sábado, 25 de janeiro de 2014

RESSURREIÇÃO, A NOSSA ESPERANÇA VINDOURA



O que fazer diante da hostilidade da morte? O que falar às pessoas diante da realidade hostil desta inimiga? Existe alguma palavra de consolo e esperança para aqueles que sofrem e lidam com o drama da morte? Entendemos que sim. Todavia, tal mensagem não é encontrada na filosofia, nem no espiritismo, nem no budismo, nem no hinduísmo e nem no islamismo, ela é achada exclusivamente no cristianismo histórico. Ela se encontra na Escritura. Jesus diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (Jo 11. 25, 26).
            
 A humanidade sofre por diversas razões, de muitas formas e de várias situações. O sofrimento humano tem como apogeu a morte. Ela causa tristeza, gera angústias e traz as lágrimas à baila. O sofrimento busca por uma explicação acerca do sentido da vida. Mas, afinal, qual é o sentido da vida? Nascer, crescer e morrer? Absolutamente, não. Porém, antes de prosseguir, precisamos salientar que assim como não se explica o sofrimento sem fazer menção da queda, nem separado da cruz, da mesma forma, não encontramos o verdadeiro sentido da vida dissociado da doutrina da ressurreição.
          
O apóstolo Paulo, ao ensinar sobre a ressurreição, diz que: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15. 19). Mais adiante, afirma: “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1Co 15. 32). De modo que, se a ressurreição for retirada para explicar o sentido da existência, logo não sobrará absolutamente nada.
             
O ensino da doutrina da ressurreição foi transmitido dentro de um contexto de muito choro. Portanto, ela foi ensinada quando pessoas que faziam parte do convívio de Jesus estavam enlutadas e sofriam por causa da separação promovida pela morte. Lázaro, aquele que era amado pelo Senhor Jesus, havia morrido de fato. Seu falecimento assinalou o quanto a morte é impiedosa. O amor que Jesus nutria pelo seu amigo Lázaro, irmão de Marta e Maria, não o privou da morte. Entretanto, a ocasião propiciou ao Senhor Jesus uma oportunidade ímpar de evidenciar o seu poder sobre a morte. “Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11. 25). Aqui Jesus revela que é Senhor da morte, fala de seu poder sobre a sua tirania e faz a gloriosa promessa da ressurreição do corpo para a vida eterna, garantida a todo aquele que Nele crer.
            
A ressurreição proclama a vitória final de Cristo sobre a morte. A fé em Cristo não poupa o cristão da morte física. “A fé cristã nem sempre oferece recursos para o corpo”, afirma Philip Yancey. Ela não oferece um antídoto para o corpo numa esfera temporal, porém assegura a cura plana do corpo numa esfera escatológica. A morte precisa seguir o seu curso dentro do desígnio de Deus. Ela faz parte da maldição do pacto. Todavia, ela não tem mais a hegemonia. Ela foi vencida pela morte e ressurreição de Cristo.
            
Por isso, a fé presente é a garantia da ressurreição para a vida eterna. O cristão precisa encarar a morte não como o final da vida, mas como uma transição. Precisamos olhar para a morte como um ponto final a existência temporal, o qual inaugura o início da vida eterna. A morte não tem mais a supremacia sobre a vida, porque, com a ressurreição de Cristo, os dias da morte estão contados. A Palavra de Deus diz: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co 15. 20). Cristo venceu a morte. Ele deu o gancho de direita no seu queixo. Ela está no balão de oxigênio, aguardando o dia em que será vencida definitivamente. O fato histórico da ressurreição de Lázaro serviu de sinal concreto para ratificar o ensino de Cristo (Jo 11. 25, 26). Ele teve efeito temporal e também escatológico, porque o milagre tem relação com o passado, o presente, porém, sobretudo, aponta para o futuro.
             
Cristo trata de duas coisas nesse texto. Primeiro, Ele não ignora a realidade cruel da morte. Segundo, Jesus trata da questão da vida pós-morte. Ele fala sobre a ressurreição, a esperança de todo aquele que Nele crê. Irmãos, entendamos uma coisa: o amor de Deus não impede que seus amados sejam vitimados pela morte, mas o amor de Deus não pode permitir que eles fiquem no túmulo. Com isso, Jesus exige uma decisão de fé e pergunta: “Crês isto?” (Jo 11. 26). Qual é a sua resposta?

sábado, 18 de janeiro de 2014

MARCAS DA FÉ SALVADORA



As pesquisas demonstram que o povo brasileiro é crédulo. No Brasil, a maioria das pessoas possui algum tipo de crença. O terreno religioso brasileiro é fértil para o florescimento da diversidade da fé. Todavia, a variedade de crença demonstrada não tem respaldo bíblico, pois não evidencia a fé salvadora. Precisamos qualificar a fé salvadora a fim de termos uma compreensão mais apurada da sua autenticidade à luz da Bíblia. Não devemos jamais confundi-la com a fé utilitarista, nem com a fé temporal, nem tão pouco com a fé intelectual. A primeira tem interesse apenas naquilo que é oferecido pelo “mercado religioso”; a segunda se preocupa somente com a questão efêmera da existência; a terceira se vangloria da quantidade de informação teológica, porém nenhuma traz em sua prática alguma comprovação de mudança de vida. O testemunho bíblico da fé do centurião romano, encontrado no Evangelho de Mateus (8. 5-13), destaca três marcas que nos ajuda a distinguir a fé salvadora dos demais tipos de fé.

1) Ela vem acompanhada pela oração (Mt 8. 5, 6). O centurião comparece diante de Cristo, implorando por ajuda. A oração como insígnia da fé centraliza o seu pedido na pessoa do Senhor Jesus. Aquele que professa a fé salvadora em Cristo exercita a prática da oração. Quem tem fé em Jesus ora. E aquele que ora ao Senhor tem fé. A fé salvadora não é uma doutrina abstrata nem uma elucubração filosófica. Ela está arraigada no solo do coração, entretanto, se materializa pela súplica. A confiança daquele que crer em Cristo para a salvação faz com que a sua alma se quede diante do Senhor. A fé faz daquele que crer um intercessor. Ele ora em favor do outro. Sua oração não é um pedido individualista nem egoísta. Sua oração pleiteia o favor divino para o outro. Ela clama por socorro pelo próximo. A fé salvadora tem implicações práticas aqui, pois não se cala diante do sofrimento e necessidade humana. A voz da fé salvadora é a oração.

2) Ela vem revestida de humildade (Mt 8. 8). Os mediadores que intercederam pelo centurião, disseram a Jesus: “Ele é digno de que lhe faças isto” (Lc 7. 4). Todavia, ao comparecer diante do Senhor, o centurião disse: “Senhor, não sou digno” (Mt 8. 8). A fé salvadora não se estriba naquilo que as pessoas dizem. Ela faz com que o homem seja despido da autoconfiança para ser revestido da justiça daquele que é santo e majestoso. A santidade de Deus faz com que o homem salvo tenha consciência da sua indignidade. Sabe por quê? Porque a fé salvadora é adornada pela humildade. Sua vestimenta não tem o adereço da jactância nem a capa do orgulho. Ela não se apóia na obra humana, porque a mesma está manchada pelo pecado. Não considera a justiça humana, porque a mesma não passa de trapo de imundícia. A presença da humildade revela a existência da fé salvadora.

3) Ela reconhece a autoridade absoluta de Cristo (Mt 8. 8, 9). Por fim, o centurião está convencido que Cristo tem autoridade absoluta sobre todas as coisas. Toda criação obedece à sua voz. A morte está debaixo de seu governo. Os demônios lhe submetem. As enfermidades não podem resistir a sua ordem. Tudo se curva diante de seu poder. Não existe limitação geográfica para sua ação. Sua autoridade é ilimitada. Ele disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28. 18). A autoridade de Cristo foi delegada, entretanto, ela também é inerente à sua natureza divina. O centurião está convicto acerca da autoridade plena de Cristo. Ele declara: “mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” (Mt 8. 8). De sorte que: “Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo quem nem em Israel achei fé como está” (Mt 8. 10). Concluímos, portanto, afirmando que as marcas da fé salvadora têm como evidências a oração, a humildade e a confiança plena na autoridade de Cristo. A fé salvadora atesta que Cristo é o Senhor.