quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Autor da Criação


“No Princípio criou Deus os céus e a terra” Gn 1.1
Existem vários mitos que falam da criação dos céus e da terra, alguns inclusive se parecem com o texto bíblico de Gênesis, todavia eles demonstram incoerência com a lógica, e quando lidos com mais atenção, veremos que mais são as discrepâncias existentes entre eles e o relato de Gênesis do que suas similaridades. Os mitos como o mito babilônico, mostram vários deuses em guerra e em decorrência desta guerra surgem os céus e a terra. Nos mitos, os seres humanos são motivos de revolta e inveja dos deuses.
Notem que nessas fábulas, a guerra, o ódio fazem parte da criação daquilo que é harmonioso como o nosso imenso universo. Quando olhamos para toda a criação, notamos que foi necessário alguém que planejasse e arquitetasse cada detalhe para a criação de todas as coisas. Não foi o acaso. Não foi obra de sucessivas guerras. Mas obra de alguém que agiu com propósito e organização.
O sistematizador da lógica Aristóteles, um dos maiores filósofos do mundo, disse que existiu e existe alguém que é fabuloso para criar o mundo, ele chamou este ser de o “Motor Não Movido”. Sua idéia era de que este motor moveu tudo e não foi movido por ninguém. Que pena que Aristóteles não entendeu que este ser era o Deus verdadeiro revelado na Bíblia. Sua lógica o levou ao pensamento certo, mas a conclusão certa só advém do próprio criador e de seu conhecimento revelado nas Escrituras.
Portanto, somente pela lógica, já podemos deduzir que houve um criador poderoso que criou todas as coisas e que somente pela fé cremos que este Deus é o Deus da Bíblia o qual no princípio criou os céus e a terra.

Pense nisso:
O que você deve fazer diante do Deus Todo-Poderoso que criou todas as coisas? Como agradecer hoje ao seu criador por Ele ter lhe criado, bem como a sua família? Faça algo hoje voltado ao criador e a sua criação que demonstre sua gratidão.

¹Fábulas criadas pelos homens. Alguns teólogos que não acreditam no sobrenatural se enveredaram pelo caminho da crença de que Gênesis não é um fato histórico, mas um conto fantasioso com um sentido espiritual.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Santificação, uma evidência existencial da eleição

Santificação, uma evidência existencial da eleição
O propósito de Deus para sua vida é a santificação. A santificação é uma doutrina bíblica, no entanto esquecida e negligenciada em nossos dias. Mas é preciso dizer que, sem ela somos privados de várias benesses espirituais. Outra coisa que precisa ficar claro é de que a santificação é a vontade de Deus revelada tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. E mais, ela difere da justificação. Enquanto a justificação é um ato único, a santificação é um processo contínuo, que perdurará até a volta de Cristo. A primeira diz respeito ao nosso status, a segunda ao nosso caráter. Na santificação, Deus trabalha em nós, pois somos transformados de glória em glória para sermos conformados à imagem do seu Filho (Rm 8). Contudo, também é correto afirmamos que somos responsáveis em desenvolvê-la.

Além disso, a santificação é uma das evidências de que uma pessoa é eleita em Cristo e salva. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1. 4). É um engodo e uma falácia considerar-se um eleito ou salvo e viver na prática do pecado (1Jo 3. 9). A vontade de Deus para nossa vida é que nos revistamos, “como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3. 12). Precisamos ser diligentes em obedecer a vontade de Deus no que tange a santificação, pois Ele quer que confirmemos a nossa eleição (2Pe 1. 10).

Portanto, não se comprova a eleição com verborragia nem com discurso, mas com atos e atitudes. Pelos frutos se conhece a árvore. Fomos eleitos na eternidade, porém fomos salvos na história, “pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2. 13). De modo que, a santificação é uma prova existencial acerca da nossa eleição. A verdade bíblica de que fomos eleitos antes da fundação do mundo deve ser comprovada por intermédio de uma vida santa. A propósito, você tem levado a sério a santificação?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Regeneração, a base para a santificação

Regeneração, a base para a santificação
Você já nasceu de novo? Se você ainda não é uma nova criatura, jamais buscará a santificação. O bom exemplo disso é a metáfora do urubu. Coloque diante de um urubu uma carniça e uma picanha temperada. A natureza dele o levará para a primeira opção. Claro. Sua escolha é fruto da sua natureza. Assim é com o ser humano, antes de ter o coração de pedra trocado pelo coração de carne, sua inclinação penderá para a prática de pecado, mas se já recebeu o princípio da nova vida, com certeza trilhará as veredas da justiça.
De sorte que, o novo nascimento é a mola propulsora para a santificação, visto que após a regeneração as disposições carnais são suplantadas pelas disposições espirituais, as quais são percebidas por meio da fé e de uma vida santa. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5. 17). Deus quer que evidenciemos a nossa filiação por intermédio de uma nova vida, a qual tem como insígnia a santificação. Uma pessoa regenerada desejará ardentemente e buscará a santificação. O novo nascimento é incompatível com uma vida pecaminosa. Todos aqueles que recebem nova vida em Cristo são impelidos a trilhar o caminho da santificação.
Por isso, o apóstolo Paulo enfatiza que a nossa vida é marcada por dois momentos, o antes e o agora (Cl 3. 5. 11). Antes andávamos numa via escura. Não dávamos crédito a Palavra de Deus. Na verdade, éramos inimigos de Deus. Naquele tempo amávamos as obras das trevas. Nossos olhos estavam obscurecidos pelo pecado, não conseguimos perceber a nossa própria condição. Contudo, o agora é o divisor de águas da nossa nova vida. De agora em diante, devemos mortificar a nossa natureza terrena. Não podemos nem devemos cultivar a impureza. Nossos atos, ações e atitudes devem revelar a nossa nova natureza.