quarta-feira, 28 de agosto de 2013

DOIS ASPECTOS DO TESTEMUNHO CRISTÃO


Todo cristão não tem dúvida de que o evangelho deve ser pregado. Todo servo de Cristo crê que o evangelho da graça de Deus precisa ser proclamado e testemunhado. Sabe que deve anunciar e testemunhar, mas, não sabe como fazê-lo. Além disso, nem todo cristão consegue conciliar discurso com atos, ortodoxia com ortopraxia, fala com obra. Muitas vezes somos contraditórios. Falamos uma coisa, mas fazemos diferente daquilo que professamos. A Palavra de Deus, porém, atesta a necessidade de conciliarmos tanto o aspecto verbal quanto o aspecto ético. Precisamos falar, mas, também precisamos evidenciar a mensagem. Temos o dever de anunciar, mas, também temos a responsabilidade de materializar o nosso discurso. A Escritura enfatiza que o testemunho cristão tem outros aspectos, porém destacaremos apenas dois:

1. O aspecto verbal do testemunho cristão. O evangelista Marcos registra as palavras de Jesus da seguinte forma: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16. 15). O evangelho é boa nova. Ele é a boa notícia de Deus aos homens perdidos. Pregar o evangelho subtende três verdades: Primeiro, a mensagem do evangelho precisa ser verbalizada. Anunciar a boa nova da salvação envolve comunicação inteligível. Segundo, a mensagem visa o alcance universal. Precisamos entender que a proclamação do evangelho tem como alvo o mundo inteiro. Todas as nações, todos os povos, todas as etnias e todas as tribos devem ser alvo da mensagem do evangelho. Jesus ensina que, o testemunho cristão tem caráter universal. A mensagem deve ser pregada aqui, ali e acolá (At 1. 8). Terceiro, a mensagem do evangelho não é exclusivista. Ela deve ser verbalizada para todas as pessoas, indiferente da classe social, intelectual ou racial. Precisamos pregar para a multidão, mas, também para uma pessoa apenas.

2. O aspecto ético do testemunho cristão. O apóstolo Pedro, sobre o segundo aspecto adverte: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2. 11, 12). O testemunho cristão não deve ser caracterizado apenas pela verbalização. Ele precisa ter como insígnia o exemplo. Ele precisa ser ouvido e observado. Precisa ser anunciado e comprovado pelo procedimento exemplar. Precisamos comunicar a mensagem do evangelho aos ouvidos, porém, também precisamos anunciá-la aos olhos. Nossa conduta precisa autenticar aquilo que falamos. O evangelho da graça, também é o evangelho da ética. O segundo é fruto do primeiro. Somos chamados para anunciar a boa nova, mas, além disso, devemos atestar aquilo que anunciamos com o nosso estilo de vida. 

Queridos, para tristeza do cristianismo, diversos cristãos não harmonizam a fala com a conduta. Para muitos, as palavras são como giz, a vida como lousa e a conduta como apagador. O que falam é apagado, logo a seguir, por meio daquilo que fazem. Portanto, meus amados, não deixemos de anunciar e testemunhar. Cuide, porém, para que a sua piedade confirme a sua mensagem, para que a sua vida seja um outdoor da mensagem que você anuncia.

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