sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LANÇAMENTO - HISTÓRIA E TEOLOGIA DA EVANGELIZAÇÃO


LANÇAMENTO DA OBRA: HISTÓRIA E TEOLOGIA DA EVANGELIZAÇÃO

Amado e amada leitor do blog fé é argumento, pela graça de Deus apresentamos-lhes o lançamento da nossa obra: História e Teologia da Evangelização. Um livro que certamente irá ajudá-lo. Você será edificado, bem como desafiado a proclamar a mensagem da cruz.

A evangelização é uma marca da igreja. No Pentecostes, logo se deu início à evangelização dos povos. A tarefa evangelística perdurará até a consumação dos séculos, pois é a tarefa que promove a expansão do reino e crescimento da igreja. Contudo, ela precisa ser norteada por princípios teológicos e bíblicos.

Hoje, com raras exceções, a evangelização não está sendo dirigida pela teologia bíblica, mas por metodologias, muitas delas seculares. Isso tem acarretado sérias consequências à expansão do reino de Deus, visto que o tipo de evangelismo praticado não tem como fundamento o conteúdo bíblico-teológico, e sim as técnicas.

Assim, o autor, Pr. Fábio Henrique de Jesus Caetano, faz uma inédita e profunda pesquisa em língua portuguesa sobre a história da evangelização com também de sua teologia, e apresenta a sua obra que, certamente, irá reacender o seu ardor pelo ministério da evangelização com orientações e fundamentos corretos.

Contando ainda com o prefácio do Pr. Hernandes Dias Lopes, a obra torna-se leitura obrigatória nas igrejas e seminários e por todo aquele que está envolvido com a tarefa urgente e sublime de ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo, o Salvador.

Como adquiri-lo? Você pode comprá-lo na secretaria da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória – Tel: 027- 3222-1003. Fale com Soly ou Evania. Ou na Editora Arte Editorial: www.arteeditorial.com.br ou editora@arteeditorial.com.br

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CONSEVADORISMO: A NECESSIDADE DO EQUILÍBRIO

CONSERVADORISMO: A NECESSIDADE DO EQUILÍBRIO

Religião de poder é uma coletânea de artigos editados por Michael Scott Horton. Para essa compilação, ele requisitou vários autores de envergadura teológica singular. Dentre esses, o teólogo anglicano J. I. Packer, escritor renomado e contemporâneo. Packer tem dado uma contribuição ímpar para o evangelicalismo inglês, americano e brasileiro. Suas obras têm sido recebidas com muito apreço pela igreja brasileira. Em seu artigo, o conforto do conservadorismo, ele promove uma reflexão relevante e plausível sobre aspectos positivos e negativos do conservadorismo quanto à postura de alguns em relação à tradição teológica.

Antes de trabalhar sobre o assunto, o autor conceitua os termos conforto e conservadorismo. Segundo o autor a palavra conforto tem dois sentidos: o primeiro traz a ideia de revigoração e renovação das forças; o segundo traz a ideia pejorativa de comodismo e relaxamento. Da mesma forma, Packer afirma que existem dois tipos de conservadorismo. Para ele existe o conservadorismo criativo e o carnal. O primeiro é inteligente e luta bravamente contra a influência cultural, sem, contudo fechar os olhos à realidade contemporânea. O conservadorismo criativo convoca o povo a uma reflexão sobre o que está acontecendo no mundo com as lentes contemporâneas, mas com uma consideração daquilo que foi dito e feito na história da igreja. Esse jamais ignora o legado teológico. Já o segundo é cego. Ele busca ou faz apologia daquilo que é velho e convencional. Enquanto o conservadorismo criativo promove reflexão, faz leitura da atual circunstância sem rejeitar a herança da tradição, o carnal simplesmente se acomoda com e ao passado.

O conforto do conservadorismo apregoa um imobilismo, o qual deve olhar em todo tempo para o passado. Contudo, essa postura gera uma falsa sensação de bem estar, de segurança e de sapiência. Com isso, esse imobilismo é colocado sobre outras pessoas, o qual passa a exercer um papel tirânico sobre os demais. O argumento persuasivo dos tradicioneiros visa o acatamento de tradições de fé por pessoas adultas, mas que devem receber tais tradições sem nenhum senso crítico ou questionamento. No entanto, Packer não descarta o aspecto salutar da ortodoxia cristã, a qual deve ser recebida com responsabilidade e sob a autoridade autêntica. Dessa forma, o conforto do conservadorismo produz cristãos saudáveis e igrejas vibrantes.

A natureza da tradição cristã focaliza o estudo da tradição, bem como da sua compreensão positiva no século passado. Para isso, Packer destaca quatro pontos principais: a tradição caracteriza as comunidades; as tradições se iniciaram como atos contemporâneos, os cristãos se beneficiam e são vítimas da tradição e tradições seculares e religiosas do mundo se opõem e corrompem a tradição cristã. Todos os grupos têm suas tradições, as quais servem como fator identificador do mesmo. As tradições sempre começam como atos contemporâneos dentro de um contexto e em uma geração. Contudo, surgem também os extremistas. Alguns abraçam as tradições como inspiradas pelo Espírito Santo, outros se posicionam com absoluto desdém. Como existem tradições boas e más, logo somos beneficiados ou nos tornamos vítimas das mesmas. Portanto é preciso cautela. A tradição cristã esbarra sempre nas oposições das tradições religiosas e seculares. Por isso, a igreja precisa constantemente se contrapor aos ataques sutis destas tradições.

Como vimos toda tradição tem aspectos positivos e negativos. Ela pode ser boa, mas também pode ser má. A tradição cristã, a qual é avaliada pelo crivo da Escritura oferece benefícios. Packer destaca quatro: raízes, realismo, recursos e lembretes. Quem conhece a tradição descobre suas raízes, identidade e origem. Além disso, as raízes ressaltam os fundamentos. Outro benefício é a questão da realidade, pois o passado ajuda a fazer uma leitura do presente, bem como avalia a cultura, a mentalidade e sobre o futuro com uma percepção realista dos fatos. O terceiro benefício ensina que a tradição cristã é um precioso legado. Sendo assim, um recurso valioso para a geração contemporânea. Por fim, o benefício do lembrete pedagógico na questão do rememorar a geração militante sobre a história da tradição.

Embora a tradição cristã ofereça todos os benefícios supracitados, no entanto, ela pode cometer muitos abusos. Quando à tradição cristã absolutiza as formulações teológicas como sendo divinas e fechadas, não sujeitas as mudanças e aos questionamentos, ela comete um abuso quanto ao seu equívoco, pois inverte a ordem de valores. Essa percepção convenciona chavões e conceitos teológicos como se fossem inspirados e sacrossantos. Tal mentalidade rejeita todas as transições culturais que ocorrem entre ou no meio do podo de Deus em seu contexto histórico. Portanto, é um perigo e um abuso quando a tradição é colocada como o ideal de Deus em detrimento da Palavra. Por conta disso, todas as mudanças são recebidas e rechaçadas como sendo negativas e perniciosas. Esse tipo de postura quer domesticar o Senhor da história, quer limitá-lo em seu agir e quer condicioná-lo à tradição. Tudo isso serve para manipular as pessoas e exercer domínio sobre elas.

Packer conclui o seu artigo salientando que existe cura. Que alívio! Porque diagnosticar um problema sem oferecer solução é uma lastima. O conservadorismo criativo utiliza à tradição como recurso de contribuição disponível para ajudar na compreensão de verdades e situações. Ela não é autoridade última, nem final e nem absoluta. O antídoto exige três posturas: honestidade na autocrítica; humildade no juízo particular e integridade na ação moral. A autocrítica deve ser honesta. É preciso descobrir porque erramos, onde erramos e no que erramos. Além disso, a mudança precisa ser feita, mas precisa ser descoberta como deve ser feita. Tudo isso deve ser norteado pela honestidade. A segunda postura exige constância no exame da Escritura até que verdades obscuras fiquem claras. Contudo, o fator determinante não é o nosso intelecto orgulhoso. Por fim, a integridade na ação moral, a qual exige que ocorra um rompimento com a multidão, mesmo que essa seja cristã. De modo que o padrão de integridade do cristão é a Bíblia e não a legislação baseada na sabedoria humana.

Para Packer existem muitos evangélicos presos atualmente ao conforto do conservadorismo carnal. A igreja precisa fugir dessa armadilha. Ela precisa abraçar o conservadorismo criativo e inteligente. Ela precisa buscar a verdadeira renovação da fé reformada, a qual reconhece ser uma tradição, mas que se permite ser reformada, questionada e balizada pelo crivo da Escritura Sagrada.

Gostaríamos de salientar que, embora o artigo seja um texto pequeno, no entanto está inundado de riqueza intelectual e relevante reflexiva. Existem outros pontos que poderiam ser destacados nessa sucinta avaliação crítica, mas destacaremos apenas mais um: 1) O texto é uma convocação à reflexão crítica acerca do perigo de abraçar a tradição sem submetê-la a uma avaliação da Escritura, bem como o perigo de supervalorizá-la, ao ponto de comprometer a autoridade e suficiência da mesma. Contudo, o autor elaborou o seu artigo com equilíbrio, maturidade cristã, bom senso e sobriedade, pois sabe e reconhece o valor do legado da tradição teológica para a igreja cristã. Portanto, sem dúvida alguma, esse é um ponto que merece ser destacado. No mais, esse é um artigo que deve ser lido por toda liderança cristã, mas especialmente pela liderança herdeira da tradição reformada, para que a mesma não caia em ciladas da sapiência humana.

sábado, 16 de outubro de 2010

A DECISÃO QUE PODE MUDAR A ROTA DA SUA VIDA

A DECISÃO QUE PODE MUDA A ROTA DA SUA VIDA

Você tem um exemplar da Bíblia? Se você tem uma Bíblia, gostaria que lesse o capítulo 3. 1-26 de Lamentações, antes de ler este pequeno texto que está diante dos seus olhos. Agora que você já leu a Bíblia, leia também este texto que foi escrito para você. Por certo você já viu cenas que foram para a cama com você. Cenas belas e coloridas, mas também cenas trágicas e com cheiro de morte. Cenas que te embalou num sono profundo e gostoso, mas algumas foram verdadeiros pesadelos durante o seu sono. Durante a nossa caminhada existencial terrena vimos e ainda veremos muitas cenas. As cenas são imagens que absorvemos por meio dos olhos e as abrigamos no arquivo da nossa memória. De modo que temos uma capacidade de armazenar toda sorte de imagens as boas e as ruins. É por isso que tem muita gente com a alma enferma e adoecida.

Existem cenas cujas imagens nos marcam de modo singular negativamente e positivamente. Elas podem ser boas, mas também podem ser más. As imagens podem provocar sensações incríveis de ser revividas e lembradas, mas podem também provocar desânimo e atrofiamento da esperança. Existem pessoas que recobram o ânimo pela vida por conta delas. Mas, existem pessoas que perdem o encanto pela vida e morrem por causa delas. Aquilo que vemos, conhecemos e experimentamos pode provocar reações diversas em cada um de nós. Muitas vezes somos movidos ou neutralizados por aquilo que vemos, conhecemos e experimentamos.

O profeta Jeremias é um exemplo típico do que estou lhes falando. Ele viu, conheceu e experimentou situações caóticas. Observe o registro da Escritura: “Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus” (Lm 3. 1). Quem sabe você tem visto coisas terríveis ou ouvido palavras duras. Jeremias viu e ouviu. Ele viu seu povo ser levado cativo, a cidade ser saqueada e o templo destruído. Ele ouviu gritos de crianças e adultos por conta das torturas efetuadas pelo rei da Babilônia. As cenas estavam cravadas em sua lembrança. Sua memória estava encharcada por cenas amargas e angustiosas. Além disso, ele conheceu e experimentou o sofrimento no seu próprio existir ou ser. Ele sofreu na carne, porém também sofreu na alma. Na verdade essas cenas, das quais se recordava o profeta continuamente o estava matando. Jeremias estava morrendo por causa das recordações e do sofrimento passado.

Portanto, a somatória de tudo isso era o equivalente a uma dose cavalar de veneno injetado na alma do profeta chorão. Todas as vezes que Jeremias se recordava dos fatos ocorridos consigo e com o seu povo, a sua alma fica abatida. “Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim” (Lm 3. 20). Ele sabia que se continuasse assim iria morrer, porque existem lembranças que matam a esperança.
Contudo há decisões na vida que dão vida a esperança. Portanto é aqui que entra a decisão que muda a rota da vida. Você pode continuar com as lembranças carrascas ou tomar a decisão de substituí-las. Você pode continuar com a memória entulhada de cascalho do passado ou pode removê-lo pela decisão de querer algo transformador e esperançoso. Você pode continuar com as cenas dos fatos ou pode substituí-los pela pessoa e atributos de Deus. Tome a decisão de recordar-se de quem é Deus.
Veja qual foi à decisão de Jeremias que também pode ser a sua. Ele disse: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3). Existem decisões que ninguém pode tomá-las por você. Jeremias estava sendo consumido, mas decidiu encharcar a sua memória com Aquele que pode dar esperança.

Veja ainda o que deu esperança ao profeta e que também pode dar a você. Como o que você precisa encharcar a sua memória? Com a verdade de que Deus é misericordioso. Ele chega a seguinte conclusão: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio” (Lm 3. 22-26). Esta decisão pode mudar o curso da sua vida. Decida agora mesmo. Encha a sua mente dessas verdades. A memória precisa está cheia não de coisas, mas do SENHOR Deus. Que sua memória seja renovada. Que ela seja curada dos traumas. Que haja a parir da sua decisão um novo tempo. Que o Deus que dar esperança e é nossa esperança visite sua vida neste momento.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

NÃO TENHA MEDO

NÃO TENHA MEDO

Você já teve medo? Você tem medo? Eu já tive medo. Na verdade, Eu tenho medo. O medo pode ser uma anomalia psíquica. A síndrome do pânico é um exemplo disso que estou lhes falando. Muitas pessoas têm medo porque estão doentes. Nesse caso, elas precisam ser clinicadas. Portanto, o medo pode ser mau, mas também pode ser bom. Algumas vezes o medo é um excelente aliado, pois funciona como instrumento preventivo. Outras vezes ele pode ser extremamente nocivo, pois pode nos paralisar e fazer com que fiquemos travados, mobilizados e completamente dominados.


O medo assalta todas as faixas etárias, todas as classes sociais e níveis intelectuais. Mulheres têm medo, mas os homens também o têm. Crianças têm medo e adultos também. Os incrédulos têm medo, os crentes também. É certo que todos nós já fomos assaltados pelo medo ao menos uma vez. Se você ainda não foi não fique triste, pois sua vez ainda chegará. Além disso, existem vários tipos de medos. Por exemplo: tem pessoas que tem medo da velhice. Outras têm medo de ficarem enfermas. Existem pessoas que tem medo dos filhos serem tragados pelo mundão. Medo de ficarem sozinhas. Tem gente que tem medo do futuro. Medo de escassez. Medo de fracassar. Medo de se decepcionar e de decepcionar as pessoas. Medo de ficar sozinha. Medo da solidão. Medo da morte e medo de morrer. Têm pessoas que tem medo de admitir que tem medo. E ainda existem pessoas que têm medo de ter medo.


Existem muitas pessoas que já foram dominadas pelo medo e outras que ainda são. A bem da verdade é que: Gente tem medo. Os descendentes de adão têm medo. Seres humanos são assaltados pelo medo. O SENHOR é sabedor do nosso medo, por isso Ele diz: “Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador” (Is 43. 1-3a). Ora, Deus não falaria desta forma com o seu povo, se este não estivesse sujeito ao medo. O Senhor conhece cada um de nós. Ele sabe que ficamos amedrontados por diversas razões, situações e circunstâncias. Contudo, o Senhor quer que fiquemos seguros. Ele deseja que sejamos crentes sóbrios e seguros quanto ao medo. Como o Senhor faz isso? Sobre qual fundamento? Por que não precisamos ter medo? Há diversas razões, mas quero destacar à luz desta porção da Escritura mencionada quatro, a saber:

1) Porque você foi redimido (a) pelo SENHOR. “Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi”. O SENHOR Deus é uma pessoa que se comunica. Ele fala. Deus nos fala por meio da sua Palavra. O Deus que fala é também o Deus redentor. Ele nos redimiu na pessoa do seu bendito Filho, Jesus Cristo. Note que a primeira razão está ligada a um fato histórico. Não tenha medo, o Deus de amor e redentor te ama. Ele é digno da sua confiança, pois entregou o seu único Filho para te resgatar da perdição eterna. Além disso, não tenha medo.

2) Porque você foi chamado (a) pelo SENHOR. “Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, chamei-te pelo teu nome”. Foi o Senhor quem te remiu e te chamou. Deus te conhece. Ele te chama pelo nome. O Senhor sabe quem é você de modo exaustivo, profundo, pessoal e particular. O Senhor Deus sussurra o seu nome. Foi ele quem te chamou. Não tenha medo.


3) Porque você pertence ao SENHOR. “Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, chamei-te pelo teu nome, tu és meu”. Acho maravilhoso essa forma como Deus nos fala: “tu és meu”. Amo essa verdade. Gosto de saber que pertenço ao Senhor. Você é propriedade particular de Deus. Ele te comprou com o sangue precioso do cordeiro. Você foi comprado (a) não com os metais preciosos que conhecemos: prata ou ouro, mas com o sangue de Cristo. Essa verdade tem relação com o pacto que o Senhor fez conosco. Ele é o nosso Deus e nós o seu povo. Quem pertence o Senhor Deus está escondido (a) em Jesus. Não tenha medo.

4) Porque você é acompanhado pelo SENHOR. “Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”. É maravilhoso saber que Deus está conosco em toda e qualquer situação. Sua presença é real é produz segurança. Seu auxílio é verdadeiro e poderoso. Sua companhia é fiel e consoladora. As águas existem, os rios também e de igual forma o fogo. O SENHOR não nos promete isenção acerca das situações difíceis, mas nos assegura a sua presença.

Concluo lhe fazendo algumas perguntas: você tem medo? Qual é o seu medo? Quem sabe você esteja enfrentando agora mesmo uma situação amedrontadora? Se essa for a sua situação: Conte com o Senhor. Busque a sua face agora mesmo. Medite em suas promessas. Olhe para os seus feitos na história, e, sobretudo em seu favor. Não tenha medo. Que o SENHOR seja a sua segurança. Que presença SENHOR afugente o medo que tem lhe assaltou. Que o medo que há em você seja substituído pela coragem. Não tenha medo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A PEDAGOGIA DO DESERTO


A PEDAGOGIA DO DESERTO

Deserto é sinônimo de crise, sofrimento e problema. O deserto é uma escola de nível superior. Por essa razão podemos afirmar que o deserto tem uma pedagogia relevante, conteúdo objetivo e prático, métodos eficientes e propósitos elevados. O capitulo 8 do Livro de Deuteronômio exemplifica de modo claro a respeito dessa verdade. O deserto é uma faculdade. Nela o individuo faz curso de bacharel, licenciatura, pós-graduação, mestrado e doutorado em amadurecimento cristão. O curso na faculdade do deserto pode ser curto, mas, também pode ser longo. Para Israel teve a duração de quarenta anos. O período do curso não depende da pessoa, mas do currículo elabora por Deus e dos seus propósitos. Deus tem métodos e sempre tem propósito mais elevado para o seu povo. Quais são os seus métodos e o seu propósito?

1) O PASSADO (Dt 8. 2). “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo o qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarentas anos”. O passado é um excelente instrumento e método pedagógico. Por meio dele somos recordados sempre que preciso acerca de coisas importantes. A história sempre tem muito a nos ensinar. Ela nos ensina sobre o que fazer, mas também nos ensina sobre o que não fazer, ensina como fazer, mas nos ensina também sobre como não fazer. Temos muito a aprender com os acontecimentos do passado. As lições do passado são fundamentos determinantes acerca do procedimento no futuro. Por isso, quem não aprende com o passado, não desempenhará bem as funções nos dias vindouros. As pessoas que ignoram os acontecimentos históricos cometerão os mesmos erros dos seus antepassados e ainda outros piores. Por isso, o povo de Deus sempre é convocado a recordar-se do seu Senhor e dos seus feitos na história da redenção. Portanto, não sepulte o passado nem se esqueça da história. A amnésia espiritual pode produzir no coração humano orgulho. O esquecimento acerca do Deus da história e dos seus feitos pode fazer com que os homens caiam nas armadilhas da soberba. Portanto, cuidado! Lembre-se do passado.

2) O SOFRIMENTO (Dt 8. 2). “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo o qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarentas anos, para te humilhar, para te provar ”. O deserto é lugar de preparação. O sofrimento é um instrumento de Deus para despertar as pessoas da letargia e do coma espiritual. Deus usa vários meios para nos ensinar, dentre eles, a crise. Talvez você esteja enfrentando um tempo difícil. O seu deserto parece não ter fim, mas uma coisa é certa, ele pode parecer uma eternidade, contudo, tem finalidade. Deus não é uma pessoa sarcástica. Ele não tem prazer no sofrimento dos seus filhos e filhas, mas, às vezes se utiliza dessa instrumentalidade, a fim de ensinarmos lições eternas. Deus nos leva para o deserto. Ele quer que aprendamos a depender dele totalmente, para isso, o Senhor usa vários instrumentos, inclusive o sofrimento. O Senhor é pedagogo por excelência. Ele tem os melhores conjuntos de ideias acerca do ensino. Além disso, ele tem os mais excelentes métodos, o mais sublime conteúdo e propósitos superiores para com o seu povo. Seu objetivo é aprimorar o seu povo escolhido. Para isso, ele utiliza as provações, por intermédio das quais, ele forja o nosso caráter e robustece a nossa fé.

3) O PROPÓSITO (Dt 8. 2, 16). “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo o qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarentas anos, para te humilhar, para te provar para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos . [...] e, afinal, te fazer bem”. A humilhação é um instrumento utilizado pelo Senhor para esmagar o orgulho humano. Por meio dela, o Senhor arranca a capa da autoconfiança. Ela é uma ferramenta, por meio da qual somos levados a confiar no Senhor nosso Deus. Deus almeja realizar sonhos maiores em nosso favor. Seus propósitos para conosco são elevadíssimos. O seu maior interesse é a questão interna. Seu objetivo é levantar a cortina do nosso coração. O propósito divino é diagnosticar quais são as prioridades do nosso coração. Deus nos humilha e nos prova para conhecer os segredos do nosso coração. Com isso, Deus faz com que conheçamos o nosso próprio coração. A crise é uma excelente oportunidade para Deus trabalhar em nós e posteriormente operar por meio de nós. Ele usa as crises para diagnosticar as prioridades do coração. Deus não quer que o seu povo se esqueça dos seus feitos. Deus sabe o que é melhor para o seu povo. Ele tem sempre o melhor para os seus filhos e filhas.

Os tempos mudaram, mas os métodos de Deus ainda são os mesmos. Eles não mudam no decorrer dos séculos. A família de Deus ainda aprende com as lições do passado, por meio do sofrimento e alcança sempre objetivos mais profundos. Além disso, todas as experiências do povo de Deus no passado destacam o fato de que ele jamais foi autônomo. Ele depende do Senhor quanto ao cuidado, à provisão, à proteção, e, sobretudo o perdão. Esquecer tais fatos é uma demonstração de ingratidão e orgulho. Portanto, a pedagogia do deserto nos ensina por meio do passado, nos ensina pela instrumentalidade do sofrimento e efetua em nosso favor propósitos sublimes. Não pare de aprender. Ainda existe um longo percurso de aprendizado que devemos e precisamos trilhar. Não ignore os fatos históricos. Tire lições do sofrimento. Veja com as lentes da fé os propósitos de Deus em seu favor. A providência secreta está trabalhando por você. Deus te abençoe!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O DIFERENTE FAZ A DIFERENÇA


O DIFERENTE FAZ A DIFERENÇA
O mundo pós-queda é marcado pela injustiça, pela falta de integridade e pelo distanciamento de Deus. Os dias de Noé foram difíceis por causa dos estigmas provocados pelas mazelas do pecado, os quais permeavam toda a sociedade. A maldade humana era generalizada, multiplicada e contínua. A maldade humana era ainda, e, sobretudo, uma maldade planejada (Gn 6. 5, 9). A terra estava corrompida à vista de Deus. Ela estava cheia da violência, porém, não de qualquer violência, mas da violência dos homens (Gn 6. 11, 13). Naqueles dias dominava a injustiça, não havia integridade e os homens haviam abandonado os valores de Deus. não havia espaço para o exercício da justiça, para vivenciar a integridade nem para o deleite na presença de Deus. A correnteza das águas corria com ímpeto na direção contrária àquilo que é justo, bom, reto e santo. Todavia, as distorções morais e éticas não impediram Noé de ser diferente. Ele estava inserido no meio desse caos moral, mas era diferente. A situação conspirava contra a virtude, mas Noé fez a diferença por ser diferente. Noé surgiu como um homem diferente para fazer a diferença. Quais são as marcas daqueles que fazem a diferença numa sociedade corrompida? Queremos destacar três verdades à luz de Gênesis acerca das pessoas que fazem a diferença (Gn 6. 9). Quem são elas? O que elas fazem?
1. Elas praticam a justiça (V. 9).”Eis a história de Noé: Noé era homem justo [...] entre os seus contemporâneos [...]” (Gn 6. 9). Deus vê as pessoas, mas também vê as suas práticas. Nada absolutamente passa despercebido aos olhos do Senhor. A maldade era uma prática corriqueira nos dias que antecederam o dilúvio. As pessoas feriam umas às outras com o punhal, mas também com as palavras. A violência havia se alastrado por todas as camadas sociais. A justiça era pisoteada pelos homens. Os homens não mudaram. As feridas ainda continuam sendo abertas pelas línguas pontiagudas e pelos instrumentos de metais cortantes. Existem pessoas com cicatrizes na alma e na carne. Como se não bastasse, o direito do órfão e da viúva é tolhido pelos poderosos. Os pobres são oprimidos e os necessitados esmagados. O mundo está carente de pessoas que sejam diferentes para fazerem a diferença. Não tenha medo de ser diferente entre os seus contemporâneos. Pratique a justiça. Noé praticava a justiça, por isso fez a diferença entre os seus contemporâneos.
2. Elas demonstram integridade (V. 9). “Eis a história de Noé: Noé era homem [...] integro entre os seus contemporâneos [...]” (Gn 6. 9). A integridade é um distintivo daqueles que são diferentes. Os que fazem a diferença empunham a integridade como escudo da retidão. Há muitas pessoas desonestas. A falta de honestidade é uma deformação do caráter. Quase que a corrupção é ovacionada como virtude indispensável ao homem contemporâneo. A corrupção campeia em quase todos os seguimentos da sociedade hodierna. Ela está presente no poder legislativo, executivo e judiciário. As evidências são fartas na política e na religião. A sociedade precisa de homens e mulheres que demonstram integridade na vida. Homens que não negociam a moral nem os valores éticos. O mundo precisa de pessoas de uma só palavra. Tenha coragem, mas também tenha índole íntegra. Noé demonstrou integridade entre os seus contemporâneos e foi reconhecido como homem reto.
3. Elas andam com Deus. “Eis a história de Noé: Noé era homem justo e integro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn 6. 9). A prática da justiça, bem como da integridade sem a presença de Deus pode tornar-se legalismo. Não basta ser justo e íntegro, é preciso andar com Deus. A justiça e a integridade para ser uma referência distintiva na vida daqueles que fazem a diferença, precisam ser oriundas de uma relação estreita com o Senhor. Quem anda com Deus faz a diferença no meio da sua geração. O diferente faz a diferença não porque possui comportamentos distintos das demais pessoas, mas porque anda com o Deus que promove a diferença. Se o diferente não fizer a diferença por causa da presença de Deus, a sua prática tornar-se-á em moralismo religioso estéril e sem vida, ranço do farisaísmo. Noé fez a diferença porque andava com Deus. Tenha coragem de ser diferente. Seja diferente, pratique a justiça. Seja diferente, vivencie a integridade. Seja diferente, ande com Deus. Que Deus nos ajude a sermos diferentes.

sábado, 8 de maio de 2010

A SINGULARIDADE DO CRISTO DA ESCRITURA

A SINGULARIDADE DO CRISTO DA ESCRITURA

Cristo era, é e será sempre uma pessoa singular na história da humanidade. A singularidade de Jesus Cristo é reconhecida por muitos, de vários modos e em muitos aspectos. Contudo, nem sempre tal reconhecimento toca no eixo da sua primazia. É importante salientar que se a hegemonia de Cristo for removida, a Igreja Cristã deixará de existir, pois, ele é a razão, a pedra angular e o fundamento da sua existência e permanência. Na verdade, não existe cristianismo sem a preeminência de Cristo. Sem Cristo, o cristianismo não permaneceria em pé. Jesus Cristo é o fundamento sólido e principal do cristianismo histórico. Por conta disso é importante enfatizar a sua singularidade.

A singularidade Jesus Cristo é percebida na sua autoridade ímpar. Além disso, a autoridade de Cristo encontra o seu alicerce na sua pessoa e obra redentora. De tal forma que esta consideração não está condicionada a evidências externas, mas internas. Quem autentica essa verdade é o próprio Deus e Pai, o qual atestou a singularidade de Jesus Cristo ressuscitando-o dentre os mortos. Sendo assim, a singularidade de Jesus Cristo é supra cultura e contra cultura.

Este ponto é o divisor de águas entre a teologia evangélica e a não evangélica, pois a segunda procura estabelecer a autoridade de Cristo nos fatores externos a Escritura, a primeira não. Ao invés de buscar embasamento na Escritura, a teologia não evangélica lança os seus pressupostos em areia movediça, pois os lança na onicopetência da razão, na aferição da experiência religiosa e sobre os pilares éticos da cultura. Com isso, surge um Cristo não histórico, mas, um Cristo concebido pela imaginação dos homens e condicionado a cultura. A teologia cristã, entretanto, possui as suas colunas fincadas na revelação escrituristica.

Ainda digno de nota são os cinco aspectos elementares na singularidade de Cristo no entendimento do evangelicalismo, os quais são denominados por Alister McGrath de seminais[1]. A importância da pessoa e obra de Jesus Cristo na construção da teologia cristã passa pelos seguintes aspectos: a importância revelacional de Jesus Cristo, soteriológica, mimética, doxológica e querigmática. Cada aspecto da importância singular de Jesus Cristo funciona como degraus ascendentes tanto na produção teológica como na dinâmica da Igreja Evangélica. Isto precisa ser visto de modo pormenorizado a seguir.

1) O aspecto revelacional de Jesus é a personificação e a auto-revelação de Deus. O Cristo histórico é o Cristo que revela o Deus Pai. Ele é a plenitude ou clímax da revelação do Criador. Neste caso, Cristo não é uma revelação vinda de Deus, mas a revelação de Deus. Quem vê o Filho vê o Pai, pois Jesus Cristo é expressão exata do seu ser.

2) O segundo aspecto da importância da singularidade de Cristo é o soteriológico. Sem Cristo não existe possibilidade de salvação. A salvação é uma realidade possível por causa da morte e ressurreição de Jesus.

3) O terceiro aspecto é o mimético. Em Cristo temos o exemplo perfeito de vida e fé. A vida cristã não é pautada no exemplo ético apenas, por outro lado, Cristo é a encarnação de uma vida genuinamente cristã. Na verdade, quando um indivíduo é salvo por Jesus Cristo, imediatamente, ele entra num processo de conformação a Cristo, a partir disso, o crente passa a tê-lo como modelo a ser imitado e seguido.

4) O quarto aspecto é o doxológico. O Cristo que foi morto, mas que ressuscitou é o Cristo exaltado. Aquele que se humilhou para redimir pecadores é o Deus encarnado, o qual deve ser adorado e amado.

5) Por fim, o aspecto querigmático. O Jesus Cristo que é a revelação de Deus, salvador, exemplo de fé a ser imitado, digno de ser adorado, logo, ele é o Cristo a ser proclamado. O evangelho proclamado pela igreja tem como essência a pessoa e obra de Cristo.

Portanto, a singularidade de Cristo no evangelicalismo enfatiza que tudo precisa girar e ser baseado em Cristo. Uma coisa é certa, se você quer conhecer a singularidade de Jesus Cristo, então você precisa ler a Escritura. O Cristo da Escritura nos encoraja com as seguintes palavras: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5. 39). Noutro lugar ele diz: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?” (Lc 24. 25, 26). O texto afirma que logo em seguida, Jesus “[...] começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24. 27). Quer conhecer o Cristo da Escritura? Se sua resposta for sim, então leia a Bíblia! Não deixe para depois comece agora mesmo! Deus te abençoe!


[1] Essa expressão é usada pelo autor em sua obra: Paixão pela verdade: a coerência intelectual do evangelicalismo. p. 32.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CRISTO RESSUSCITOU!


CRISTO RESSUSCITOU!
Madrugada de domingo. O primeiro dia da semana da paixão de Cristo não era igual aos demais dias. Algumas mulheres levantaram cedo, não para prepararem o café, a primeira refeição do dia, mas para irem até o sepulcro, onde o Salvador tinha sido sepultado. A finalidade dessa ida ao túmulo era embalsamar o corpo do Senhor Jesus Cristo. No caminho, elas “Diziam umas as outras: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?” (Mc 16. 3). A pedra era muito grande diz as Escrituras. Entretanto, para o espanto delas a pedra já havia sido removida.

Notem que a princípio a preocupação era: “Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?” Agora, no entanto é sobre o sumiço do corpo, pois ele não estava mais lá. Ao perceber que a pedra estava revolvida, imediatamente Maria Madalena “correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhe: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram” (Jo 20. 2). Mas, a pergunta de agora em diante não é feita pelas mulheres, porém pelos anjos. “Por que buscais entre os mortos ao que vive?” (Lc 24. 5). E em seguida, eles responderam: “Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, quando disse: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia. Então, se lembraram das suas palavras” (Lc 24. 6-8).


Esse dia não era igual aos outros, ele tinha um quê de diferente, pois, o acontecimento ocorrido nesse dia mudou todo o sentido da existência da vida humana. Cristo Ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia como vaticinou a Escritura. Ele venceu a morte e matou a morte com a sua morte. De fato era uma manhã diferente. A manhã de domingo de Páscoa foi agitada. Coisas estranhas aconteceram. Mulheres madrugaram-se e apressadamente se dirigiram ao sepulcro. Houve um grande terremoto. Um anjo do Senhor desceu do céu. As sentinelas que foram incumbidas de guardarem o túmulo estavam estiradas ao chão como se estivessem mortas (Mt 28. 4).


A grande pedra foi removida e o anjo assentou-se sobre ela (Mt 28. 2). Ao verem o anjo, as mulheres ficaram surpreendidas e atemorizadas (Mc 16. 5). O anjo em seguida, lhes disse: “Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto” (Mc 16. 6). A seguir, elas “[...] fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e, de medo [...]” (Mc 16. 8). Elas estavam perplexas (Lc 24. 4). Havia mulher a beira do túmulo vazio chorando sem parar. Também havia mulheres que, abraçaram e adoraram o Cristo vivo. Mulheres correndo, tomadas de medo e grande alegria. Elas correm para contar aos discípulos. Ele ressuscitou! Está vivo! O túmulo está vazio. “Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas cousas aos apóstolos”. No entanto, “Tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditaram nelas. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu, senão os lençóis de linho; e retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (Lc 24. 10, 11, 12).


Muitas pessoas estavam boquiabertas com o acontecimento da ressurreição. Mas, ainda havia pessoas decepcionadas. Havia gente caminhando com Jesus estrada fora, mas com os olhos impedidos de reconhecê-lo (Lc 24. 15, 16). Gente com a visão ofuscada. Gente dominada pela tristeza gerada pela frustração (Lc 24. 17). Gente com a esperança sufocada (Lc 24. 21). Gente que dizia: “só acredito se eu vir o sinal dos cravos em suas mãos, colocar o meu dedo e minha mão no seu lado onde foi perfurado pela lança; caso contrário, não acreditarei de modo algum” (Jo 20. 25). Ah! Amados, Cristo ressuscitou! Sua ressurreição é o fundamento da nossa esperança. À mulher chorosa, ele disse: “não chores!” Aos discípulos que estavam trancados com medo dos judeus, ele os saúda dizendo: “Paz seja convosco!” (Jo 20. 19) Aos que estavam com medo, ele os consola dizendo: “Não temais!” Ele ressuscitou dentre os mortos. Aleluia!

A igreja confia no Cristo Vivo. Os cristãos não crêem num Cristo preso na cruz. Nós não cremos num Cristo trancado no túmulo. Não cremos no Cristo da procissão, que precisa ser carregado pelos homens. Cremos sim, no Cristo que foi crucificado, que morreu e foi sepultado. Cremos no Cristo que ressurgiu dentre os mortos ao terceiro dia. Cremos, sobretudo, no Cristo vivo, o qual foi assunto aos céus. Cremos no Cristo exaltado a destra de Deus Pai, o todo poderoso. Cremos no Cristo que vai voltar para levar a igreja. Cremos no Cristo que apareceu ao apóstolo João na ilha chamada Patmos dizendo: “Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho a chave da morte do inferno” (Ap 1. 9, 17, 18). Leia a Bíblia e conheça o Cristo que morreu e ressuscitou dentre os mortos. Deus o abençoe! Amém!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PERDÃO: O EXERCÍCIO DA MISERICÓRDIA

PERDÃO: O EXERCÍCIO DA MISERICÓRDIA

C. S. Lwis disse que: “É fácil falar de perdão até ter alguém para perdoar”. De fato não é fácil perdoar, mas também não é fácil pedir perdão. Sabe por quê? Porque quem pede ou suplica o perdão ao ofendido tem que se humilhar. Quem pede perdão reconhece que ofendeu e falhou com o outro. Já quem libera o perdão está abrindo mão de exercer a justiça. Quem perdoa concede e exerce a misericórdia. Quem perdoa abre mão de cobrar a dívida. Portanto, o perdão é o exercício da misericórdia ao invés da execução da justiça. O perdão é sem dúvida alguma uma das mais nobres atitudes do ser humano para com o seu próximo. Ele é a encarnação da graça em nós. O perdão é uma evidência de que somos novas criaturas e que habita em nós a divina semente. Por meio do exercício do perdão compreendemos com mais clareza e precisão a nossa relação intrínseca com o Pai celestial. Tendo em vista que Deus o Pai é um ser perdoador, logo também somos encorajados e capacitados por Ele a conceder o perdão (Ef 2. 10).

O perdão é a oportunidade de tratar o outro da forma como fomos tratados por Deus. Deus perdoou toda a nossa dívida. O seu perdão para conosco foi pleno. Se você já recebeu o perdão de Deus, então perdoe também aquele que lhe ofendeu. O perdão nos dá a chance de executar o que recebemos. Quem foi contemplado com misericórdia, também deve concedê-la. O perdão não é uma questão matemática, contabilizando dádivas, mas de conduta e atitude, ou seja, devemos perdoar sempre. Ele é a prática da compaixão e da misericórdia. O perdão é o movimento da graça ilimitada. Todo aquele que compreendeu o perdão de Deus está apto a perdoar. Fritiz Rienecker um exímio comentarista afirma que: “Quem não se torna misericordioso com a misericórdia de Deus e não aprende a perdoar a partir do perdão de Deus, desperdiçou a graça de Deus”. Quem age deste modo está pisoteando a graça de Deus. Quem vive desta forma está negando aquilo que recebeu.

Assim como Deus nos perdoou devemos perdoar também. O perdão de Deus é a causa motivadora para perdoar. Ele nos perdoou de modo pleno, do mesmo modo devemos fazê-lo. Na verdade, o modo de perdoar deve ter sempre como base o perdão de Deus. Paulo diz: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3. 13). A base pela qual precisamos balizar nossa vida no exercício do perdão é o perdão de Cristo. Portanto, o perdão deve ser de todo o coração, do fundo da alma e das entranhas do ser. O verdadeiro perdão precisa ser liberado do íntimo do ser. Ele não é uma fabricação externa, fruto da engenhosidade humana, mas da graça divina. Ele é a concepção da graça. O perdão do íntimo é um resultado da gestação da misericórdia. Ele é fruto da dinâmica da graça de Deus em nós.

Na oração do pai nosso somos instruídos a orar: “... perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6. 12). Já nesse caso bem que poderíamos orar da seguinte forma: “Pai, tu perdoastes a minha culpa toda, portanto quero perdoar também aquele que me ofendeu”. O princípio bíblico acentua que aquele que recebeu graça também deve conceder graça. A lei ensina que aquele que foi contemplado com misericórdia também deve exercê-la para com o outro. Portanto, falar de perdão é uma necessidade, mas além de falar dele é preciso praticá-lo. Se a luz da sua consciência acendeu em sua mente adormecida, então vá imediatamente até a pessoa que lhe ofendeu e peça perdão. E você que foi ofendido pratique a misericórdia. Não deixe para depois. Ouça a voz do Espírito Santo de Deus. Obedeça-o! Cumpra o mandamento de Deus. O perdão é uma ordem do Senhor. O perdão é o exercício da misericórdia recebida.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ENFRENTANDO AS CRISES DENTRO DO PROJETO DE DEUS

ENFRENTANDO AS CRISES DENTRO DO PROJETO DE DEUS
As crises fazem parte da história da humanidade. Elas surgem tanto para o crente fiel quanto para o iníquo, homem que não teme a Deus. Na verdade, elas não fazem acepção de pessoas. Todas as faixas etárias e classes sociais estão na “mira” ou sujeitas às crises. Assim como o sol nasce sobre maus e bons e as chuvas vem sobre justos e injustos, da mesma forma, as crises chegam para todos. O ensino bíblico é fértil acerca de homens e mulheres fiéis a Deus, mas que enfrentaram crises duríssimas e agudas. Vários servos do Senhor foram assaltados por elas. O patriarca Abraão as enfrentou. Logo após o seu chamado, Abraão deparou-se com uma crise generalizada (Gn 12. 1-10). Seu filho, Isaque, também não escapou das crises (Gn 26) e tantos outros. Portanto, equivocam-se aqueles que ensinam sobre a ausência de crise na vida cristã.
As crises aparecem de diversas formas, em vários tamanhos e com dimensões diversificadas. Existem muitas maneiras de enfrentar as crises. Podemos enfrentá-las com os olhos fitos no Senhor, ou fazer de conta que elas não existem, ou ainda nos esquivarmos delas, mas nem sempre é possível tomar a terceira decisão. Vejamos à luz do texto da Escritura como enfrentar as crises dentro do projeto de Deus.
1) Obedeça aquilo que Deus ordenou (Gn 26. 1- 3, 6).
“Sobrevindo fome à terra, além da primeira havida nos dias de Abraão, foi Isaque a Gerar, avistar-se com Abimeleque, rei dos filisteus. Apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser; habita nela ...” (Gn 26. 1-3a). O texto continua e diz: “Isaque, pois, ficou em Gerar” (Gn 26. 6). A luz do Livro de Gênesis esta era a segunda crise mundial. A crise era assoladora. A fome imperava por todos os lados. A morte era vista à distancia. O solo rachado pela sequidão da estiagem de chuva estava permeado de esqueletos de animais. Em meio à crise Deus apareceu a Isaque e lhe falou. Na verdade, Deus lhe deu uma ordem: “Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser; habita nela ...”. Isaque ficou onde Deus mandou.
Quantas vezes tomamos decisões em nosso coração sem antes conhecer ou consultar a vontade de Deus. Os atalhos não se coadunam com o projeto do Senhor para nossa vida. As crises colocam em nosso caminho muitas encruzilhadas, mas nestas situações o melhor caminho a seguir não é o largo. As crises devem ser enfrentadas dentro do plano de Deus. A obediência é o caminho da vitória em tempos de crises. O coração de Isaque já havia tomado uma decisão, descer para o Egito, mas o decreto de Deus o fez mudar de rota.
2) Confie naquilo que Deus prometeu (Gn 26. 2-4).
“Apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser; habita nela, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e a tua descendência darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu Pai. Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras” (Gn 26. 1-3). As crises têm funções pedagógicas. Elas forjam o nosso caráter. Elas robustecem a nossa fé. Mas, também elas não duram para sempre. Deus deu uma ordem imperativa a Isaque, mas também lhe fez uma promessa gloriosa. Isaque tinha a crise em sua volta, por outro lado, ele tinha a promessa de Deus.
As crises nos amedrontam, roubam nossa paz, ofuscam a nossa esperança e abalam a nossa fé. O herdeiro da promessa estava diante de um dilema. Ele tinha a opção de descer para o Egito sem a presença de Deus ou ficar na terra da crise com a presença e a promessa do Deus que não pode mentir. As crises devem ser enfrentadas com confiança naquilo que Deus prometeu. Isaque obedeceu a determinação de Deus. Isaque confiou na promessa de Deus. Por causa disso, ele tornou-se um homem bem sucedido no meio do deserto. Na mesma terra em que havia crise, Isaque semeou. Na mesma terra que imperava a morte, Isaque colheu em abundância. Na mesma terra que havia crise, a mão do Senhor o abençoava. Porque Isaque obedeceu a voz de Deus, o Senhor o abençoou (Gn 26. 12). Porque Isaque confiou na promessa de Deus, Deus o fez um homem próspero e rico (Gn 26. 13).
A crise enfrentada por Isaque era de fome. Talvez a sua crise seja outra. Quem a sua crise seja no casamento. A sua vida conjugal está a beira de um colapso. Talvez a sua crise seja física. A sua saúde está fragilizada por alguma enfermidade incurável aos olhos humanos. Há tantos tipos de crises que poderíamos destacar, mas ninguém melhor do que você para destacar com precisão a sua realidade. Seja qual for a sua crise, não negocie a suas convicções, não negue a pessoa de Deus e sua Palavra e continue crendo em suas promessas. Deus quer que os seus filhos e filhas o obedeçam e creiam nas suas promessas. A vitória em tempos de crises passa pela via da obediência e da fé. Enfrente suas crises dentro do projeto de Deus. Obedeça ao Senhor e confie em suas fiéis promessas. Ah! Saiba de uma coisa: as crises não duram para sempre. Elas tem começo, mas também tem um fim.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2009 - 365 DIAS


2009 – 365 DIAS

Hoje é o quinto dia do novo ano. O último dia do ano de 2009 foi dia 31/12, quinta-feira. Em 2009 falei muita coisa e realizei tantas outras. Como pastor subalterno do Grande Pastor, Cristo Jesus, também ouvi muita coisa, mas uma frase me chamou atenção: “Muita gente fica o ano inteiro sem sentir dor”. Ouvi esta frase de uma pessoa muito querida, uma serva do Senhor, mulher crente e piedosa. Disse ainda que: “muitas pessoas passam o ano todo sem ter problemas, mas são extremamente ingratas”. Na ocasião em que ela me disse estas palavras estava hospitalizada pela segunda vez. Na primeira ficou hospitalizada durante quinze dias por causa de uma cirurgia, a qual provocou complicações seriíssimas. Já na segunda, após uns trinta dias da primeira internação, ela sofreu um choque anafilático e sofreu risco de morte. No entanto, mesmo em face das circunstâncias adversas que enfrentou esta mulher se mostrou uma pessoa grata a Deus por tudo quanto fizera durante o ano de 2009.Sabe de uma coisa: isso me faz refletir acerca dos benéficos que nos foram concedidos pelo SENHOR durante os 365 dias do ano de 2009. Com certeza foram muitos! Bênçãos inumeráveis! A Escritura nos ensina sobre a importância de rememoramos os benefícios de Deus outorgados a cada um de nós.O Salmo 103 é um exemplo clássico do que estamos pontuando. O Salmo 103 começa com um solilóquio. O salmista inicia este Salmo com uma conversa consigo mesmo. Davi estava preocupado de que a sua alma viesse a se esquecer dos benefícios recebidos. O ser humano tem memória curta. Além disso, temos dificuldade de nos esquecermos de coisas ruins do passado, mas temos facilidade de nos esquecermos de coisas boas. Os malfazejos são como “fantasmas” em nosso encalço. Eles são como a sombra: se damos um passo adiante lá estão eles, se damos meia volta lá estão eles, se vamos para a direta lá estão eles, se vamos para a direita lá estão eles novamente. Os traumas, as frustrações e as decepções são como nosso “Calcanhar de Aquiles”. Mas, as benesses quase sempre caem no esquecimento.Por isso, ainda é tempo de parar e refletir acerca das muitas bênçãos que o Pai Celestial nos doou na pessoa do seu Filho bendito no ano de 2009. Foram 365 dias sustentados, guardados e preservados pelo Senhor nosso Deus. A providência divina manifestou-se todos os dias sobre nós, nossa família e igreja. Não temos condições de contá-las todas, pois a nossa memória é curta e muitas delas não nos lembramos mais.Contudo, o tempo exige que paremos para agradecer ao Senhor. É tempo de agradecer! Uma pessoa ingrata se torna insensível e endurecida. O coração fica árido. A alma perde o encanto e o entusiasmo para com Deus. O reconhecimento das bênçãos de ontem gera expectativas para as bênçãos de amanhã. Portanto, paremos diante do espelho da reflexão e convoquemos o nosso ser a bendizer ao SENHOR. Ah! Como precisamos fazer como o salmista: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR” (Sl 103. 1, 2, 22).