domingo, 3 de abril de 2011

SEGUNDA PARTE: EVANGELHO QUE PAULO JAMAIS PREGARIA. E VOCÊ, PREGARIA?

SEGUNDA PARTE:
EVANGELHO QUE PAULO JAMAIS PREGARIA. E VOCÊ, PREGARIA?
Na primeira abordagem que fizemos a respeito do evangelho que Paulo jamais pregaria, concluímos com uma pergunta mais ou menos assim: Judas foi escolhido? Se a resposta for sim, então, precisamos responder a outras perguntas: ele foi escolhido para quê? E com que finalidade? Como não somos adeptos nem da corrente teologicocêntrico, termo usado por Ciro Sanches Zibordi (autor do livro, Evangelho que Paulo jamais pregaria), nem da corrente antropocêntrica, então, proponho que deixemos a Escritura responder tais perguntas. Sendo assim, vamos à Bíblia e vejamos o que ela nos ensina acerca desse assunto tão controverso.

De acordo com o ensino de Jesus, Judas foi escolhido sim, porém não para a salvação, mas, para se cumprir as Escrituras. Analisemos alguns textos bíblicos a fim de recebermos a instrução genuína das Escrituras Sagradas. Comecemos esse exame, de forma sucinta, a partir do Evangelho de Jesus Cristo, conforme o registro do evangelista Lucas. Lucas é o Evangelista que mais fala sobre a vida de oração do Salvador. É Ele quem registra que Jesus antes de escolher os doze, “passou a noite orando a Deus” (Lc 6. 12) e mais: diz o texto que “quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos” (Lc 6. 12). É importante destacar que à luz desse versículo, havia um número de discípulos que excedia aos doze. Todavia, quando Jesus os chamou, escolheu apenas doze, dentre os quais se encontrava Judas Iscariotes (Lc 6. 12). Seria isso obra do acaso? Ou obra do destino? Ou Judas foi escolhido por conta de um plano mais elevado? Estaria Jesus lançando sorte sobre Judas, ou podemos afirmar que a mão da providência o capturou para cumprir um plano divino? Com certeza, qualquer pessoa que examinar as Escrituras “desarmada”, chegará à conclusão e responderá afirmativamente que Judas foi escolhido, mas, não para a salvação e sim para a condenação. Judas era um predestinado sim. Deus o escolheu para compor o grupo dos doze, entretanto, ele não foi escolhido para ser redimido. Desde o início, o Senhor Jesus sabia quem era Judas, mas, mesmo assim, não o baniu do meio dos doze, antes o conservou no meio deles, a fim de cumprir o propósito divino. Deus se serviu de Judas para cumprir a profecia (At 1. 16). Aliás, é impressionante que a escolha tenha ocorrido debaixo de oração. Jesus orou a noite inteira antes de escolhê-lo.

No Evangelho de Jesus Cristo, capítulo 6, segundo o relato do evangelista João, o Senhor pregou uma mensagem duríssima. Daí, a Escritura relata a reação de alguns discípulos da seguinte forma: “Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: duro é este discurso; quem o pode ouvir? (Jo 6. 60). Jesus então faz algumas perguntas: “Isto vos escandaliza? Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava?” (Jo 6. 61, 62). Após isto Ele conclui dizendo: “Contudo, há descrente entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que criam e quem o havia de trair. E prosseguiu: por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se pelo Pai, não lhe for concedido” (J 6. 64, 65). Jesus termina esse bloco com as seguintes palavras: “Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é diabo” (Jo 6. 70). Logo, João afirma que Jesus se referia “a Judas, filho de Simão Iscariotes; porque era quem estava para traí-lo, sendo um dos doze” (Jo 6. 71).

Jesus sabia que Judas seria o traidor (Jo 13. 11). O Senhor sempre soube quem eram os crentes e os descrentes. Ele sabia que Judas fazia parte daqueles que jamais creriam, daqueles que não estavam limpos, nem nunca ficariam purificados (J0 13. 10), porque a limpeza da qual Jesus falou não era uma obra fruto da ação humana, mas divina. Porém, no capítulo 13 de João, Jesus deixou-nos um legado precioso sobre humildade e serviço. Com isso, ele ensinou que devemos imitá-lo. Entretanto, a sua instrução, veio acompanhada de admoestação (J 13. 14-17). Embora a palavra fosse dura, ela não era para todos. Jesus disse: “Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; e, antes, para que se cumpra a Escritura: aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar” (Jo 13. 18). Essa porção das Escrituras é deveras salutar para a compreensão de tudo que foi dito até aqui. Note a seguinte expressão: “eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura”. Jesus conhecia Judas, mas mesmo assim o escolheu. Logo, podemos afirmar que Judas Iscariotes fazia parte de uma faceta da predestinação. Dos doze escolhidos apenas Judas se perdeu, afirmam as Escrituras. Na oração sacerdotal, Jesus orou dizendo: “Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegia-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura” (Jo 17. 12). A predestinação é como um robusto tronco com dois grandes galhos, para explicar que, Deus escolheu alguns para a salvação em Cristo e reprovou os demais homens. A dupla predestinação é sem dúvida alguma, uma doutrina bíblica. Ela encontra amparo em toda a Escritura. Sendo assim, precisamos examinar toda Bíblia para pregar todo o desígnio de Deus.

Ciro combate o evangelho teologicocêntrico, bem como o antropocêntrico, mas entra em contradição ao negar as verdades teocêntricas e cristrocêntricas. Na verdade, negar a doutrina da eleição incondicional, assim como deixar de ensinar a reprovação, é o mesmo que abraçar uma religião humanista. Deixar de ensinar à luz das Escrituras a predestinação é o mesmo que abraçar o evangelho antropocêntrico. Ainda não acabamos. Queremos informar que teremos cenas do terceiro capítulo... Eleição é um ensino bíblico? E que negócio é esse de Livre-Arbítrio?

3 comentários:

Pb.Valério Nascimento disse...

Rev.Fábio o que impressiona em suas avaliações críticas é heterodoxia do autor apresentado por você. É sempre estranho para nós que buscamos conhecer as Escrituras, alguém criticando a predestinação por meio da própria Bíblia. se fosse por outro meio não fiaríamos tão assustados. Mas, o o melhor caminho é justamente o que você apresentou, ou seja, a Bíblia dirigindo nossas concepções. Que Deus te abençõe cada vez mais irmão.

Anônimo disse...

Ei Valério,
que boa observação.
Dexeimos a Bíblia falar.
Abs
Em Cristo,
Fábio Henrique

verdade sobre verdade disse...

ola presbítero Valerio
como exitem pessoas crentes que ainda não viram a grandiosa obra de Deus quanto a eleição incondicional .
Muito boa estas explanações . Deus os abençoe.

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