão da igreja é ser um porto da graça consoladora para um mundo carente de graça.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E A SANTIFICAÇÃO.

Direto ao ponto: Você já nasceu de novo? Você já é uma nova criatura? Se você ainda não é uma nova criatura, jamais buscará a santificação. O bom exemplo disso é a metáfora do urubu. Coloque diante de um urubu uma carniça e uma picanha temperada. A natureza dele o levará para a primeira opção. Claro. Sua escolha é fruto da sua natureza. Assim é com o ser humano. Antes de ter o coração de pedra trocado pelo de carne, sua inclinação penderá para a prática do pecado. Mas, se já recebeu o princípio da nova vida, com certeza trilhará as veredas da justiça. A regeneração é a base impulsionadora para a busca da santificação. De sorte que o novo nascimento é a mola propulsora para a santificação, visto que, após a regeneração, as disposições carnais são suplantadas pelas espirituais, as quais são percebidas por meio da fé e de uma vida santa. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). Deus quer que evidenciemos a nossa filiação por intermédio de uma nova vida, a qual tem como insígnia a santificação. Uma pessoa regenerada desejará ardentemente e buscará a santificação. O novo nascimento é incompatível com uma vida pecaminosa. Todos aqueles que recebem nova vida em Cristo são impelidos a trilhar o caminho da santificação.

Por isso, o apóstolo Paulo enfatiza que a nossa vida é marcada por dois momentos, o antes e o agora. Antes de prosseguir, leia o texto de Cl 3.5-11.Antes andávamos numa via escura. Não dávamos crédito à Palavra de Deus. Na verdade, éramos inimigos de Deus. Naquele tempo amávamos as obras das trevas. Nossos olhos estavam obscurecidos pelo pecado, não conseguimos perceber a nossa própria condição. Contudo, o agora é o divisor de águas da nossa nova vida. De agora em diante, devemos mortificar a nossa natureza terrena. Não podemos nem devemos cultivar a impureza. Nossos atos, ações e atitudes devem revelar a nossa nova natureza.

Além disso, a santificação é uma evidência existencial da nossa eleição. É uma evidência demonstrativa que uma pessoa eleita em Cristo foi salva. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). É um engodo e uma falácia considerar-se um eleito ou salvo e viver na prática do pecado (1Jo 3.9).A vontade de Deus para nossa vida é que nos revistamos “como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3.12). Precisamos ser diligentes em obedecer a vontade de Deus no que tange a santificação, pois Ele quer que confirmemos a nossa eleição (2Pe 1.10). Portanto, não se comprova a eleição com verborragia nem com discurso, mas com atitudes. Pelos frutos se conhece a árvore. Fomos eleitos na eternidade, porém fomos salvos na história, “pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2.13). A verdade bíblica de que fomos eleitos antes da fundação do mundo deve ser comprovada por intermédio de uma vida santa. Você ainda vive na prática das coisas antigas? Você já nasceu de novo? A propósito, você tem levado a sério a santificação?


Para refletir: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, [...], observando em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2.11-12). Por fim, “Sedes santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16).

quinta-feira, 30 de abril de 2015

CRISTO, VOCÊ E A OBEDIÊNCIA.



Direto ao ponto: obedecer, por quê? Obedecer a quem? Todos têm um senhor a quem serve. Aquele que está sem Cristo vive debaixo de um governo. Quem ainda não nasceu de novo obedece ao comando do mundo, atende à voz do príncipe da potestade do ar, fica debaixo da égide do espírito que agora atua na vida do filho da desobediência. Leia o texto a seguir para comprovar a verdade supra (Ef 2. 1, 2).Na verdade, tal pessoa anda segundo as inclinações da carne e faz a vontade da carne (Ef. 2. 3).Aquele que vive conforme o comando de seus desejos, de suas ambições pecaminosas, com toda certeza vive de forma desregrada e alheio à vontade de Deus. Portanto, enquanto não recebe nova vida, é um servo escravizado pelo mundo, pela carne e pelo diabo. Além disso, o homem que não tem Cristo como seu Senhor por certo não é um ser humano livre, pois é escravo do pecado. Além do mais, o homem sem Cristo é inimigo de Deus.

Todavia, a situação pintada acima muda quando Deus implanta no homem o princípio da nova vida. Imediatamente, o homem sai de uma condição perdida para um status de nobreza. Ele, que antes era inimigo, agora se torna amigo de Deus. O texto a seguir é esclarecedor: ”Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jo 15.13-15). Porém, algo importante precisa ser ressaltado. Aqueles que são amigos de Cristo recebem uma condição demonstrativa. Veja que o Senhor Jesus enfatiza: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14).A obediência é uma demonstração comprovativa que mostra de modo inequívoco a sua relação com Cristo.

Agora, antes de finalizar, precisamos entender que obediência não é sinônimo de perfeição. Talvez você tenha tido dificuldade de fazer distinção entre tais conceitos, porém, uma vez esclarecidos, não podemos nos esquivar de nossa responsabilidade na matéria tratada. Talvez você tenha achado difícil obedecer àquilo que o Senhor ordena. Entretanto, uma marca daquele que é discípulo de Cristo é a obediência. Seja obediente ao Senhor. Cristo deu a sua vida pelos seus amigos. Que privilégio! Em Cristo Jesus aconteceu aquilo que ensina a Escritura: “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14). Logo, urge a necessidade de responder à seguinte pergunta: você professa que é de Cristo e em sua relação com Ele existe alguma evidência de obediência que comprove que você é amigo d’Ele? Conversem sobre as suas dificuldades e fraquezas e orem uns pelos outros. O Senhor exige obediência de seus amigos, mas também concede graça e poder para obedecê-lo.

Para refletir: “Se você quer realmente entender em que um homem acredita, não ouça o que ele diz, mas observe o que ele faz” (Maurice Blondel).

terça-feira, 28 de abril de 2015

CRISTO, VOCÊ E A ESCRITURA.

Direto ao ponto: como você lida coma Bíblia? Para você a Bíblia é apenas um livro como os outros? A Escritura Sagrada tem autoridade sobre a sua vida? Bem, a sociedade contemporânea tem muitas vozes que delineiam a conduta das pessoas. Nela ecoa as vozes do pluralismo e relativismo, além de outras. Todavia, o eco das vozes que tem sido acatado é oriundo de uma fonte corrompida, isto é, vem do coração humano (Jr 17.9). No mundo pós-moderno a opinião de todos deve ser ouvida, assim como respeitada. Os discursos são variados, as opiniões são múltiplas e as ideias diversificadas, porém não há verdade absoluta para as pessoas. O que reza é: cada qual tema sua verdade. Com isso, o adágio popular “a voz do povo é a voz Deus” ganha força, porém o crente jamais deve acatar tal princípio. Para o cristão, entretanto, tudo deve ser norteado pelo que diz a Escritura.

Aqui destacamos o primeiro aspecto importante para o cristão. Certa feita Cristo disse: “Examinais as Escrituras, porque julgai ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). Uma pessoa que entrou num relacionamento pactual só tem uma fonte para conhecer a Cristo, a Bíblia. Na Escritura encontramos tudo aquilo que precisamos saber acerca de Cristo e de sua obra. Sabemos quem Cristo é, mas também porque veio ao mundo. Sabemos sobre a sua natureza, mas também aquilo que fez por mim. Na Escritura descubro o que um homem declarou com lágrimas nos olhos: “Algo maravilhoso acaba de me acontecer: sei agora como nunca que o que Jesus fez foi suficiente” (Brennan Manning). Portanto, na Palavra do Senhor recebemos a informação que traz consolo e segurança para a nossa alma e coração, porque temos o testemunho que Cristo “se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrífico de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Outro aspecto importante é que um cristão genuíno sempre considerará o conselho dado pela Palavra de Deus, pois reconhece a autoridade da Escritura sobre sua vida. R. C. Sproul conta que um amigo a quem não via há muito tempo disse que não acreditava mais na infalibilidade da Bíblia. Então, Sproul perguntou: “No que você ainda acredita?” O amigo respondeu: “Ainda creio em Jesus como meu Salvador e Senhor”. Sproul perguntou novamente: “De que modo Jesus exerce seu senhorio sobre sua vida?”. E o amigo, perplexo, perguntou: “Oque você quer dizer?”. E Sproul comentou: “Se Jesus é seu Senhor, então, isso significa que Ele exerce autoridade sobre você. Como você sabe como Ele quer que você viva se não é pela Bíblia?”.

Discuta o caso contado pelo pastor Sproul. Essa situação é ilustrativa, Bem como pedagógica, porque muitos professam que Cristo é Salvador e Senhor de suas vidas, mas não acatam as instruções da Escritura. Quando você precisa tomar decisões, a Bíblia exerce alguma influência nelas? Suas escolhas demonstram o seu comprometimento com a Palavra de Deus? Deus fez uma constatação muito triste por meio do profeta Oseias: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os 4.6). Quanto você conhece? O conhecimento que você tem da Bíblia tem sido praticado?


Para reflexão: “É impossível manter os valores cristãos em foco se não lemos a Escritura [...]” (Brennan Manning).

sábado, 25 de abril de 2015

Cristo, você e a salvação.

Partilho com vocês parte daquilo que falei no ACAMPAMENTO DA UMP – 2015, realizado no SÍTIO CANAÃ - MARECHAL FLORIANO, 18 A 21 DE ABRIL. O TEMA: CRISTO, O QUE ELE TEM A VER COMIGO?

Cristo, você e a salvação

Direto ao ponto: Você já é uma pessoa salva? Outra coisa: salva de quê? Existe outro meio pelo qual você pode ser salvo? O teólogo americano R. C. Sproul, em seu livro “Salvo de quê?”, destaca que temos aqui a pergunta mais importante que todas as pessoas deveriam responder. Além disso, para ele, primeiro, você pode não ser salvo e reconhecer esse fato; segundo, você pode não ser salvo, mas pensar que é salvo; terceiro, talvez você seja salvo, mas não entende muito claramente o que isso significa; quarto, pode ser que você seja salvo e tenha segurança e compreensão acerca da sua salvação. As possíveis situações pontuadas por Sproul podem ser que coloquem você numa dessas situações.
Agora, para que haja esclarecimento, assim como compreensão Desta matéria, é vital que você entenda a importância de Cristo para a sua salvação. Para isso, precisamos recorrer ao ensino bíblico, o qual mostra a real condição e situação do homem. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, os laços da comunhão foram partidos. Comisso, o pecado entrou “no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm5.12). A quebra do pacto colocou todos os seres humanos debaixo da sentença da morte. Desde então, os seres humanos ficaram impossibilitados de resolverem a situação diante de Deus. Porém, o Senhor não desistiu do homem, pois, depois da desobediência, fez uma promessa gloriosa, a qual teria o seu cumprimento na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. Você jamais poderia salvar a si mesmo. Todavia, Deus tomou a iniciativa de enviar seu Filho para realizar a nossa salvação.
Agora, leia atentamente o testemunho da Escritura: “Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim que recebêssemos a adoção de filhos. E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4.3-7). Deus fez aquilo que você jamais poderia fazer. Você precisa entender uma coisa: ou você é salvo, ou você ainda está perdido. De acordo como parecer de Sproul, acerca dos quatro tipos de pessoas que podem existir dentro da igreja, com qual você se identifica? Por favor, justifique a sua resposta para o grupo. No que tange ao assunto: você gostaria de conversar com o pastor sobre as suas inquietações, se porventura existirem?

Para reflexão: “Meu passado está redimido, meu presente faz sentido, meu futuro está assegurado” (Brenna Mannig).

quarta-feira, 25 de março de 2015

Babilônia, a sodomização da nossa cultura

Com a autorização de meu pastor, Rev. Hernandes Dias Lopes, partilho aqui em nossa página a sua pastoral do último domingo.

A Rede Globo de Televisão dá mais um passo no sentido de empurrar a sociedade brasileira para o abismo da sodomização. Sua nova novela das 21h, BABILÔNIA, faz apologia à homossexualidade e ataca desde os seus alicerces o conceito tradicional de família, conforme preceitua a nossa Constituição Federal e a ética judaico-cristã.
O nome da novela, Babilônia, já diz o que ela pretende. Babilônia é a cidade do pecado, o reino da iniquidade, o território da máxima rebelião contra Deus. O livro de Apocalipse, nos capítulos 17 e 18, retrata a Babilônia como o sistema do mundo que se opõe a Deus e persegue a igreja. A Babilônia é chamada de “a Grande Meretriz” por causa de sua violência furiosa contra o povo de Deus e sua luxúria desavergonhada. O ataque à igreja cristã pode vir de duas maneiras: perseguição física ou ideológica. O ataque no campo das ideias é mais sutil e também mais perigoso. Seu propósito não é produzir mártires, mas apóstatas. A sedução do mundo é mais perigosa do que a espada do mundo. Ser amigo do mundo é constituir-se em inimigo de Deus. Stanley Jones, disse com razão, que o sub-cristianismo é pior do que o anti-cristianismo. Conformar-se com o mundo é ser tragado pelo mundo e condenado com ele.
Essa novela tem, claramente, o propósito de desconstruir os valores da família, promover o caos moral e induzir o povo brasileiro às práticas mais degradantes do desregramento sexual. É a sodomização da nossa cultura. É o achincalhamento da virtude. É desbarrancamento da ética. Assistir a essa trama urdida nos bastidores do relativismo ético e nos camarins da apostasia religiosa, é promover uma causa inglória de terríveis consequências para a família. É tornar-se parceiro daquilo que é abominável a Deus. É promover aquilo que deveríamos reprovar com toda veemência. É dar guarida àquilo de que deveríamos fugir com celeridade. Não podemos ser neutros nessa questão nem ficarmos em cima do muro. A omissão covarde de uns e o silêncio conivente de outros só contribuem para a promoção dessa perversidade. O papel da igreja de Deus é erguer sua voz. É protestar. É condenar o pecado. É dizer que ninguém avilta a verdade e a honra sem graves consequências. Com essa novela a Rede Globo faz uma semeadura maldita e a colheita certamente será amarga. As gargalhadas ruidosas do pecado hoje transformar-se-ão em lágrimas copiosas amanhã.
A palavra de Deus nos ensina a não colocarmos coisas abomináveis em nossa casa: “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada” (Dt 7.26). A Palavra de Deus nos adverte a não assistirmos coisas injustas: “Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero. Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará” (Sl 101.2,3). A Palavra de Deus nos proíbe de vivermos segundo o curso deste mundo: “Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na rodas dos escarnecedores” (Sl 1.1). A Palavra de Deus nos adverte a não sermos coniventes com o erro: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11). É hora de mostrarmos nosso repúdio a essa conspiração moral da Rede Globo. Mude de canal. Mantenha sua família distante desse tremedal de lama!
Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CRISTO, A ESPERANÇA DO DESESPERANÇADO




A mulher conhecida pela hemorragia crônica é um exemplo de alguém desesperançado, mas, que ao ouvir de Jesus, experimentou o florescimento de uma esperança robusta (Mc 5. 25-34). Os evangelistas não fornecem muitos detalhes da sua vida. Não sabemos qual o seu nome nem a sua idade, se tinha filhos ou se tinha marido. Porém, as informações que temos, revela o tamanho de seu drama.  

A Bíblia conta o seu episódio com as seguintes palavras:Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior” (Mc 5. 25, 26). Veja, portanto, que a sua doença era incurável. O seu sofrimento havia afetava toda a sua vida. Ela sofria na carne e também sofria na alma. Seu corpo estava fraco, sua alma abatida. Seu corpo estava cansado, sua alma sem vigor. Ela, mui provavelmente estava anêmica, sua pele amarelada, seu rosto abatido e sua a alma triste. Certamente, a hemorragia havia deixado a sua face pálida, mas também deixado a sua alma sem alegria. 

Além disso, a sua enfermidade havia promovido uma dupla segregação: social e religiosa. A lei cerimonial dizia que uma mulher nessa condição não podia tocar as pessoas nem frequentar o templo (Lv 15. 25-27, 31). Portanto, ela não podia abraçar sua família nem participar do culto. Não podia conviver com as pessoas nem comparecer ao templo para adorar. Viver no anonimato era a sua sina. Ela foi privada por doze anos de receber um abraço. Doze anos sem poder comparecer ao lugar de adoração. 

O seu flagelo já perdurava por mais de uma década. No entanto, durante esse tempo, Ela procurou vários médicos, porém, os recursos da medicina não puderam sanar o seu problema. Gastou todo o seu dinheiro, porém, ao invés de encontrar solução, sua condição havia piorado. Do jeito que a coisa andava, seu fim era a sepultura. Todavia, quando tudo parecia não ter mais solução, ela ouviu falar de Jesus. Marcos diz: “tendo ouvido a fama de Jesus” (Mc 5. 27). A mensagem ouvida fez a semente da fé brotar em seu coração. Os seus ouvidos foram alcançados pela mensagem que produz fé. Como diz a Escritura: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10. 17). 

Agora, que ouviu falar da fama de Jesus, o seu coração foi alcançado pela mensagem que gera esperança. Despois disso, algo extraordinário aconteceu, pois em seu coração havia nascido uma esperança pujante. Ela dizia: “Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada” (Mc 5. 28). Não é incomum encontrar pessoas desesperançadas no mundo. Ainda, hoje, Cristo gera esperança no coração daquele que nunca teve ou daquele que perdeu a esperança. Quem sabe você tem ouvida a seguinte mensagem: “não tem jeito, não tem mais solução, tudo está acabado”. Saiba, porém, que, quando os recursos aqui da terra acabam, Cristo é a viva esperança daquele que nada tem.