sábado, 19 de dezembro de 2009

ORAÇÃO, O TERMÔMETRO DA FÉ

ORAÇÃO, O TERMÔMETRO DA FÉ
A oração é a alma da nova vida em Cristo. Ela é tão importante para o cristão como o é a Palavra. Aliás, não pode haver divórcio entre a oração e a Palavra. Por isso, quando surgiu o primeiro problema interno no seio da Igreja Primitiva ou Apostólica, a liderança logo tratou de eleger homens para cuidarem das necessidades sociais do povo, pois os apóstolos entenderam que não podiam abandonar o ministério da oração e da Palavra (At 6. 1-4). A Escritura está recheada sobre o valor da oração na vida do povo de Deus. No ministério de Cristo, a oração fazia parte sistemática tanto na prática quanto no ensino do Mestre. O Senhor Jesus Cristo ensinou sobre a oração tanto pelas ilustrações como pelo exemplo. Sua vida foi marcada pela oração constante. Ele orava constantemente e perseverantemente. O seu deleite estava no Pai. Na parábola conhecida como a do “Juiz Iníquo”, Jesus ensina aos seus discípulos sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. A oração não é uma opção no ensino de Cristo, mas um dever. Por meio dela os crentes reivindicam as benções do Pai Celestial. A oração é um meio de graça, portanto negligenciá-la é um erro gravíssimo. Quem não ora não recebe as bênçãos que estão armazenadas “na despensa celestial”. Deus tem muitas bênçãos para conceder ao seu povo, mas, elas só serão recebidas por meio da oração. Além disso, a oração é o termômetro da nossa fé. À luz de Lucas 18. 1-8 queremos elencar três verdades acerca da oração:
1) Medimos a temperatura da nossa fé quando oramos sempre. Devemos orar em todas as circunstancias, todos os dias, em todas as horas. O cristão deve orar sempre. Uma pessoa que ora somente quando se encontra em situações difíceis, com certeza será privada de um dos mais sublimes privilégios espirituais. Quem ora desfruta da comunhão com Deus. Quem ora é revestido de poder. Os filhos de Deus precisam orar sempre. Precisamos orar tanto nas tribulações como na bonança. Precisamos orar em tempo de paz, mas também em tempo de guerra. Precisamos orar em toda e qualquer situação. Orar é um dever, mas também um privilégio e um deleite para a alma. Orar é um benefício concedido aos filhos de Deus. Quem negligencia a prática da oração é privado da força do alto. A falta de oração enfraquece a musculatura espiritual, além disso, o crente que não ora fica despreparado para os grandes embates da vida. A conseqüência: anemia espiritual, falta de autoridade espiritual e ausência de poder.
2) Medimos a temperatura da nossa fé quando perseveramos em oração. Uma coisa é orar sempre, outra coisa é orar com perseverança. A Escritura destaca que a viúva perseverou insistentemente até obter a atenção do juiz que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Ela não desistiu. Todos os dias obstinadamente, ela levava a sua causa àquele que tinha competência para atendê-la e julgar a sua causa contra o seu adversário. O cristão precisa orar sempre, mas orar sempre, não é a mesma coisa que perseverar em oração. Deus fará justiça aos seus escolhidos que clamam dia e noite. A oração perseverante capta a temperatura da nossa fé. Ela avalia a profundidade da nossa espiritualidade. Não podemos jamais esmorecer. Precisamos ora sem cessar, constantemente, todos os dias, em todas as circunstâncias e situações. O crente precisa se alegrar com a esperança, ser paciente na tribulação, na oração, perseverante (Rm 12. 12).
3) Medimos a temperatura da nossa fé quando consideramos o caráter daquele a quem oramos. Se um juiz iníquo atendeu uma mulher que perseverou, considerem então, o caráter de Deus. Um homem que não temia a Deus nem prestava nenhum tipo de continência a homem algum atendeu uma viúva insistente. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc 18. 7). Para quem tem uma necessidade emergente qualquer tempo parece demorado. No entanto, para medir a temperatura da nossa fé, precisamos considerar o caráter daquele a quem oramos e não o tempo. Precisamos considerar a fidelidade de Deus, sua bondade, sua compaixão e imutabilidade. Quase sempre parece demorado, mas Deus sairá ao nosso encontro no tempo certo e oportuno. Ele faz justiça aos seus eleitos. Nenhuma das suas promessas cairá no esquecimento. “Contudo, quando vir o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18. 8). Vejam que Cristo conecta a prática da oração com a fé. A. W. Pink afirma que “o crente professo que não ora está destituído de vida espiritual”. Como está sua vida de oração? Você ora sempre? Você é uma pessoa perseverante ou desiste logo? Você tem fôlego para ir até o fim ou já se encontra no acostamento? Quer saber como está a “saúde” da sua fé, então examine a sua vida de oração. Se você está orando sempre. Se você está perseverando em oração e está considerando o caráter daquele a quem você ora, então fique certo de que a sua fé está com uma ótima temperatura, porém não relaxe por causa desta constatação. Deus tem muito mais para nós. Continuemos a buscá-lo. Que o Senhor nos abençoe! Amém!

Um comentário:

Pr. Walderson Júnior disse...

Oração, vitalidade da vida cristã. Que Jesus derrame saudade dEle em nosso coração, sempre, todos os dias.