sexta-feira, 5 de setembro de 2014

EXPERIÊNCIA, UM ELEMENTO SUBJETIVO DA VIDA CRISTÃ

Os estudiosos reconhecem que definir cultura é uma tarefa extremamente complexa. Porém, mesmo assim, encontramos unanimidade entre alguns que definem cultura com sendo o conjunto de crenças, valores, símbolos, princípios, tradições, referências e costumes, os quais são construídos no desenrolar da história, mas também são reconstruídos com o surgimento de outra geração, noutra época, por pessoas que formam um determinado grupo com experiência distinta.

Vale ressaltar que um grupo pode ser compreendido dentro de um núcleo menor, ou seja, por uma família, ou por um núcleo maior, isto é, por uma determinada comunidade. Pode ser entendido ainda, como uma instituição religiosa composta por um grupo específico. Aqui, neste pequeno escrito, nosso interesse é falar de cultura dentro do viés religioso cristão. Além disso, nosso objetivo é pontuar a questão da experiência como um elemento religioso cultural da vida cristã.

Nosso interesse é falar da vida religiosa pessoal e individual dentro de um gueto religioso, mas de modo particular, o viés cristão. Portanto, ressaltamos que não temos a pretensão de falar exaustivamente de nenhum grupo religioso definido, apenas queremos dar um enfoque geral, muito especialmente na questão da experiência como um aspecto da cultura dentro coletividade, mas também e, sobretudo, da individualidade.

Com o conceito de cultura assimilado, somos de certo modo habilitados para reconhecer a identidade de um grupo, suas expectativas, sua cosmovisão, seu comportamento e suas experiências. Todo o bojo que encontramos enquanto aquilo que defini cultura, seja dentro de uma família, uma sociedade ou uma religião, passa por um processo que é executado dentro de uma esfera histórica, social, emocional e espiritual. Com isso, urge a necessidade de entendermos que a cultura não é um objeto imóvel ou estático. Sendo a cultura é dinâmica, logo encontramos no decorrer do tempo, o surgimento de novas gerações que tanto reformulam quanto alteram alguns elementos culturais e outras vezes descartam completamente.

Num determinado grupo algumas crenças foram alteradas, valores perdidos e uma série de outros elementos desprezados. Mas, está comprovado também, que outros são incorporados ou agregados de acordo com a nova mentalidade da época e o espírito reinante daquela geração. Por isso, cada grupo precisa ficar atento para com as evoluções culturais dentro de sua grei, porque tais fenômenos geram um choque entre as gerações, como também proporcionam novas percepções da vida. A religião cristã não foge a regra. Ela também está sujeita a tais mudanças. Aprender a lidar com aquilo que é essencial, relevante e inegociável, para que alguns elementos culturais enquanto legado não sejam perdidos, é vital para a subsistência de cada grupo.

Bem, a nosso vê, todavia, como um grupo é formado por pessoas, logo pessoa é um indivíduo complexo, dotado de razão e sentimento, formado por elemento físico e espiritual, possui, portanto, a subjetividade e a objetividade como componente de seu existir. O homem também é um ser sensitivo e intuitivo. Tal percepção do ser humano, enquanto pessoa é salutar, pois precisamos admitir que em grupo religioso existe um ser individual, o qual tem experiência subjetiva vivida, experimentada a qual é relatada para o grupo, no meio do grupo, ainda que pontualmente, mas, que depois torna-se um elemento daquele grupo específico.


A experiência é algo singular na vida cristã para uma pessoa. Com isso, experiência torna-se um relato ímpar dentro do grupo, embora nem sempre é experimentada pelo outro da mesma forma, mas acaba fazendo parte daquele núcleo. Num caso aqui, ali e acolá, às vezes a experiência é vivenciada de modo parecido, outras vezes não. Além disso, mesmo que seja semelhante, porém, nem sempre possui a mesma intensidade, nem produz o mesmo impacto causador de transformação no outro indivíduo integrante daquele mesmo grupo. O que valha apena ressaltar aqui é que a experiência é inegável. O outro pode não ter experimentado nem reconhecer a veracidade da experiência relatada pelo outro, mas o outro tem a consciência de que algo importante aconteceu de fato em sua vida.

Ainda dentro do grupo, a experiência nem sempre é normativa, nem poderá sê-lo. Desta forma, ela não é preceitual. Porém, do ponto de vista do ser subjetivo, ela é inegável, mas não é lei padronizadora, pois se trata de uma experiência que ocorreu no campo da subjetividade. Como se trata de uma experiência, logo não pode ser comprovada cientificamente, no entanto, pode ser averiguada empiricamente, porque se deu no âmbito da esfera interna do ser subjetivo, não é algo científico ou experimento científico, porque não pode ser repetido da forma como relatada. Todavia, uma coisa é certa, ela foi sentida e vivenciada.

Dentro da cultura cristã, por assim dizer, a experiência constitui-se num instrumento determinante para a alteração de atitudes, ações, condutas, posturas e também da cosmovisão. A experiência pode acontecer dentro de uma esfera que abarque tanto elementos objetivos quanto subjetivos. Os objetivos são aqueles que podem ser vistos pelos outros, mas os subjetivos são vivenciados somente por quem foi alcançado pelo fenômeno da experiência específica, e, portanto, pessoal. Entretanto, pode ser relatada para os demais membros do grupo, ou mesmo para pessoas não pertencentes ao grupo.

Talvez o exemplo de Saulo de Tarso possa ajudar-nos. O registro da experiência do apóstolo Paulo não é normativa, porém é sui generis. Saulo de Tarso era um homem que perseguia a igreja de Cristo. O relato bíblico sobre o antes e o depois da sua experiência está registrada da seguinte forma:

Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegue? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levante-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém” (At 9. 1-7).

Mais tarde, Paulo deu o seu testemunho ao rei Agripa:

Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas deviam eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno; e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles,, mesmo por cidades estranhas os perseguia. Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado. Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judeia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento” (At 26. 9-20).

E por fim, Paulo, em sua Carta aos Filipenses, faz menção da sua vida antes do encontro com Jesus, bem como da sua vida posterior ao encontro. Sua experiência fez com a sua vida passasse por uma mudança radical da mente, assim como da conduta, da ação, da postura e da cosmovisão. Veja o que diz:

Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” (Fl 3. 4-9).

Conforme falamos anteriormente, a experiência de Paulo não deve ser tomada para servir de modelo, mas, para constatar o elemento subjetivo da experiência. Chamo a sua atenção, no entanto, para o uso da conjunção adversativa empregada pelo apóstolo, quando diz: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo” (Fl 3. 7). A conjunção usada dentro da estrutura literária serve para contrastar uma etapa histórica da existência com um início de outra fase. Porém, também dentro do prisma do acontecimento da experiência, a conjunção dentro do corpo do texto faz eco ao episódio daquilo que aconteceu com Paulo, quando caminhava enfurecido para Damasco, a fim de aprisionar os crentes, assim como para matá-los. Diante do fenômeno extraordinário da manifestação de Cristo, Paulo foi lançado ao chão e pela primeira vez ouviu a voz de Jesus. A partir disso, a experiência serve de demarcador de um começo diferente da vida de Paulo.

Bem, a Bíblia dá conta que “Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém” (At 9. 7). Embora a voz tenha sido ouvida, porém, a transformação enquanto resultado da experiência efetivamente aconteceu somente com Saulo de Tarso. Nunca mais a vida de Paulo foi a mesma depois daquele dia. Foi tão impactante que não hesitou em deixar tantas coisas que antes tinham valor singular. De agora em diante, tudo só tinha verdadeiro valor em Cristo.

Por isso, não sou afeito a nenhum tipo de apologética, que tenta negar ou desconstruir a experiência cristã enquanto elemento subjetivo da fé cristã de uma pessoa. A experiência aconteceu num campo onde ninguém tem como acessar. Na verdade, dentro do grupo cristão, há relato o tempo todo da experiência como algo vivenciado pelo o indivíduo. O próprio fato da regeneração é uma realização divina que acontece na esfera interna do ser existencial.

Gostaria de salientar ainda, que o mesmo Paulo, ao escrever o seu “compêndio teológico” para instruir os cristãos que se encontravam em Roma, diz que: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8. 16). De sorte que o outro pode até olhar para a sua experiência com certa desconfiança ou pode tentar dissuadi-lo de que sua vida não pertence a Deus. Todavia, a linguagem de Paulo mostra que a convicção de uma pessoa acerca da sua relação filial, não procede de elementos externos, mas de uma comunicação interior, testificada internamente pelo Espírito Santo, a qual é realizada na esfera subjetiva de cada cristão que recebeu “o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, pai” (Rm 8. 15). Por certo, você que pertence a algum grupo de confissão cristã, seja reformada, pentecostal ou neopentecostal, sabe e entende sobre o que estamos falando aqui.


Por conta disso, achamos que é uma perda de tempo quando arvoramos arbitrariamente no campo alheio da fé de uma pessoa cristã. Portanto, a experiência sempre será uma parte subjetiva vital da vida cristã. Todo cristão tem a sua experiência para contar dentro de seu grupo, ou mesmo fora dele. Sua experiência é subjetiva, porém, inegável. Agora, entendamos uma coisa, não temos autorização para colocar nossa experiência como medidor da fé de outra pessoa, pois cada qual tem o que contar de uma forma pessoal, individual e particular.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

EVANGELIZAÇÃO: UMA MISSÃO DA IGREJA


A igreja sabe que a proclamação do evangelho é sua missão. Porém, nunca é demais rememorar as palavras Daquele que tem convocado o seu povo para a sublime tarefa de evangelizar. Marcos, o evangelista, escreve em seu Evangelho, as palavras do Senhor de modo direto, enfático e objetivo. Ele registra que Jesus dirigiu-se aos seus discípulos da seguinte forma: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16. 15). O registro de Marcos, traz-nos três ensinos preciosos quanto à missão de evangelizar, a saber:

1) A missão da igreja tem uma dimensão ampla. Jesus disse: “Ide por todo o mundo” (Mc 16. 15). A primeira coisa que aprendemos aqui é que a missão da igreja, além de ter uma dimensão ampla, ela é também uma obra imperativa e urgente. O ide não é uma questão opcional, mas uma ordem. A igreja deve pregar não por opção, mas por obediência. A igreja foi chamada do mundo, para ser enviada de volta ao mundo, a fim de anunciar a boa nova do evangelho ao mundo. Ela não nasceu para ficar confinada dentro de um grande edifício. Ela precisa sair ao mundo. Sua missão é para fora. Seu labor deve ser concentrado para fora das paredes do templo. O seu campo de atuação não é a catedral, mas o mundo. Ela precisa proclamar o evangelho nos campos e nas cidades, nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, nas nações populosas e nas pequenas tribos. 
 
2) A missão da igreja tem um conteúdo exclusivo. Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho” (Mc 16. 15). A igreja tem uma mensagem para ser pregada de modo ininterrupto, cujo conteúdo não pode ser adulterado. Ela não é enviada a pregar um evangelho dentre muitos, nem um outro evangelho, mas é enviada a proclamar o evangelho. Sua missão é anunciar a palavra da verdade, o evangelho da salvação. Diríamos que o evangelho é a boa notícia do céu para a terra. O evangelho é a mensagem gloriosa de Deus para ser comunicada aos homens. Deus tem uma maravilhosa notícia para os homens. Ele deseja que os homens saibam que o seu grande amor foi demonstrado por intermédio de seu Filho na cruz do calvário. Como igreja precisamos testemunhar “que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15. 3, 4). E depois afirmar: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rm 10. 9). Portanto, o evangelho é a boa nova de salvação, o qual deve ser anunciado “quer seja oportuno, quer não” (2Tm 4. 2).

3) A missão da igreja tem um alvo definido. Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16. 15). O evangelho é para ser levado ao mundo inteiro, para ser pregado a toda a criatura. Não importa a qual estrato social o indivíduo pertence, o cabedal intelectual que possui e a matriz racial que faz parte. A pregação do evangelho não é excludente, ela é para todos indistintamente. A igreja tem uma meta a ser alcançada, e, portanto, ela não pode mudar o seu foco. O seu alvo são as pessoas. A expressão “toda criatura” deve ser entendida como sendo: os ricos e os pobres, os brancos e os negros, os letrados e os iletrados, os homens e as mulheres, os adultos e as crianças. Todo ser humano independentemente da cor, da raça e do gênero. Ninguém deve ser esquecido. Toda criatura deve ser informada da boa nova do incomparável amor de Deus.

Quando a mão de Deus resgata a nossa vida da perdição, imediatamente recebemos o pleno perdão e o passaporte permanente da nossa cidadania celestial. A nossa viagem é certa e a nossa jornada é segura. Deus salvou-nos para morarmos no céu de glória. Todavia, enquanto não chegar o dia da partida, temos uma missão a realizar. Você foi salvo para morar com Deus, porém, enquanto a sua mudança não ocorra, você é deixado aqui na terra, para ser uma testemunha viva do grande amor de Deus. Você foi salvo para a glória celeste, mas também é verdade que foi salvo para ser um pregador do evangelho. Portanto, a missão de evangelizar é uma tarefa minha, é um dever seu e é uma responsabilidade nossa. Todo cristão tem a obrigação imperativa de anunciar o evangelho. Não negligencie a sua missão, pregue o evangelho em todo lugar, a qualquer hora e a toda a criatura.

terça-feira, 29 de julho de 2014

FÉ DO COMEÇO AO FIM

Grupo de corredores de maratona no backgr abstrato do redemoinhoA vida cristã pode ser comparada a uma maratona. A corrida tem início quando uma pessoa sem esperança e sem Deus no mundo é regenerada pela ação do Espírito Santo. A partir de então, o indivíduo tem um novo começo existencial, pois é habilitado a confiar em Cristo para a sua salvação. Com o novo nascimento, surge o florescimento da fé salvadora no coração do redimido. Depois disso, o salvo começa a maratona da fé.


A regeneração coloca o crente na pista da fé, porém a corrida exige perseverança e fé até o fim. Como cristãos devemos participar da carreira da fé, “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12. 2). No percurso não existe trégua nem férias para a fé. Não podemos vacilar nem retroceder. Nosso olhar precisa ter como objeto da fé Jesus Cristo o tempo todo. Não podemos tirar dele a nossa confiança. Nossos olhos precisam estar postos em Cristo. Mesmo quando as situações adversas são maiores ou mais fortes do que a nossa capacidade de suportar, não podemos deixar de olhar para o nosso Salvador.


A experiência de Pedro é ilustrativa. A Bíblia diz que, certa feita, os discípulos estavam em um barco no meio do mar (Mc 6. 47). Eles haviam perdido o controle da situação. Porém, o Senhor os viu em dificuldade. Tendo constatado a situação dificílima enfrentada pelos discípulos, Jesus caminhou em direção a eles, andando sobre o mar, para os socorrer. A princípio, porém, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram, pois jamais haviam visto tal feito. Todavia, Jesus disse: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!” (Mc 6. 50). Diante disso, Pedro disse: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas” (Mt 14. 28). E Jesus disse: “Vem!” (Mt 14. 29).


A seguir, a Bíblia diz que “Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus” (Mt 14. 29). Num primeiro momento, os olhos de Pedro estavam fixados em Jesus. Ele não olhava para as circunstâncias. Enquanto manteve seus olhos em Cristo, pode caminhar de modo sereno sobre as águas do mar. Todavia, a Bíblia diz que, num certo momento, “Reparando, porém na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: salva-me, Senhor!” (Mt 14. 30). Aqui vemos o quanto é necessário manter a confiança o tempo todo em Cristo. Não pode haver espaço para mudar o foco.


Talvez você tem sucumbido durante a jornada, porque tantas vezes as intempéries da vida, as tormentas que apareceram durante a corrida e as tempestades que surgiram fizeram muito barulho. Elas causaram pavor e provocaram medo. Por isso, muitos têm naufragado durante o percurso, porque não entenderam que a vida cristã é uma maratona que exige fé constante. Muitos não conseguem completar a percurso da maratona porque durante a corrida abandonaram a fé em Cristo.


No entanto, precisamos entender que a largada da corrida tem como início a fé. O seu percurso exige o exercício da fé. A cruzada da linha de chegada também tem como elemento triunfante a fé. Sendo assim, não pare no meio da pista, continue correndo até completar a maratona da fé. De acordo com a Bíblia, o crente só pode guardar a fé depois de completar a carreira da fé. Veja o que diz o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (1Tm 4. 7). Ninguém está autorizado a dispensar a abandonar a fé enquanto não concluir a maratona. Nossa vida cristã começa com a fé, precisa ser desenvolvida pela fé e necessita ser concluída com a fé.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

CRISTO RESGATA O SER HUMANO DO POÇO


Você ainda se lembra, as imagens estão arquivadas de modo vívido em sua memória. O fato foi noticiado ao mundo inteiro. Em 5 de agosto de 2010, um desmoronamento na mina de San José, no deserto do Atacama, no Chile, deixou 33 mineiros presos em uma mina de aproximadamente 700 metros de profundidade. Depois de 17 dias de sondagens e avaliação da situação, as equipes de resgate conseguiram fazer o primeiro contato com o grupo. Com isso, os grupos de salvamento deram início a uma empreendedora operação. A princípio estimava-se que o resgate duraria aproximadamente quatro meses, porém, aos 13 de outubro de 2010, após longos e sombrios 69 dias de confinamento, todos os mineiros foram resgatados com vida, para alegria dos familiares, do povo chileno e do mundo. 
 
O fato que ficou conhecido pelo mundo todo traz um precioso ensino por analogia. Nesta mensagem destacamos quatro verdades que mostram alguma semelhança entre o ocorrido com os mineiros chilenos e a humanidade.

Primeiro, a Bíblia também fala de uma catástrofe que aconteceu com a humanidade. A diferença é que os mineiros estavam trabalhando, já Adão e Eva, desobedecendo a Deus. Houve um dia em que o homem se rebelou contra o seu Criador. O seu pecado o colocou num abismo profundo de trevas e sem saída. Com isso, o ser humano ficou impossibilitado de sair de seu poço existencial sozinho. De sorte que “não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3. 22, 23). 
 
Segundo, mesmo com a barreira do pecado, Deus tomou a iniciativa de se comunicar com o homem perdido. A comunicação traz esperança. Assim que a equipe conseguiu fazer contato com os mineiros, a esperança ganhou força, porque viram a possibilidade de salvamento. Da mesma forma, a Palavra de Deus é a comunicação que produz expectativa, pois afirma: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3. 16). 
 
Terceiro, assim como os mineiros precisaram ser resgatados por outros, da mesma forma o ser humano precisa ser redimido por outra pessoa. O homem sozinho não tem condição de resolver a sua situação, pois não tem forças nem recurso próprio para fazê-lo. Para resgatar os mineiros foi içada uma cápsula, porém, Deus, para resgatar o homem, enviou o seu Filho, Jesus Cristo. O Senhor Jesus Cristo disse: “o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19. 10). 
 
Quarto, quando Deus resgata um pecador, os anjos ficam alegres. Você sabe que Florencio Ávalos foi o primeiro trabalhador a ser resgatado. A família, o povo e o mundo foram tomados de efusiva alegria. A Bíblia destaca também que: “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15. 10). Deus salva o pecador da perdição, dá-lhe alegria, mas também o céu fica feliz com a salvação do ser humano.

Querido leitor saiba que Deus pode tirá-lo também do poço. Talvez você esteja vivendo dias sombrios existencialmente falando. Sua vida tem sido marcada pela tristeza, pela falta de esperança, pelo medo e pela insegurança. Hoje, Jesus te chama: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11. 28). Aceite o seu convite. Ouça a sua voz. Ele promete: “o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6. 37). Creia em Jesus agora mesmo, e então terá a garantia eterna: “quem crê em mim tem a vida eterna”, disse Jesus (Jo 6. 47).

quarta-feira, 26 de março de 2014

OS MODERNOS FARISEUS

OS MODERNOS FARISEUS1

Os cristãos das igrejas da Galácia haviam iniciado a caminhada cristã de modo correto. A pregação chegou aos gálatas como uma mensagem num outdoor, cujo anúncio havia causado um impacto profundo e transformador. O evangelho que receberam foi o da graça de Deus, cujo cerne era a pessoa de Cristo, sua morte e ressurreição. A mensagem da graça tinha desarraigado aqueles crentes do mundo perverso. Todavia, não demorou para que os cristãos que foram alcançados pela pregação do evangelho sofressem um forte assédio por parte do legalismo judaizante. Os judaizantes pregavam um evangelho híbrido, porque ensinavam que era preciso adicionar a lei da circuncisão ao evangelho da graça, para a salvação. Com isso, além de desviar e perturbar os crentes, também pervertia “[...] o evangelho de Cristo” (Gl 1. 7).

Na verdade, eles pregavam outro evangelho. O ensino judaizante havia enfeitiçado a mente daqueles que haviam recebido o evangelho da glória de Cristo. A sedução da estética ritualística da circuncisão havia capturado o intelecto e o coração dos gálatas. O apóstolo Paulo, porém, os adverte com a seguinte mensagem: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho” (Gl 1. 6). Mais adiante diz: “Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, [...] (Gl 3. 1).   

Os gálatas que ouviram a gloriosa boa nova de salvação em Cristo agora estavam prestes a abraçar um evangelho espúrio, nascido no coração do homem, que não era do céu, mas da terra. Eles, que tinham recebido o Espírito pela pregação da fé, agora estavam atando sobre os ombros novamente o fardo da lei. Aqueles que foram libertos por Cristo agora precisavam ouvir a solene advertência: “Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gl 5. 1). Eles, que começaram no Espírito, agora estavam buscando o aperfeiçoamento pela obra da carne.

Historicamente fica comprovado que a igreja sempre teve que enfrentar os extremos. Tais extremismos são oriundos de uma má interpretação bíblica e uma falsa compreensão da vida cristã. Sempre que a hermenêutica foi utilizada de modo inapropriado, os opostos surgiram como consequência de equívoco, ou desvio exegético ou interpretativo. Por exemplo, não é incomum encontrar nestes mais de dois séculos da era cristã o surgimento de grupo que defendia a corrente antinomista. Outras vezes, porém, do outro lado da “pista” surgiam dentro da comunidade da fé aqueles que ardorosamente abraçaram o velho farisaísmo sem vida. Enquanto que o primeiro rejeita toda a lei, em nome da graça, o segundo apega a toda lei, em nome da “santidade”.

Percebemos que ao longo da história da igreja de Deus têm surgido as duas vertentes. Aqui, porém falaremos apenas da segunda, para fazer jus ao título do texto: “Os modernos fariseus”. Quem são os modernos fariseus hodiernos? O que fazem? Antes, porém, urge a necessidade de entendermos uma coisa aqui: o tempo passa, as eras vão, as coisas mudam, mas aqueles que tentam adicionar novos elementos ao evangelho jamais acabam. Em alguns casos até usam novas vestes, porém as motivações são as mesmas do passado, ou seja, desviar os crentes do verdadeiro evangelho da graça de Deus.

O escritor inglês, John Bunyan, em sua magnífica obra, O peregrino, conta que durante a caminhada de Cristão, personagem fictício, surgem muitos outros personagens, dentre os vários personagens, surge o senhor Sábio-segundo-o-mundo. Cristão conta-lhe que a caminhada está sendo difícil, porque o farto é pesado. Daí, Sábio diz que existe uma vila chamada moralidade, onde mora um cavalheiro chamado Legalidade. Com isso, cristão fica entusiasmado com a proposta e envereda-se pelo caminho do atalho. Mais tarde, porém, encontra Evangelista. Quando cristão vê Evangelista fica profundamente envergonhado por ter seguindo outro rumo, todavia, Evangelista traz-lhe uma palavra de exortação, mas também de consolo. Evangelista, diz: “o meu justo viverá pela fé”.2 O grande problema do moderno fariseu é que não consegue vive somente pela fé. Ele precisa de sua justiça própria, assim como de outros instrumentos. Entretanto, fica o alerta: “Para aqueles, como os fariseus, que buscam ser justificados mediante a própria justiça, a lei surge para condenar e julgar”.3

A história contada por Bunyan é um reflexo de muitos cristãos, que seduzidos pelas vozes dos modernos fariseus vão para a vila moralidade, a fim de receber ajuda do cavaleiro legalidade. Contudo, na moralidade ninguém encontra alívio, pois legalidade não corta as amarras do peso de ninguém, na verdade, ata outros fardos ainda piores. Na caminhada, o cristão precisa ficar atento com as muitas vozes que ecoam de vários cantos. A persuasão vem de todos os lados, assim como vários mecanismos são utilizados para o convencimento dos incautos. Ora usa-se a voz para convencer, algumas vezes usa-se o comportamento para persuadir. Não importa quais são os modos, o certo é que são manuseados de todas as formas.

Hoje, os modernos fariseus são como camaleões, pois mudam de cor conforme a situação e o momento. O grande problema dos modernos fariseus, porém, é que não conseguem viver somente pela fé. Eles precisam de sua justiça própria, assim como de outros instrumentos. Os fariseus usam a capa da lei. Sua roupa é o legalismo pesado, sem vida e com ranço de morte. Entretanto, fica o alerta: “Para aqueles, como os fariseus, que buscam ser justificados mediante a própria justiça, a lei surge para condenar e julgar”, afirma Michael Horton. Diz a Escritura que: “qualquer que guarda toda a lei, mas torpeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2. 10).

O fariseu veste a capa da justiça própria. O legalismo é a roupa do disfarce daquele que transmite uma aparência daquilo que não são, porque uma de suas principais marcas é a hipocrisia. Por isso, urge a necessidade de sermos vigilantes, porque a hipocrisia ronda-nos o tempo inteiro. Ela está mais perto do que imaginamos. Só para ter uma ideia, nem o apóstolo Pedro foi poupado de revelar o seu lado hipócrita, porque está escrito que: “Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão” (Gl 2. 12). Isto aconteceu, porque a face hipócrita procura manter a política da boa vizinhança. Os “hipócritas são fanáticos por aprovação”,4 A o aqui temos um protótipo daquilo que é uma hipocrisia. O nosso lado hipócrita é a face do fariseu.

Os fariseus estão sempre buscando a aprovação de Deus por meio daquilo que fazem ou deixam de fazer, porém, a Escritura é categórica em afirmar que: “[…] é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus” (Gl 3. 11). Os fariseus supervalorizam as normas, os preceitos e as leis. O legalismo farisaico é extremamente apegado a questão estética. Tal atitude, porém é uma forma de adorar a nossa própria justiça, nossa própria virtude e nossa própria força moral.5 Todavia, o conselho bíblico diz que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11. 6). Ele diz que, o justo viverá pela fé somente.

Saiba que no mundo só existem duas religiões: a antropocêntrica e a teocêntrica. A primeira está centralizada no homem. Ela enfatiza que tudo depende do homem. A segunda tem como centro o Senhor Deus. Ela destaca que tudo depende de Deus. Aqui fica evidente que os modernos fariseus não são diferentes dos fariseus contemporâneos de Jesus e dos apóstolos, pois têm os mesmos equívocos acerca do perdão divino. Para eles, a graça é meritória. O favor divino é conquistado humana. Ensinam que a justificação está atrelada aquilo que fizemos ou deixamos de fazer. Todavia, quem procura justificar-se por intermédio da observância da lei está insultando a obra de Cristo.

  Fica aqui, portanto, o alerta, para aqueles que têm acatado a instrução dos modernos fariseus, daqueles que tem buscado o favor de Deus pelas obras que fazem. Porém, para você que começou com Cristo, a palavra de incentivo é: continue somente com Cristo. A recomendação bíblica diz: “de fé em fé, como está escrito: o justo viverá por fé” (Rm 1. 17). Amado, não podemos começar no Espírito e terminar na carne. Pleitear a justificação pela guarda da lei é promover uma ruptura com a graça. Nossa justificação não é pela lei das obras, mas pela lei da fé. O homem é justificado pela fé somente.

Tome cuidado, porque aquele que buscar a justificação pela instrumentalidade da lei, impreterivelmente, será desligado da graça, porque está escrito: “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes” (Gl 5. 5). Enquanto a lei da fé liga o pecador a Cristo, a lei da lei desliga o pecador da graça. A lei da fé ergue o caído, a lei da lei derruba o que está de pé. Uma conecta e levanta o homem, a outra desconecta e o derruba. A justificação pela fé absolve o homem de seus pecados; mas a justificação pela lei mantém o homem debaixo do juízo divino. E você, tem permanecido na justificação pela fé, ou tem buscado a justificação pela lei?



1 Os modernos fariseus é uma expressão que aparece na estrofe do hino – 147, do Hinário Novo Cântico.
2 BUNAYAN, John; O peregrino. São Paulo: Mundo Cristão, 2006. p. 15-21.
3 HORTON, Michael; A lei da perfeita liberdade: a ética bíblica a partir dos dez mandamentos. São Paulo: Cultura cristã, 1993. p. 24.
4 MANNING, Brennan; Falsos, metidos e impostores. São Paulo: Mundo Cristã, 2008. p. 39.
5 HORTON, Michael; A lei da perfeita liberdade: a ética bíblica a partir dos dez mandamentos. São Paulo: Cultura cristã, 1993. p. 39.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A GRAÇA DA PALAVRA

Texto Bíblico: “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica” (Sl 119.50).

A angústia não é uma patologia e sim um sentimento existencial. Angústia não é um sentimento independente. É gerada por fatores externos e internos. Cada pessoa sente a angústia de um jeito e com uma intensidade ímpar. O senso comum define angústia como: “aperto no peito”. A angústia aperta o nosso peito, rouba a nossa paz e adoece a nossa alma. Os seus efeitos são devastadores.

Ela desagrega o equilíbrio de nosso espírito e dilacera a esperança da nossa alma. Enquanto a angústia provoca tudo isso, a palavra de Deus cria efeitos contrários. A palavra do Senhor gera vida em nossa alma, consolo em nosso coração e desata as amarras do nosso ser. A Palavra de Deus é o tônico para o nosso coração e o refrigério para a alma aflita.

Por isso, além de ler, é importante também examinar a palavra. Aquele que lê, ouve e guarda a palavra, recebe consolo para o dia da tribulação. A palavra vivifica o morto, restaura o desfalecido, fortalece o fraco, rejuvenesce a esperança e traz alento ao espírito abatido. É pela palavra que sabemos que nada pode separar-nos do amor de Deus.

Oração: Senhor, a tua Palavra é poderosa para transformar, libertar, restaurar, confrontar, vivificar, entre tantas outras coisas. Por isso que amo a tua Palavra! Em nome de Jesus. Amém.

domingo, 23 de março de 2014

A GRAÇA DA RESTAURAÇÃO

Texto Bíblico: “Se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Sl 37.24).

Davi não escreve palavras de cunho teórico, sua marca é a prática. Suas palavras são fruto de suas próprias experiências. Ele sabe que existe a possibilidade de o justo cair, mas conhece também o poder da restauração. O testemunho do salmista não é o de um homem que vive num recinto imune à queda. As palavras não foram proferidas por um supercrente.

Ele enfrentou reveses e lutas, altos e baixos. Ele sabe que a possibilidade de cair é real. Porém, sabe também que a verdade da restauração é garantida. Se o justo cair, por certo, não ficará prostrado. E por quê? Porque o Senhor o segura pela mão. Deus jamais permitirá que o justo fique caído.

Ele coloca o caído de pé, ergue o desfalecido e sustém o fraco. Ninguém pensa numa possível queda de um servo ou de serva de Deus, porém, o ensino bíblico enfatiza que essa possibilidade existe. O cristão deve lutar para não cair. Mas, se fraquejar, precisa saber que Deus restaura. A queda é obra do homem, a restauração é fruto da graça e vem de Deus. A queda para o crente é uma possibilidade, a restauração é uma promessa.

Oração:  Senhor Deus, pai de misericórdia sem fim, estar contigo enche meu coração de certeza que eu sempre terei uma nova chance de recomeçar sustentado pela tua graça. Em nome de Jesus. Amém.

sábado, 22 de março de 2014

O TEMPO DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Jesus lhe disse: […] ainda não é chegado a minha hora” (Jo 2.4).

Jesus estava numa festa de casamento em Caná da Galileia quando foi avisado que o vinho havia acabado e respondeu: “Ainda não é chegada a minha hora”. Noutra feita, ele estava distante de Betânia e mandaram dizer que seu amigo Lázaro estava enfermo. Depois de receber a notícia, ainda ficou dois dias ali. Quando chegou em Betânia, Lázaro já tinha sido sepultado há quatro dias.

O Senhor jamais antecipa os seus propósitos, porém, equivocam- se os que pensam que ele atrasa. Ele não opera nem antes nem depois. Sempre faz cada coisa no seu momento apropriado. Embora a voz da alma pergunte: “Até quando Senhor?” Jesus nunca chega tarde. Ele veio na plenitude do tempo.

Aquele que veio no tempo exato e preciso também é o mesmo que age com exatidão. Talvez pense que Jesus esteja demorando demais ou que Deus se esqueceu de você. O Senhor tem o momento específico para atuar. Pontualidade é a sua marca. Na hora que chegar o tempo da graça, nada, nem ninguém, o impedirá de fazer aquilo que foi predeterminado. Enquanto isso, confie e espere.

Oração: Deus, tu sabes de todas as coisas. Nada há que esteja encoberto aos teus olhos. Tu conheces as minhas necessidades e no momento certo suprirá cada uma delas. Em nome de Jesus. Amém.

sexta-feira, 21 de março de 2014

A GRAÇA DA PROVIDÊNCIA

Texto Bíblico: “E o meu Deus... há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Fp 4.19).

O medo é uma experiência vivida pelos seres humanos. Dentre as diversas facetas do medo, se encontra a inquietação quanto às necessidades básicas. Muitas pessoas têm receio quanto ao amanhã e acabam sendo dominadas pela ansiedade. Elas se portam como os gentios dizendo: “Que comeremos? Que beberemos? Ou com que nos vestiremos?”

A insegurança é a mãe da inquietação, que por fim, concebe a incredulidade. A graça de Deus convida-nos a confiar na providência. Deus cuida de cada um de seus filhos. Ele não permite que nos falte algo. Seu cuidado ocorre em todas as áreas. Porque ele é rico, tem poder para suprir nossas necessidades. Para isso, o Senhor usa vários meios. Ele alimentou os hebreus com o pão dos anjos, fez brotar água da rocha, preservou as vestes e as sandálias por quarenta anos.

 No período de escassez, Deus supriu as necessidades do profeta Elias. O Senhor usou os corvos para levar pão e carne todas as manhãs e noites para o profeta. Não tenha medo quanto ao dia de amanhã, pois aquele que é rico em glória, supriu, supre e suprirá cada uma das nossas necessidades em Cristo.

Oração: Pai celeste, sei que a tua graça não me desampara. Por isso, ponho a minha confiança em ti e descanso na promessa de que tu suprirás as minhas necessidades. Em nome de Jesus. Amém.


quinta-feira, 20 de março de 2014

O BANQUETE DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó” (Mt 8.11).

Jesus elogiou a fé de duas pessoas. Os casos estão em Mateus. A fé do homem era distinta da encontrada entre os descendentes de Abraão e a fé da mulher foi adjetivada como grande. Eles não tinham seus nomes escritos no livro de membros do judaísmo. O comandante romano fez uma demonstração da pujança da autenticidade da sua fé.

Aliás, a sua evidenciação de fé fez com que o Senhor ficasse admirado. Jesus afirma que não encontrara fé como esta nem em Israel. Depois de destacar que a fé do centurião não fora achada nem entre os judeus, Jesus então, conecta o ingresso de pessoas dos diversos cantos do mundo, que tomarão lugares à mesa com os patriarcas pela fé.

Com isso, o Senhor ensina que a fé é o instrumento de apropriação da bênção. Pela fé recebemos as bênçãos temporais e as eternas. O banquete da graça já está preparado, mas a condição para participar é a fé. Enquanto pela incredulidade os homens ficam do lado de fora do reino, pela fé são colocados dentro do reino. A fé é o instrumento pelo qual somos colocados debaixo do abrigo do reino de Deus.

Oração: Senhor Deus, neste momento eu confesso o meu desejo de participar do banquete de tua graça. Aceita-me como teu filho! Quero fazer parte dessa grande festa. Em nome de Jesus. Amém.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A MIGALHA DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.” (Mt 15.27).

Certa feita Jesus rumou para os lados de Tiro e Sidom. Ao chegar, encontra uma mulher desesperada. Ela era cananeia, uma gentia que não fazia parte do povo de Deus. Seu drama familiar era de ordem espiritual, sua filha estava possessa de espírito maligno. Seus gritos são ouvidos à distância. Ela não tinha outros recursos senão o clamor e a fé.

Ela suplica o favor do Senhor, por meio da fé persevera e se humilha. Os obstáculos estão postos em seu caminho. Ela se depara com o silêncio do Senhor, com o descaso dos discípulos e com a questão da prioridade de Israel. No entanto, não foi desestimulada pelos empecilhos. Ela não conhece o termo desistir. Seu dicionário tem diversas palavras associadas ao conceito persistência. Porém, o aspecto que mais impressiona nesta mulher é o seu contentamento com a graça.

Não existe egoísmo em seu coração. Ela quer apenas uma porção da graça. Uma migalha basta. Uma pequena parcela resolve o seu problema. Diante da sua fé, perseverança e humildade, o Senhor lhe concede o pleito de seu coração. A graça colocou sua filha em liberdade.

Oração: Senhor, teu amor é incalculável, a tua graça está disponível a todo aquele que humildemente se coloca como necessitado dela, independentemente de quem seja. Em nome de Jesus. Amém.

terça-feira, 18 de março de 2014

A COMPAIXÃO DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: não chores!” (Lc 7.13).

Jesus entrava na cidade de Naim seguido por uma multidão, enquanto uma mulher viúva saía acompanhada por outra multidão. Uma seguia os sinais da alegria e estava contente por causa dos milagres; a outra acompanhava um cortejo fúnebre, não tinha motivo para sorrir e pranteava a morte de um rapaz. A cena é paradoxal, pois a alegria se encontra com a tristeza. A viúva iria sepultar seu único filho. O luto a assolava. Seu rosto estava empapuçado de lágrimas e seus olhos vermelhos.

A dor da perda havia dilacerado a sua alma. Seu coração estava partido. No entanto, o Senhor Jesus vê a mãe enlutada seguida por vizinhos e familiares e demonstra compaixão. A multidão era grande, mas a graça distingue pessoa de pessoa. A graça encontra o indivíduo em sua crise, sua dor, sua tristeza e seu choro.

A graça vê, e mais do que isso, se compadece. Talvez você esteja enfrentando um momento difícil. Quem sabe já faz muito tempo que você não tem motivo para cantar. O Senhor que mudou a sorte daquela mulher também pode mudar a sua. Somente ele pode consolar o coração aflito.

Oração: Deus, tu és incomparavelmente amável, pois um dia, sem qualquer merecimento, a tua graça me alcançou, me perdoou e me transformou. Quero te agradecer muito. Em nome de Jesus. Amém.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O DESEJO PELA GRAÇA

Texto Bíblico: “Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio.” (Sl 143.8).

A oração do salmista é tanto uma demonstração de reconhecimento como de desejo. Ele necessitava ouvir da graça. Ouvir acerca da graça é tanto uma necessidade como pode ser um desejo. A graça é uma vacina para nos prevenir dos vírus do dia a dia. Às vezes ouvimos coisas desagradáveis. As pessoas são cruéis com as palavras, ferem, tripudiam.

Há palavras ríspidas, outras são como um punhal. Portanto, ouvir a graça logo cedo é mais do que um desejo, é uma necessidade. O suplicante tem fome da graça. Sua alma só é saciada com a graça e pela graça. Sempre que ouço da graça penso no amor de Deus demonstrado em Jesus Cristo. Sempre que ouço sobre o amor de Deus em Jesus Cristo, lembro-me da cruz.

Sempre que ouço sobre a cruz, ouço a voz do perdão. E sempre que ouço sobre o perdão, sou relembrado que já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Sendo assim, sou persuadido pela voz da graça de que nada, nem ninguém, pode separar-me do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Ah! Como desejo ouvir sobre a graça a cada manhã. Como preciso ouvi-la!

Oração: Pai, faz-me ouvir sempre a voz da tua graça! Que ela fale mais alto que todas as outras vozes. Que o som da tua graça liberte-me do fardo do dia a dia. Em nome de Jesus. Amém.

domingo, 16 de março de 2014

A GRAÇA DA PAZ

Texto Bíblico: [...], Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias" (1Ts 3. 16).

A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em 1945, após a Segunda Guerra Mundial. Ela foi formada para ser um veículo de manutenção e estabelecimento da paz entre as nações. A paz é um dos múltiplos desejos que a humanidade almeja. A humanidade precisa de paz. As pessoas eventualmente saem às ruas com faixas e cartazes reivindicando a paz.

Elas ecoam a mesma melodia: queremos paz! Jesus não ignorou a existência da paz que o mundo proporciona, porém a contrastou com a sua paz. A paz que o mundo dá é fabricada na terra. Sua origem é ventre da efemeridade, por isso é passageira e circunstancial. A paz que Jesus oferece tem origem na pessoa de Deus. O Senhor é a sua fonte. Ela é divina, vem de Deus e é produzida no céu.

Porque tem como fonte o Senhor, é perene. A paz concedida por Deus não se confina a situações. Ela é uma dádiva divina constante e ultracircunstancial. Essa paz não é um sentimento nem ausência de guerra, mas um estado de espírito. A paz é uma graça prometida, doada e aplicada. A paz é o sorriso de Deus no coração do cristão.

Oração: Senhor Deus, aprendi que viver em paz é um presente concedido apenas àqueles que estão caminhando ao teu lado por meio de Cristo. Quero sempre estar junto a ti! Em nome de Jesus. Amém.

sexta-feira, 14 de março de 2014

A GRAÇA DA PROVAÇÃO

Texto Bíblico: “Sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.” (Tg 1.3).

Diferente daquilo que muitos dizem, a provação não é falta de fé nem a evidência de vida pecaminosa. A provação é um instrumento pedagógico. Há coisas na vida cristã que só são aprendidas mediante tribulações. A provação é a fornalha de Deus para robustecer a nossa fé. Tribulação não é sinônimo de desamor nem falta de compaixão de Deus. Enquanto a tentação quer nos levar para longe de Deus, a provação quer nos trazer para perto do Senhor.

A tentação visa enfraquecer-nos; a provação tem por finalidade fortalecer-nos. A tentação mina nossa fé, a provação a fortalece. Uma quer fazer com que violemos a lei de Deus, a outra que aprendamos a amar a sua lei. Ninguém que tenha passado pela provação chegou do outro lado desfalecido. Pelo contrário cruzou a faixa mais forte do que nunca.

Tiago ensina que o cristão deve se alegrar com a provação. A provação produz resultados maravilhosos. Pela tribulação aprendemos o caminho da perseverança e ficamos com o tanque cheio de esperança. A provação é como um treinador que nos prepara para os grandes embates da vida.

Oração: Amado Senhor, transforma-me por intermédio das dificuldades. Concede-me a paciência e a perseverança necessárias em meio às lutas e ensina-me através delas. Em nome de Jesus. Amém.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O TRIUNFO DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1Co 1.8).

O medo de fracassar aflige muitas pessoas. As crianças e os jovens, os solteiros e os casados, os patrões e os empregados, as mulheres e os homens o vivenciam. Diante das impossibilidades e hostilidades, oposições e obstáculos é normal que tenhamos medo de fracassar. Na vida cristã também é assim.

Muitos ficam desesperados por conta daquilo que não conseguem fazer. Às vezes é uma queda aqui, um deslize ali e uma falha acolá. Perguntamos: será que conseguiremos cruzar a linha de chegada? Se a nossa confiança estiver firmada em nossa força, não conseguiremos, mas se estiver no Senhor, então seremos bem sucedidos. Aquele que nos chamou fará com que sejamos mantidos firmes até o fim.

A graça não fracassa; sempre alcança êxito, mesmo quando homens e mulheres não conseguem se manter erguidos. A graça nos mantém de pé. Quando caímos, nos ergue. A graça sempre
triunfa, jamais é vencida. Deus fará com que você persevere. Ele manterá seus pés firmes, sua vida santificada e fará com que seja encontrado irrepreensível no dia de Cristo.

Oração: Deus bendito, eu preciso aprender a lidar com meus fracassos e a confiar que a tua graça em mim é a maravilhosa garantia de minha vitória final. Em nome de Jesus. Amém. 

quarta-feira, 12 de março de 2014

A EFICIÊNCIA DA GRAÇA

Texto Bíblico: “... aquele que começou em vós a boa obra há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus.” (Fp 1.6).

Um passeio pela cidade onde moramos colocará diante de nossos olhos construções inacabadas. Essas construções estão se deteriorando, e por fim, ficarão em completa ruína, pois a
continuidade do trabalho foi interrompido. Aprendemos pelo contraste. Essa obra é do homem enquanto a nossa salvação é obra de Deus.

A construção humana fica inacabada, mas a divina, não. Deus começou uma obra em nossa vida e ele jamais deixa pela metade o que iniciou. Nada, nem ninguém, pode impedi-lo de realizar a boa obra. Ele começou, está executando e finalizará com êxito.

A convicção de que a conclusão será levada a bom termo não se fundamenta na virtude humana. A garantia de que a obra será concluída com perfeição é o caráter do construtor. Quem começou a boa obra é o Deus eterno e imutável, fiel e todo-poderoso. Por isso, estamos convencidos que a construção será finalizada. A eficiência da graça fará com que as coisas aconteçam dentro do prazo estabelecido. A graça que começou é eficiente para terminar.

Oração: Senhor Deus, mesmo quando eu tropeço e caio, a tua obra em minha vida não é cancelada. E é isso que me coloca novamente de pé. A certeza da tua graça em mim. Em nome de Jesus. Amém.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Então, ele me disse: a minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2Co 12.9).

O apóstolo Paulo era uma homem comprometido com Deus, tinha uma fé robusta e era incansável na pregação do evangelho. Contudo, mesmo assim não ficou imune a situações difíceis. Ele também gemeu por causa das aflições que assaltaram a sua alma e afligiram o seu corpo. Por conta disso, orou três vezes pedindo que o espinho da carne fosse retirado da sua vida, mas a resposta que obteve do Senhor foi: “a minha graça te basta”.

Nossa caminhada cristã também é marcada por várias situações tenebrosas. Algumas provocam aflições, outras, agudas frustrações, outras ainda geram dores intensas. Nessa jornada da fé gritamos sofregamente. Inúmeras vezes temos a sensação de que precisamos de algo mais ou que nos falta alguma coisa.

Entretanto, nessas horas, o Senhor responde a nossa oração de forma surpreendente. Deus muitas vezes não nos dá o que pedimos, mas nos concede aquilo de que tanto necessitamos. Somente a graça é capaz de nos habilitar a enfrentar os dramas da vida. A graça de Deus é toda suficiente para nos conduzir com êxito. Em nossa fraqueza a graça de Deus nos faz fortes.

Oração: Pai, quando tudo parece perdido eu trago à minha lembrança o poder da tua graça. Eu sou fraco e limitado, mas a tua graça me fortalece em todo o tempo. Em nome de Jesus. Amém.

domingo, 9 de março de 2014

A ADIÇÃO DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.” (Jo 1.16).

A vida cristã é comparada a uma maratona ou peregrinação, onde encontramos terrenos íngremes e difíceis de serem escalados. A jornada é longa, a estrada está repleta de espinhos. O terreno é arenoso, outras vezes escorregadio e cheio de buracos. Durante o percurso, o crente fica cansado, porém não prostrado; sem vigor, porém não desfalecido. Para essa jornada, o crente recebe abundante suprimento para fazer o trajeto.

Todo crente em Jesus é contemplado com a plenitude da graça. Daí a razão de estarmos supridos. Recebemos de Cristo plenitude e graça sobre graça. A graça que recebemos é uma dádiva constante. Todo homem e mulher, criança e adulto, rico e pobre, letrado e inculto, branco e negro, quando crê em Jesus recebe e continua recebendo a adição ininterrupta da graça.

Você, que creu, já recebeu, tem recebido e continuará recebendo a graça para desempenhar bem a sua caminhada. E você, que ainda não creu, se crer receberá da mesma forma essa multiplicação da graça. Creia nele agora mesmo e receba graça sobre graça.

Oração: Senhor, fortalece-me na jornada da vida. Às vezes parece que eu não vou conseguir caminhar até o fim. Há muitas dificuldades e cansaço. Ajuda-me a prosseguir! Em nome de Jesus. Amém.

sábado, 8 de março de 2014

A GRAÇA DO CONTENTAMENTO

Texto Bíblico: “...como uma criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe... é a minha alma para comigo.” (Sl 131.2).

Por certo, você já se deparou com uma criança de colo aos prantos. Quase sempre a causa é a fome. Ela precisa ser +amamentada. Todavia, acredito também que você já teve a
experiência de encontrar um bebê, que após ser devidamente alimentado colocou a cabeça no ombro da mãe e dormiu deleitosamente. A alma inquieta é como uma criança faminta. Seu lamento é ouvido à distância.

Ela não tem sossego. A graça do contentamento faz com que nos aquietemos nos braços do Pai. Não temos mais motivos para gritar. Não há mais razão para o desassossego. A graça de Deus traz saciedade para a nossa alma. O encontro com o Senhor muda a nossa história, a inquietação é substituída pela quietude, a insegurança pela paz, a insatisfação pela satisfação.

Agora, a nossa vida é como uma criança desmamada que se aquieta nos braços da mãe. A graça de Deus traz refrigério. A graça de Deus produz deleitoso contentamento. E por falar nisso, como está a sua alma? Saiba que o Senhor pode conceder-lhe um contentamento indizível. Ele, somente ele, pode fazer com que nos deleitemos em seus braços paternais.

Oração: Deus de toda boa dádiva, ajuda-me a ser grato por aquilo que tenho e arranca do meu coração qualquer resquício de ingratidão pelas coisas que não tenho. Em nome de Jesus. Amém.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O DESLIGAMENTO DA GRAÇA

Texto Bíblico: “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.” (Gl 5.4).

No mundo só existem duas religiões. A antropocêntrica e a teocêntrica. A primeira enfatiza que tudo depende do homem, a segunda, que tudo depende de Deus. As pessoas quase sempre têm uma ideia equivocada acerca do perdão divino. Para elas, a graça é meritória. Pensam que são salvas por conta daquilo que fizeram ou deixaram de fazer. Quem procura justificar-se por intermédio da observância da lei está insultando a obra de Cristo.

Aquele que começa com Cristo deve continuar com ele. Não podemos começar no Espírito e terminar na carne. Pleitear a justificação pela guarda da lei é promover uma ruptura com a graça. Nossa justificação não é pela lei das obras, mas pela lei da fé. O homem é justificado pela fé somente. Aquele que busca a justificação pela instrumentalidade da lei, impreterivelmente será desligado da graça.

Enquanto a lei da fé liga o pecador a Cristo, a lei da lei desliga o pecador da graça. A lei da fé ergue o caído, a lei da lei derruba o que estava de pé . Uma conecta e levanta o homem, a outra desconecta e o derruba.

Oração: Senhor, Deus de toda a terra, a religiosidade move as pessoas em direção à autojustificação. Mas quem anda contigo sabe que só em Cristo há plenitude de graça. Em nome de Jesus. Amém.

quinta-feira, 6 de março de 2014

A DISCIPLINA DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.” (Hb 12.6).

A nossa geração confunde liberdade com falta de limite, disciplina com desamor. O que deseja e pensa sobre a liberdade se constituirá em instrumento escravizador. Não é a falta de regras ou a ausência de disciplina que determina se uma pessoa é livre. É comum o adolescente pensar que a maioridade o colocará livre das exigências dos pais, no entanto, tal percepção pode levá-lo a cometer o pior dos enganos conforme as decisões que tomar.

Pessoas que desconhecem ou não reconhecem o valor da disciplina, têm grande probabilidade de colherem frutos amargos. A sociedade pós-moderna aplaude a remoção da disciplina, a Bíblia ensina que o amor e a correção não são excludentes. Deus é o Pai que ama, e porque ama, corrige. A disciplina é o instrumento da graça para refrear nossa rebeldia e forjar nosso caráter.

O Senhor só repreende e disciplina aqueles que são alvos do seu amor. Se você não tem sido disciplinado por causa do seu pecado, deve ficar preocupado, pois de acordo com as Escrituras, só os bastardos ficam sem correção. A correção é fruto da graça e resultado do amor de Deus.

Oração: Pai de amor incondicional, dá-me sensibilidade e submissão para aceitar a tua correção paterna. Eu quero ser um filho obediente em todos os momentos. Em nome de Jesus. Amém.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A PEDAGOGIA DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos [...] sensata, justa e piedosamente.” (Tt 2.12).

Hoje, fala-se bastante sobre educação. Muitos acreditam que as mudanças sociais alcançarão o seu êxito por intermédio da instrução. A sociedade, porém, pode até informar o intelecto e preparar as pessoas para a inclusão social, mas não pode mudar o coração nem transformar o comportamento do ser humano. Todavia, a manifestação da graça salvadora vem acompanhada de múltiplos benefícios. A graça nos alcança caídos e coloca-nos de pé, encontra-nos com o entendimento obscurecido e ilumina a nossa mente.

A graça tem método, alvo e conteúdo. Além de salvar, matricula o homem na escola da piedade. Prepara o crente para uma vida santa. Sua finalidade é conformar-nos à imagem do Filho de Deus. Ensinar-nos a viver. A graça no seu exercício pedagógico desconstrói os fundamentos velhos e edifica novos pilares, substitui hábitos pecaminosos por hábitos santos, remove os valores mundanos pelos do reino de Deus. Nosso destino é o céu e a graça nos prepara para vivermos como cidadãos da pátria celestial aqui e agora. A instrução da graça começa aqui na terra e termina lá no céu.

Oração: Senhor Deus, ensina-me a cada dia a respeito da tua graça. Que o entendimento das implicações da graça me estimulem a colocá-la em prática na minha vida. Em nome de Jesus. Amém.

terça-feira, 4 de março de 2014

A GRAÇA DA COMUNHÃO

Texto Bíblico: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos.” (Sl 133.1).

A vida sem unidade é semelhante ao personagem Chuck Noland, interpretado por Tom Hanks no filme, “Náufrago”. A falta de união é como um ser humano que vive longe de todos, numa ilha solitária, sem ninguém para partilhar suas conquistas e derrotas. Se por um lado, a falta de unidade é comparada a um personagem isolado e sozinho, por outro, a ausência dela é também similar a uma pessoa que está no meio da multidão, mas se sente como aquele que se encontra longe do convívio estreito das pessoas.

Não fomos criados para vivermos isolados ou desligados uns dos outros. O individualismo é anticristão. A unidade cristã é uma bênção para cada indivíduo que faz parte da família da fé. Sempre atrai e nunca dispersa, agrega e nunca divide. Essa graça atrai a bênção de Deus.

Quando existe unidade entre os irmãos, a Escritura promete: “Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre”. A graça da comunhão é o bem precioso da comunidade da fé tanto de forma horizontal como vertical. Por essa razão, não vivê-la depõe contra a natureza da igreja.

Oração: Senhor, tu não me criaste para viver só. O individualismo que impera em meus dias tem me afastado da graça de participar da comunhão do teu povo. Perdoa-me. Em nome de Jesus. Amém.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A MESA DA GRAÇA

Texto Bíblico: “Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.” (1Co 11.26).

A noite escura não pode ofuscar a sublimidade da instrução de Jesus Cristo. O traidor estava à mesa com os demais discípulos, mas mesmo assim o Senhor não deixou que a situação empalidecesse a magnitude da ceia. Ao instituí-la o Senhor estabelece um meio de graça pelo qual será manifestada a graça invisível. A ceia é um banquete espiritual.

A mesa da graça é o lugar de comunhão com Deus e com o outro. Na mesa da graça percebo a mim mesmo, mas também percebo o outro. Os elementos que estão sobre a mesa têm poder pedagógico. Despertam a nossa mente da letargia e acordam a nossa alma do sono espiritual. A mesa da graça tem o poder de nos remeter ao passado e somos recordados de que fomos amados de modo incomparável.

Na mesa da graça rememoramos o sacrifício de Cristo, olhamos para o presente e erguemos os olhos para o futuro, somos recordados acerca do grande amor de Deus. Não sabemos como você tem participado da mesa da graça. De agora em diante participe da mesa do Senhor com essa perspectiva.

Oração: Querido Deus, a tua graça se revela de muitas formas. A santa ceia é uma delas. Portanto, que eu nunca me afaste desse momento de fortalecimento espiritual. Em nome de Jesus. Amém.

sábado, 1 de março de 2014

SALVO PELA GRAÇA

Texto Bíblico: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2.8).

Frequentemente encontramos na igreja pessoas que pensam que foram salvas por aquilo que deixaram de fazer ou por aquilo que fizeram. Este tipo de compreensão da salvação é uma forma tosca do ensino de salvação pelas obras. Contudo, as Escrituras apontam noutra direção: não foi o que fizemos nem o que deixamos de fazer, nem o que éramos ou o que somos que atraiu a graça, porém o que Deus fez.

Não conquistamos a graça; foi a graça que nos conquistou. A salvação não é conquista humana, mas doação divina. Na verdade, o homem é salvo pela graça. Não foi o homem que demonstrou amor para com Deus, mas foi Deus quem provou o seu grande amor para conosco quando éramos ainda seus inimigos.

Fomos conquistados pelo amor de Deus. Ele nos deu vida quando estávamos mortos; éramos filhos das trevas, agora somos filhos da luz, éramos escravos do império das trevas, porém Deus nos transportou para o reino de seu Filho. Por isso, não nos esqueçamos de que devemos tudo à graça de Deus.

Oração: Deus de amor, não há palavras para descrever o quanto sou agradecido pelo presente de estar em comunhão contigo por toda eternidade. Tudo pela tua graça! Em nome de Jesus. Amém.