quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TRES IMPORTANTES CONSIDERAÇÕES SOBRE O EVANGELHO.

As considerações que serão aqui expostas, são de caráter apologético no que diz respeito, à singularidade do evangelho. Elas mostrarão, que o evangelho é unicamente e absolutamente divino. Estas considerações são:
A antiguidade do evangelho. Calvino nos ensina algo sobre a importância desta antiguidade, quando diz: “uma doutrina que é suspeita de ser de recente introdução perde considerável porção de sua autoridade”¹. O evangelho começou a ser anunciado desde a queda do homem (Gn. 3.15). Enfatizando primeiramente, a necessidade de se realizar o que o primeiro Adão não conseguiu, por causa do pecado. O evangelho tem o seu elemento atemporal, pois ele fazia parte dos decretos eternos de Deus. Assim, entendemos o porquê que os profetas anunciavam em uma revelação progressiva, o evangelho: a revelação definitiva.
A autoria do evangelho. Paulo nos faz entender que o evangelho é de Deus. O evangelho não é uma obra humana. Ele não passou a existir por uma arquitetação ou engenhosidade humana. O plano da salvação notoriado pelo evangelho, transcende a toda e qualquer ação humana. O evangelho é divino. Sendo assim, entendemos que esta autoria contrapõe todos os escritos humanos, que não são de forma alguma, perfeitos em sua abrangência
O principal personagem do evangelho. O evangelho anuncia a obra perfeita do Senhor Jesus. Ele é o personagem principal do evangelho. Cristo venceu a cruz. Cristo tem a primazia. Ele sofreu por nós por graça. Diante destas afirmações, é claro o porquê Cristo é o personagem principal do evangelho.
O evangelho é uma poderosa arma para resgatar almas do inferno. Conhecendo estas três considerações sobre o evangelho, entendemos que é necessário compartilha – lo. Concretizando – se assim o maior dos milagres: a salvação de um homem.
¹ Comentário do livro de Romanos pág. 37.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A MARATONA DA VIDA CRISTÃ

A MARATONA DA VIDA CRISTÃ

O escritor aos hebreus compara a vida cristã com uma maratona (Hb 12. 1-3). Ela também pode ser chamada de corrida da fé. Nessa corrida, somos aplaudidos e assistidos pelos heróis da fé. Eles estão assentados na arquibancada dos vencedores, no camarote dos que triunfaram por meio da fé. Nessa corrida, não estamos competindo uns com os outros, mas contra o pecado que conspira contra nós. O pecado é nosso maior inimigo. Ele nos assedia de forma tenaz, nos cerca com grande força de coerção e está sempre diante de nós. Assim como numa competição olímpica existem normas para os atletas e corredores, de igual modo, também, o tem a maratona cristã. Na maratona cristã precisamos considerar as seguintes regras para sermos bem-sucedidos:
1) Precisamos correr sem levar bagagem (V. 1). Nessa corrida precisamos nos desvencilhar de tudo aquilo que nos atrapalha. Precisamos abandonar todo peso e pecado. Precisamos urgentemente deixar para traz toda e qualquer prática pecaminosa. O pecado é um grande embaraço na corrida da fé. Além de desembaraçar-nos de todo o peso é preciso também desembaraçar-nos do pecado. Na corrida da fé o pecado é o maior obstáculos a ser vencido. Ele é um vilão sorrateiro. Se não deixado de lado, pode comprometer a carreira do crente. O reformador genebrino, João Calvino, afirma que, “o pecado é a carga mais pesada a nos embaraçar”. Portanto, corramos sem levar bagagem. Para desempenhar uma carreira bem-sucedida é preciso colocar de lado tais empecilhos. Não levemos bagagem em nossa corrida da fé, pois ela certamente nos impedirá de ultrapassar a linha de chegada.
2) Precisamos correr com perseverança (V. 1). Correr com perseverança é não desanimar em face das dificuldades. É prosseguir com determinação. É não desviar-se do alvo. Devemos correr com perseverança, pois somente a firme persistência obterá o triunfo. Não desista! Avance um pouco mais. Apesar dos obstáculos, o corredor cristão não deve recuar jamais. Ele deve prosseguir de modo perseverante. E esta perseverança exige esforço constante a qual o levará a cruzar a faixa de chegada. Não é dos fortes a vitória, nem dos que correm melhor, mas daqueles perseveram seguindo junto ao Senhor.
3) Precisamos correr com fé (V. 2). Esta é uma regra indispensável para os atletas da maratona cristã. Como está escrito: “a Justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé” (Rm 1. 17), isto é, fé do começo ao fim. A fé precisa estar ancorada na pessoa certa. O corredor precisa fixar os olhos em Jesus, o autor e consumador da fé. Não pode haver espaço para a incredulidade. Devemos participar da corrida da fé sem vacilar. O objeto da nossa fé é o Cristo de Deus. Nossos olhos devem ser postos Nele. Devemos olhar para Cristo como o alvo supremo. Ele é o nosso foco. Os cristãos devem olhar firmemente para Jesus. Seus olhos devem estar fitos no Salvador. Nossa fé não é um salto no escuro. Ela é construída a partir das promessas de Deus e no Jesus histórico e exaltado a destra de Deus, o Pai. Além disso, precisamos correr com fé no Cristo redentivo que morreu na cruz por amor de nós. Não podemos de modo algum negligenciar esta regra.
4) Precisamos correr considerando o exemplo de Cristo (V. 3).O nosso exemplo perfeito de inspiração, encorajamento e motivação para a nossa corrida da fé é o Senhor Jesus Cristo. Ele é o modelo por excelência. O triunfo terreno de Cristo foi o caminho da cruz. Ele jamais recuou. Mesmo quando em profunda agonia e suportando ferrenha oposição dos pecadores, seus olhos não se desviaram do alvo primordial. O nosso vigor espiritual depende desta consideração atenta. Nessa maratona você precisa observar atentamente as regras. Negligenciá-las pode lhe custar o prêmio. Você poderá enfrentar obstáculos e oposição, mas derrota jamais. Portanto, corra sem levar bagagem; corra com perseverança e com fé, considerando o exemplo do campeão invicto nessa corrida, Jesus cristo, nosso Senhor.