quinta-feira, 7 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E O FUTURO



Direto ao ponto: Você acredita mesmo que Cristo vai voltar? Que os mortos serão ressuscitados? Que os vivos e os mortos serão julgados? Que os salvos habitarão num novo céu e numa nova terra? Infelizmente, os cristãos têm vivido de modo contraditório quanto à matéria aqui abordada. Sabe por quê? Porque “acreditar em um lar futuro, além deste mundo, não deveria afetar apenas a forma como morremos, mas também como vivemos” (Philip Yancey).
Vamos ser honestos: o nosso coração tem sido moldado pelo apego ao materialismo de modo extravagante. O materialismo imediatista tem tomado conta da nossa mente e dirigido as nossas ações. Vamos olhar à luz da Escritura um exemplo de materialismo. Ele encontra-se relatado numa parábola contada por Jesus. Diz o texto: “E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: o campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”(Lc 12.16-20). Eis o protótipo de um coração apegado ao materialismo efêmero. Note que o homem da parábola só pensava no aqui e agora. Para tal pessoa, a eternidade não conta, o que importa é aquilo que temos aqui.
Amados, por favor, reflitam seriamente sobre a verdade que aqui estamos tratando, porque é sabido que uma pessoa apegada àquilo que é material concentrará todas as suas forças e habilidades na conquista daquilo que é temporal. Ela jamais fará investimento no reino de Deus. Sabe por quê? Porque o seu objetivo é acumular tesouros sobre a terra e nada mais (Mt 6.19). O resultado disso é uma mudança drástica de foco, “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21). Todavia, “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fl 3.19).
Temo que muitos cristãos estejam esquecidos de que a nossa pátria está no céu, e, por isso, têm se esquecido da glória eterna. Aqui somos peregrinos e forasteiros. Nossa morada permanente não é aqui, “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fl 3.20). Note, portanto, que a Bíblia nos alerta quanto à inversão de valores e foco.
Hoje, mais do que nunca, precisamos ouvir as solenes Palavras das Escrituras que falam: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à diretita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados comele, em glória” (Cl 3.1- 4). Quando Cristo voltar, Ele “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fl 3.21). Logo, “a esperança definitiva do cristão é a esperança de um futuro sem dor, com Deus. No entanto, hoje, inacreditavelmente, as pessoas ficam quase constrangidas ao falar sobre a crença na vida após a morte. A ideia parece estranha, covarde, uma fuga dos problemas deste mundo” (PhilipYancey). Porém, não temos outra mensagem para levar aos aflitos deste mundo caído e perdido.
Para reflexão: “Confesso que também costumava ficar constrangido de falar sobre o céu e a vida eterna após a morte” (Philip Yancey).

segunda-feira, 4 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E A IGREJA


Direto ao ponto: o que você acha da igreja? Você acha a igreja atrativa? Como você vê a igreja? Cuidado, não seja precipitado em seu juízo de valor. Por que devemos ter cautela naquilo que vamos falar acerca da igreja? Porque a igreja somos nós (eu, você e o outro). A igreja é um reflexo de cada membro. Temos na igreja pessoas de diferentes matizes, com personalidades diversas e com formação diversificada. Entretanto, isso não altera a ideia de unidade. Todos os membros da igreja pertencem ao mesmo corpo. A igreja é formada por muitos membros, no entanto, está vinculada em um mesmo corpo (1Co 12.12,13). Logo, se existe alguma coisa passível de crítica à igreja, então, cuidado, pois você é a igreja. Ela é um pouco daquilo que você é e faz. Se a igreja é fria, logo, você também é frio. Se não é acolhedora, é porque você não é acolhedor. Se o culto não é vibrante, é porque você também não tem nenhum entusiasmo. Se a igreja é mundana, é porque de alguma forma você também não prioriza os valores do reino de Deus. Jamais devemos fazer um corte “cirúrgico” para falar da igreja como se não pertencêssemos a ela.

Deixe-me contar-lhes uma história. Uma prostituta que vivia em Chicago não tinha condição de saldar os seus compromissos. Ela estava doente, não tinha como comprar comida e fazia uso de droga. Tinha uma filha de dois anos de idade. Diante da situação, a prostituta contou que estava “alugando a filha” – de apenas 2 anos de idade! – a homens interessados em sexo pervertido. Ela ganhava mais alugando amenina por uma hora do que poderia ganhar ela mesma em uma noite. O evangelista estava em conflito, pois precisava denunciá-la. Ele a ouvia atentamente. “Finalmente, perguntei se ela nunca havia pensado em ir a uma igreja para pedir ajuda. Nunca me esquecerei do olhar assustado que vi em seu rosto: ‘Igreja!’, ela exclamou. ‘Por que eu iria a uma igreja?... Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão me fazer me sentir ainda pior” (PhilipYancey  Maravilhosa Graça).A igreja tem sido chamada de comunidade terapêutica. Pela sua natureza, deveria ser um povo transmissor de graça, porém, muitas vezes, se parece com uma comunidade moderna de fariseus acusadores.

Gosto muito da forma como Charles R. Swindoll define igreja. Ele diz que: “a igreja é uma família; na realidade, ela é uma família de famílias. Algumas famílias são grandes, outras pequenas. Algumas famílias são saudáveis e outras problemáticas. As famílias se apresentam em todas as formas, tamanhos, sabores e preferências. Assim também ocorre coma igreja”. Diríamos, então, que a igreja é a extensão de nossa família. Isso posto, deve levar-nos a uma avaliação da nossa vida comunitária como igreja. Se a igreja é uma família, logo, precisamos entender que somos todos irmãos, independentemente da nossa pele, formação e status social. Temos o mesmo DNA. Somos filhos do mesmo Pai. Amados com o mesmo amor. Alcançados pela mesma graça. Contemplados pelo mesmo perdão. Se a igreja é uma família, logo, devemos desejar as presenças uns dos outros. Ninguém abdica de seu convívio familiar. Quando viajamos, depois de um tempo, queremos voltar para abraçar a nossa família. A compreensão de igreja deve gerar esse mesmo sentimento em nosso coração. Por isso, deixo-lhes aqui uma advertência bíblica solene: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25). Se você pudesse melhorar a sua imagem, o que você faria? Você é a igreja. E agora, qual a visão que você tem da igreja? O que você fará para melhorar aquilo que não é legal? Tenha uma conversa franca com os seus irmãos sobre a igreja, ou seja, sobre você como igreja.


Para refletir: A missão da igreja é ser um porto da graça consoladora para um mundo carente de graça.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

CRISTO, VOCÊ E A SANTIFICAÇÃO.

Direto ao ponto: Você já nasceu de novo? Você já é uma nova criatura? Se você ainda não é uma nova criatura, jamais buscará a santificação. O bom exemplo disso é a metáfora do urubu. Coloque diante de um urubu uma carniça e uma picanha temperada. A natureza dele o levará para a primeira opção. Claro. Sua escolha é fruto da sua natureza. Assim é com o ser humano. Antes de ter o coração de pedra trocado pelo de carne, sua inclinação penderá para a prática do pecado. Mas, se já recebeu o princípio da nova vida, com certeza trilhará as veredas da justiça. A regeneração é a base impulsionadora para a busca da santificação. De sorte que o novo nascimento é a mola propulsora para a santificação, visto que, após a regeneração, as disposições carnais são suplantadas pelas espirituais, as quais são percebidas por meio da fé e de uma vida santa. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). Deus quer que evidenciemos a nossa filiação por intermédio de uma nova vida, a qual tem como insígnia a santificação. Uma pessoa regenerada desejará ardentemente e buscará a santificação. O novo nascimento é incompatível com uma vida pecaminosa. Todos aqueles que recebem nova vida em Cristo são impelidos a trilhar o caminho da santificação.

Por isso, o apóstolo Paulo enfatiza que a nossa vida é marcada por dois momentos, o antes e o agora. Antes de prosseguir, leia o texto de Cl 3.5-11.Antes andávamos numa via escura. Não dávamos crédito à Palavra de Deus. Na verdade, éramos inimigos de Deus. Naquele tempo amávamos as obras das trevas. Nossos olhos estavam obscurecidos pelo pecado, não conseguimos perceber a nossa própria condição. Contudo, o agora é o divisor de águas da nossa nova vida. De agora em diante, devemos mortificar a nossa natureza terrena. Não podemos nem devemos cultivar a impureza. Nossos atos, ações e atitudes devem revelar a nossa nova natureza.

Além disso, a santificação é uma evidência existencial da nossa eleição. É uma evidência demonstrativa que uma pessoa eleita em Cristo foi salva. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). É um engodo e uma falácia considerar-se um eleito ou salvo e viver na prática do pecado (1Jo 3.9).A vontade de Deus para nossa vida é que nos revistamos “como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3.12). Precisamos ser diligentes em obedecer a vontade de Deus no que tange a santificação, pois Ele quer que confirmemos a nossa eleição (2Pe 1.10). Portanto, não se comprova a eleição com verborragia nem com discurso, mas com atitudes. Pelos frutos se conhece a árvore. Fomos eleitos na eternidade, porém fomos salvos na história, “pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2.13). A verdade bíblica de que fomos eleitos antes da fundação do mundo deve ser comprovada por intermédio de uma vida santa. Você ainda vive na prática das coisas antigas? Você já nasceu de novo? A propósito, você tem levado a sério a santificação?


Para refletir: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, [...], observando em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2.11-12). Por fim, “Sedes santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16).