quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ORAÇÃO, O GRANDE DESAFIO DA VIDA

ORAÇÃO, O GRANDE DESAFIO DA VIDA
Jesus foi o mestre por excelência na arte de ensinar. Ele ensinou como orar, porque e a quem orar. Seu ensino foi realizado por palavras e exemplo. Jesus ensinou a orar por preceito e por contraste. Ele usou os recursos mais atuais em sua pedagogia. Seu método era atual, simples, objetivo, claro e revolucionário, pois causava grande impacto e aprendizado em seus ouvintes. Na parábola conhecida como “a parábola do juiz iníquo”(Lc 18. 1-8), Jesus usou uma analogia negativa para ensinar os seus discípulos acerca da necessidade de orar. A parábola utilizada por ele foi a do contraste. Ela era negativa, pois coloca o caráter de um juiz iníquo em contraste com o caráter do Deus justo e santo. Jesus usou a figura de um juiz perverso e sem escrúpulo, o qual resolveu julgar a causa de uma viúva, depois de muita persistência por parte dela, para, então ensinar o seu povo sobre a necessidade de se perseverar na oração, levando em conta a pessoa de Deus e o seu caráter amável. Na referida parábola de Lucas 18.7,8, Cristo ensina sobre a oração. Para se ter uma vida de oração abundante é preciso superar alguns obstáculos. Destacaremos três preciosas lições acerca da oração, à luz do referido texto:
1) Devemos orar mesmo quando somos assolados pela injustiça (v. 7a) – “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite...”. O evangelista Lucas, antes de descrever as lições ensinadas por Cristo nesta parábola, faz uma introdução. Ele salienta que Jesus contou essa parábola para destacar sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer (Lc 18. 1). O ensino central desta parábola é sobre a necessidade de perseverar na oração. Devemos perseverar mesmo quando somos injustiçados. Devemos orar sim, porque no tempo oportuno, Deus fará justiça aos seus escolhidos. Cristo contou esta parábola porque sabia que muitas coisas querem minar nossa vida de oração. A viúva estava sendo injustiçada. Ela não tinha ninguém a quem recorrer, a única pessoa que poderia ajudá-la não queria julgar a sua causa. Mas, depois de perseverar heroicamente, ela foi atendida pelo juiz iníquo. Muito mais nós, escolhidos de Deus, seremos atendidos por nosso Pai ao enfrentarmos as rajadas de assoladoras injustiças!
2) Devemos orar mesmo quando Deus parece indiferente ao nosso clamor (v. 7b) – “... embora pareça demorado em defendê-los?”. Se um juiz iníquo, que não temia a Deus nem respeitava homem algum, acudiu uma viúva desamparada, muito mais fará o Deus misericordioso e bondoso. Devido à nossa limitação, orar quase sempre nos parece um exercício penoso. Algumas vezes nos esbarramos com o silêncio de Deus. Outras vezes parece que Deus está indiferente ao nosso clamor. O que fazer nessas horas? Recuar? Não, de modo nenhum! Embora pareça demorado, entretanto, Deus fará justiça aos eleitos que clamam a ele dia e noite. Por isso, não desista. Ore um pouco mais. Faça como a mulher cananéia (Mt 15. 21-28). A Bíblia afirma que ela não desistiu, mesmo em face do silêncio de Jesus. Ela se humilhou, adorou, perseverou e clamou até receber a bênção.
3) Devemos orar mesmo quando outros à nossa volta já desistiram de crer (V. 8) – “... contudo, quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?”. Na parábola, Cristo ensina que existe uma estreita conexão entre a oração e a fé. O Senhor Jesus conclui a parábola com uma afirmação e uma pergunta. A afirmação é a resposta à pergunta anterior. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc 18. 7). “Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça” (Lc 18. 8a). Após a resposta afirmativa, ele então, introduz uma pergunta: “Contudo, quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18. 8b). Muitas pessoas sucumbirão e estarão se apostatando da fé. O diagnóstico desta triste realidade pode ser feito ou averiguado por meio da ausência da oração. Uma pessoa que não ora está com a fé trôpega. Mas, mesmo quando existem indícios dessa fraqueza espiritual à nossa volta, precisamos continuar orando com insistência. Devemos perseverar na oração mesmo quando muitos já estão frios, mesmo quando muitos já abandonaram a fé ou já desistiram de crer.
A oração é um dos maiores desafios à vida cristã. Devemos orar mesmo quando somos assolados pela injustiça; mesmo quando o silêncio de Deus é a única voz que ouvimos; mesmo quando à nossa volta alguns já abandonaram a trincheira da confiança em Deus. Não deixe de orar. Não desista de orar. Caminhe mais uma milha de joelhos. Deus lhe fará justiça. Ele sairá ao seu encontro. Ele ouvirá e responderá a sua oração.

2 comentários:

claudio disse...

Acho que é importante lembrar pastor que tem pessoas que pedem oraçoes mas que é incapas de orar , não busca o SENHOR em oraçoes achando que a oração do pastor é suficiente para ela .
Eu faço oraçoes pedindo força para estar sempre na presença do SENHOR.Peço também entendimento para que eu consiga entender as coisas que o SENHOR tem reservado pra mim , que eu não entendo. Abraços e fique na paz.

Fábio Henrique disse...

Cláudio fico muito feliz com o seu crescimento espiritual. De fato muitas pessoas não usam esse nem exercita a prática da oração. Outra coisa, elas acham que a oração do pastor, "bispo", sei lá ... é mais poderosa. Hoje, todos os filhos de Deus podem entrar na presença de Deus e buscá-lo em oração por meio de Jesus Cristo, o Senhor e Salvador de todo aquele que nele crer. Abs queidão! Em Cristo, nosso comum Salvador e Senhor,

Rev. Fábio Henrique