sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

NATAL, AS BOAS NOVAS PARA TODO O POVO

NATAL, AS BOAS NOVAS PARA TODO O POVO.

Mesa farta. Família reunida e confraternização. Tempo de presentear e ser presenteado. Luzes por todos os lados e com diversas cores. Árvores com belos arranjos e vários tamanhos. Muito vinho e bebidas regados ao som da música e peru assado. Este é o natal comemorado pela grande maioria das pessoas na presente era. Para muitas pessoas, natal se restringe a isto. Aliás, a nossa mente de modo geral está condicionada a estes fatos.
Mas, natal é mais do que isto tudo. Natal é o anúncio das boas novas para todo o povo: nasceu o Salvador! O nascimento do Messias, o Salvador do mundo, é uma predição profética veterotestamentária. Jesus Cristo é um ato sobrenatural de Deus. Seu nascimento foi um milagre estupendo e extraordinário. Ele foi gerado por obra do Espírito Santo. Nasceu de uma virgem. Aquele que não tem principio nem fim nasceu sob a lei e de uma mulher. A Bíblia ensina que o Eterno Filho de Deus se fez carne e habitou entre os homens. O infinito se fez finito.
Natal é a encarnação do Verbo Eterno de Deus. “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1. 1, 14). Com a encarnação do Filho de Deus, o mundo foi inundado pela graça e pela verdade. Natal é a inundação da graça de Deus no mundo dos homens. Natal é o transbordar da verdade de Deus na pessoa de seu Filho. Natal é a manifestação da glória do Deus invisível por intermédio do Deus unigênito. Natal é o anúncio das boas novas dos céus aos homens que estavam à beira da sombra da morte.
Natal é uma mensagem. “Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2. 8-14). O verdadeiro natal traz consigo uma mensagem de paz, amor e esperança. Natal é relembrar que nasceu na cidade de Davi, o Salvador do mundo, que é o Cristo, o SENHOR. Natal é vislumbrar a redenção eterna.
Natal é a presença de Deus entre os homens (Jo 1. 14). Havia assombro por toda parte, entre os homens e os anjos. Os magos do Oriente vieram de muito longe para adorar o menino Senhor, o Rei dos reis (Mt 2. 1-12). Os pastores ficaram cheios de temor, mas também maravilhados com a mensagem anunciada pelos anjos de Deus os portadores de boas notícias. Os anjos formaram um coro celestial. Uma orquestra harmônica efusiva foi armada nos campos de Belém e, então cantaram alegremente acerca do nascimento de Jesus Cristo. A euforia tomou conta do cenário onde estava o menino Jesus (Lc 2. 8-20). Notem, portanto, que o nascimento do Messias promoveu adoração e canção celestial. A chagada do Filho Deus entre os homens mobilizou os céus e a terra.
O natal só é natal porque o Verbo de Deus se encarnou, aliás, sem a encarnação do Verbo não existe natal. O natal só é natal porque Deus tabernáculou conosco. Quando as pessoas perdem o verdadeiro sentido e significado do natal, o que passamos a ter é uma forte ênfase marqueteira, a qual só visa lucro. Por outro lado vemos as pessoas se enveredando por um consumismo desenfreado, por causa do equívoco do espírito natalino moderno, o qual é um paganismo tosco e fantasioso. No entanto, conhecemos o verdadeiro sentido do natal. Natal é a verdade bendita acerca do grande amor de Deus. Ele não poupou seu único Filho por amor aos homens perdidos. Agora, a luz para os gentios raiou. Jesus Cristo nasceu. Ele é a esperança para todos os povos. Ouça a declaração da Escritura: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3. 16). Portanto, “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna”, disse Jesus (J 6. 47). Pense nesta verdade sublime e entregue sua vida ao Senhor Jesus Cristo, o Salvador de todo o que nele crê. Deus te abençoe. Bom natal a você e sua família. Amém.

sábado, 19 de dezembro de 2009

ORAÇÃO, O TERMÔMETRO DA FÉ

ORAÇÃO, O TERMÔMETRO DA FÉ
A oração é a alma da nova vida em Cristo. Ela é tão importante para o cristão como o é a Palavra. Aliás, não pode haver divórcio entre a oração e a Palavra. Por isso, quando surgiu o primeiro problema interno no seio da Igreja Primitiva ou Apostólica, a liderança logo tratou de eleger homens para cuidarem das necessidades sociais do povo, pois os apóstolos entenderam que não podiam abandonar o ministério da oração e da Palavra (At 6. 1-4). A Escritura está recheada sobre o valor da oração na vida do povo de Deus. No ministério de Cristo, a oração fazia parte sistemática tanto na prática quanto no ensino do Mestre. O Senhor Jesus Cristo ensinou sobre a oração tanto pelas ilustrações como pelo exemplo. Sua vida foi marcada pela oração constante. Ele orava constantemente e perseverantemente. O seu deleite estava no Pai. Na parábola conhecida como a do “Juiz Iníquo”, Jesus ensina aos seus discípulos sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. A oração não é uma opção no ensino de Cristo, mas um dever. Por meio dela os crentes reivindicam as benções do Pai Celestial. A oração é um meio de graça, portanto negligenciá-la é um erro gravíssimo. Quem não ora não recebe as bênçãos que estão armazenadas “na despensa celestial”. Deus tem muitas bênçãos para conceder ao seu povo, mas, elas só serão recebidas por meio da oração. Além disso, a oração é o termômetro da nossa fé. À luz de Lucas 18. 1-8 queremos elencar três verdades acerca da oração:
1) Medimos a temperatura da nossa fé quando oramos sempre. Devemos orar em todas as circunstancias, todos os dias, em todas as horas. O cristão deve orar sempre. Uma pessoa que ora somente quando se encontra em situações difíceis, com certeza será privada de um dos mais sublimes privilégios espirituais. Quem ora desfruta da comunhão com Deus. Quem ora é revestido de poder. Os filhos de Deus precisam orar sempre. Precisamos orar tanto nas tribulações como na bonança. Precisamos orar em tempo de paz, mas também em tempo de guerra. Precisamos orar em toda e qualquer situação. Orar é um dever, mas também um privilégio e um deleite para a alma. Orar é um benefício concedido aos filhos de Deus. Quem negligencia a prática da oração é privado da força do alto. A falta de oração enfraquece a musculatura espiritual, além disso, o crente que não ora fica despreparado para os grandes embates da vida. A conseqüência: anemia espiritual, falta de autoridade espiritual e ausência de poder.
2) Medimos a temperatura da nossa fé quando perseveramos em oração. Uma coisa é orar sempre, outra coisa é orar com perseverança. A Escritura destaca que a viúva perseverou insistentemente até obter a atenção do juiz que não temia a Deus nem respeitava homem algum. Ela não desistiu. Todos os dias obstinadamente, ela levava a sua causa àquele que tinha competência para atendê-la e julgar a sua causa contra o seu adversário. O cristão precisa orar sempre, mas orar sempre, não é a mesma coisa que perseverar em oração. Deus fará justiça aos seus escolhidos que clamam dia e noite. A oração perseverante capta a temperatura da nossa fé. Ela avalia a profundidade da nossa espiritualidade. Não podemos jamais esmorecer. Precisamos ora sem cessar, constantemente, todos os dias, em todas as circunstâncias e situações. O crente precisa se alegrar com a esperança, ser paciente na tribulação, na oração, perseverante (Rm 12. 12).
3) Medimos a temperatura da nossa fé quando consideramos o caráter daquele a quem oramos. Se um juiz iníquo atendeu uma mulher que perseverou, considerem então, o caráter de Deus. Um homem que não temia a Deus nem prestava nenhum tipo de continência a homem algum atendeu uma viúva insistente. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc 18. 7). Para quem tem uma necessidade emergente qualquer tempo parece demorado. No entanto, para medir a temperatura da nossa fé, precisamos considerar o caráter daquele a quem oramos e não o tempo. Precisamos considerar a fidelidade de Deus, sua bondade, sua compaixão e imutabilidade. Quase sempre parece demorado, mas Deus sairá ao nosso encontro no tempo certo e oportuno. Ele faz justiça aos seus eleitos. Nenhuma das suas promessas cairá no esquecimento. “Contudo, quando vir o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18. 8). Vejam que Cristo conecta a prática da oração com a fé. A. W. Pink afirma que “o crente professo que não ora está destituído de vida espiritual”. Como está sua vida de oração? Você ora sempre? Você é uma pessoa perseverante ou desiste logo? Você tem fôlego para ir até o fim ou já se encontra no acostamento? Quer saber como está a “saúde” da sua fé, então examine a sua vida de oração. Se você está orando sempre. Se você está perseverando em oração e está considerando o caráter daquele a quem você ora, então fique certo de que a sua fé está com uma ótima temperatura, porém não relaxe por causa desta constatação. Deus tem muito mais para nós. Continuemos a buscá-lo. Que o Senhor nos abençoe! Amém!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

QUE ABSURDO!

QUE ABSURDO!
Você faz parte desta peça. Venha comigo e participe do desenrolar de uma das mais fascinantes histórias narrativas da redenção (Lc 1. 5-23). Vamos começar? Você já sabe da última novidade? “Qual?” Ué! Zacarias e Isabel vão ter um filho. “Quem são eles?” É um casal de idoso que mora perto de minha casa, lá na chapada de Judá, cuja mulher é estéril. “Que absurdo! Um homem velho, com uma mulher avançada em idade, e, além disso, estéril, vão ter um filho? Conta outra! E mais, você está me contando que isso não é fruto da engenhosidade da ciência, mas um milagre”. Sim. “Milagre! Pare com essas crendices! Já vem você com esse negócio de sobrenatural, de promessa, de fé e intervenção divina”. Rapaz (moça) é verdade. O casal mora na região montanhosa da cidade de Judá. E tem mais, eles são muito crentes. Aliás, o homem é um sacerdote chamado Zacarias conhecido de todo povo e sua mulher chama-se Isabel, sua família também é bastante conhecida.
Olhe, o senhor Zacarias e dona Isabel levam a sério esse negócio de Palavra de Deus. Eles são justos diante de Deus. Ninguém tem do que os acusar, pois ambos vivem irrepreensivelmente em todos os seus procedimentos à vista do povo e guardam os mandamentos do Senhor (Lc 1. 6). “Cara, agora quero saber mais sobre esta história. Como aconteceu isso? Fale mais sobre essa história para mim. Fiquei curioso”. Pois bem. Vou te contar. Farei uma síntese para você desta maravilhosa história. É o seguinte: Zacarias teve que entrar no santuário do Senhor para realizar suas funções sacerdotais, e, então lhe apareceu o anjo do Senhor. Quando Zacarias viu o anjo ficou apavorado e cheio de temor. A primeira coisa que o anjo falou foi: “Zacarias, não temas, a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João” (Lc 1. 13). E o anjo falou mais: “Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte, será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado (Lc 1. 14-17). Nesta ocasião, o casal já era avançado em dias e Isabel era estéril (Lc 1. 7, 18), mas mesmo assim, o anjo disse que eles teriam um filho e orientou até sobre o nome que deveria ser colocado no menino: João. Contudo, além de outras coisas, isto aconteceu porque Zacarias orava ao Senhor pedindo um filho.
Sei que você está um tanto confuso. Deixe-me lhe falar uma coisa: não o recrimino por causa da sua falta de fé, pois até Zacarias duvidou quando recebeu a notícia por parte do anjo Gabriel. Eu sei que milagre extrapola a razão. Ainda mais, um desta natureza. Mais é isso mesmo! É preciso dizer que as promessas não descartam os questionamentos. Nem sempre sabemos como. Nem sempre sabemos a forma. No entanto, o que precisamos saber é que a Palavra de Deus não cairá por terra nem no esquecimento. E o que precisamos fazer é orar sempre. Orar sem cessar. Orar com perseverança. Orar até que o Senhor se compadeça de nós. Leia as palavras do próprio Zacarias e você verá que ele também tinha dúvida: “Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto?Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias. (Lc 1. 18). Na verdade Zacarias não acreditou nas palavras do anjo Gabriel (Lc. 1. 20). O sacerdote Zacarias fez uma pergunta. Ele queria saber como. Há muitas coisas que queremos saber como isto sucederá. Sabe de uma coisa: nunca saberemos como, mas acontecerá sem dúvida, porque o Senhor disse. Sabe o que te incomoda? É o como. Mas o que precisa saber é que Deus falou. Em alguns casos nem os anjos sabem como, mas uma coisa eles sabem, eles sabem que o Senhor falou. Agora leia as palavras do anjo: “Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas novas” (Lc 1. 19). O anjo não sabe como, mas sabe quem o enviou, porque o enviou e para o que o enviou. Enquanto Zacarias queria sabe como, o anjo respondeu que não sabia como. A única coisa que sabia é que foi enviando como portador e transmissor de boas novas. É como se o anjo dissesse: “Sei lá! O que sei é que Deus me enviou para lhe comunicar uma excelente notícia”. Uma notícia estupenda. Uma boa nova em resposta a oração. “Zacarias, [...] a tua oração foi ouvida” (Lc 1. 13). Não compete a nós saber como ou de que forma, mas sim confiar e esperar no Deus das promessas, fiel e imutável. Quero concluir esta curta prosa com você dizendo: “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1. 37). “Rapaz, te confesso que essa história me tocou”. Sei disso, porque também fui tocado por ela. Olhe, Deus pode fazer coisas grandes e tremendas. Creia em sua Palavra. Abra o seu coração. Peça a Deus para lhe falar por meio da Sagrada Escritura. Deus te abençoe! Depois ou outro dia conversaremos novamente. “Vou aguardar”. Claro. Fique com Deus.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CREDO DA ORAÇÃO


CREDO DA ORAÇÃO

Algumas pessoas oram muito, outras oram pouco e ainda existem pessoas que não oram nada. Mas, esta não é a questão no momento. O que queremos destacar nesse breve texto é uma síntese do credo da oração da cristandade. Mas, ele pode ser ampliado, pois não foi dogmatizado nem se encontra aprisionado numa caixinha teológica ou numa redoma institucionalizada, contudo, uma coisa é certa cremos de fato nestes elementos de fé que enumeraremos a seguir: Cremos no único Deus vivo e verdadeiro, Criador dos céus e da terra e tudo que há, mantenedor de toda a sua criação, provedor, bondoso, misericordioso, compassivo, benigno e galardoador de todo aquele que o busca. Cremos que conquanto a sua mui grandeza, Ele, no entanto ouve e responde toda oração que se fizer em o nome do seu Filho, Jesus cristo, de acordo é óbvio, com a sua soberana e sábia vontade. Cremos que além de orar a Deus o Pai, em o nome do Deus o Filho, somos assistidos pelo Deus Espírito Santo, porque não sabemos orar como convém. Cremos que a oração deve ser dirigida a Deus o Pai, em o nome de Jesus Cristo, o Deus o Filho, o único mediador entre Deus e os homens. Cremos que é preciso orar com fé e de modo perseverante, sem esmorecer. Cremos de todo nosso coração que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos conforme o seu poder que opera em nós. Cremos que as mãos do SENHOR não estão encolhidas ou amarradas para que não possa abençoar, nem surdo ou fechados os seus ouvidos para que não possa ouvir. Mas cremos de igual forma, que Deus estabelece condições para responder a oração do seu povo, portanto é preciso orar, buscar, se humilhar perante a face de Deus e se converter dos nossos maus caminhos. Cremos que Deus age graciosamente em favor do seu povo em todos os aspectos, mas cremos que ele o faz por meio da oração, não que esteja condicionado a isso, mas o escolheu fazer por meio da instrumentalidade da mesma. Cremos que o SENHOR opera miraculosamente por meio das leis naturais, mas cremos também que Ele atua sobre elas. Cremos no Deus transcendente e imanente, o Todo-poderoso, e, por isso oramos. Cremos no Deus de longe, mas também de perto. Portanto, se você comunga desta mesma convicção, então não deixe de orar. Ore sempre ao Deus dos céus. Ore com perseverança ao Deus Criador, mas o faça em o nome de Cristo. Faça como a mulher cananéia que não desistiu até contemplar o triunfo da fé (Mt 15. 21-28). Contudo é preciso dizer que a vitória só virá se os teus olhos estiverem fitos na pessoa certa, ou seja, em Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus. Se ele for o objeto da tua fé, então você está no caminho certo. Sendo assim, ore sempre sem esmorecer, pois embora pareça demorado, Deus fará justiça aos seus escolhidos que a Ele clamam dia e noite (Lc 18. 1-8). Que Deus nos ajude a orar como convém! Que Deus faça de nós homens e mulheres de oração! Que Deus responda as nossas súplicas! Que o Eterno Deus levante geração para buscá-lo! Que experimentemos os maravilhosos feitos de Deus em resposta as nossas petições. Senhor Deus volte o teu rosto para nós! Deus encha-nos com o teu Santo Espírito! Deus, nós imploramos o teu favor em o nome de Jesus, teu Filho amado, nosso Senhor e Salvador. Amém!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ESPERANÇA, A ÂNCORA DA ALMA DO CRISTÃO

Esperança, A Âncora da Alma do Cristão
A esperança é um dos assuntos mais empolgantes das Escrituras. Ela é um dos temas mais abundantes e consoladores das Sagradas Escrituras. Aliás, "tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança" (Rm 15. 4). A Bíblia ensina que felizes são aqueles "cuja esperança está no Senhor, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade" (Sl 146. 6). Contudo, há muitas pessoas infelizes e desesperançosas no mundo, cujas esperanças foram arrancadas pelo guindaste da decepção e frustração. Outras tiveram as esperanças soterradas pelas avalanches das tribulações. Existem aquelas que as esperanças foram amputadas de forma drástica pela guilhotina das crises repentinas da vida. Porém, todas elas, sem distinção, não tinham uma base sólida. No entanto, existe um povo, a igreja de Cristo que tem uma viva esperança. Somos o povo da expectativa, que crê na possibilidade do sobrenatural a qualquer momento, e, que vive na perspectiva do reino de glória. A esperança é a riqueza daqueles que nada têm, mas que possuem tudo. Ela é comparada a uma âncora de um navio. O escritor aos Hebreus destaca que o cristão tem uma esperança cujo fundamento é a promessa e o juramento do próprio Deus. Vejamos à luz de Hebreus (Hb 6. 18, 19) duas marcas da esperança do cristão:
1. A esperança do cristão é segura - Observem o que diz a Escritura: "...a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por ancora da alma, segura ..." (Hb 6. 18, 19). Essa é a única vez que a palavra âncora é usada como metáfora da esperança. A função da âncora é promover estabilidade à embarcação. Não importa as circunstâncias, a âncora deve permanecer fixa no fundo do mar. Contudo, precisamos notar algumas distinções existentes entre a âncora de um navio e a âncora da alma: enquanto a âncora se estende para as profundezas abissais do oceano, a esperança como âncora da alma se estende para a eternidade. Ela se assemelha à âncora que é lançada ao fundo do oceano, mas que possui um enorme e resistente cabo que está conectado na eternidade. Ela não é lançada para baixo, mas para o alto. Seu foco não é o fundo do mar, mas o céu de glória, onde habita o Senhor Jesus Cristo. A esperança do cristão não é um assentimento intelectual, mas uma confiança sólida, segura e inabalável. Ela é segura, pois possui um fundamento sólido.
2. A esperança do cristão é firme - Além da esperança do cristão ser segura, ela também é firme. Vejam o que afirma a Escritura "...a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por ancora da alma, segura e firme ..." (Hb 6. 18, 19). A esperança do cristão é segura e firme, porque está amarrada nas fiéis promessas do Deus imutável e penetra além do véu. Ela oferece ao crente apoio seguro. Nossa esperança está apoiada sobre a promessa, juramento e na pessoa de Deus, mas ela também aguarda a coisa esperada. A âncora é lançada no fundo do mar onde o solo é firme, no entanto, nossa esperança sobe para o céu, onde o reino é eterno. A nossa esperança é segura e firme, porque o seu arrimo é o Deus Vivo. Ela não é colocada na criatura, mas no Criador. Deus deu aos herdeiros da promessa duas coisas imutáveis: promessa e juramento, para que os filhos de Abraão tivessem uma esperança firme e segura . O Senhor jurou pelo seu próprio nome. Por isso, o cristão deve exultar e ser pleno na certeza da esperança. Visto que na esperança fomos salvos. Sendo assim, aguardamos o que não vemos com paciência, segurança e firmeza. O Deus da igreja é o Deus da esperança. A esperança não pode ser roubada. Ela é a herança do crente. Portanto, lancemos mão da esperança proposta; "a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Hb 6. 19, 20). A âncora segura e firme da alma do cristão é a esperança. Confie no Deus da promessa e do juramento. Ele é fiel e imutável. Deus empenhorou o seu próprio nome e é impossível que ele minta. Se você crer em Deus e na pessoa do seu único Filho, Jesus Cristo, então, a sua âncora se estende para além do véu, onde o sumo sacerdote eterno entrou. Que Deus nos ajude a lançar mão da esperança proposta, a qual temos por âncora da alma segura e firme. Amém!
Rev. Fábio Henrique de Jesus Caetano

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A TEOLOGIA DA PASSIVIDADE

A TEOLOGIA DA PASSIVIDADE
A articulista da Revista Veja, Lya Luft, na edição número 42, de 21 de outubro de 2009, no artigo intitulado: “A gente decide”, escreveu uma frase que retrata muito bem a teologia da passividade. Lya afirma que: “Indagados, os mais desassistidos dirão que Deus é quem sabe, Deus decide, a quem ama Deus faz sofrer [...]”. Obviamente Luft está fazendo uma critica dura, mas verdadeira e realista aos espectadores da história.No mundo existem dois tipos de indivíduos, os que atuam ativamente e os mórbidos e ociosos, que são passivos no desenrolar da história da humanidade. O segundo tipo são aqueles que assistem tudo de camarim, sem interferir, os quais lançam toda a responsabilidade nos “ombros” de Deus, e que ainda não compreenderam o seu papel enquanto agentes das transformações sociais. A verdade de que Deus sabe, decide, ama e disciplina é um fato escriturístico, mas em nome disso, cruzar os braços é deturpar a verdade em sua própria essência; é uma falácia perniciosa. O homem não é um robô, uma máquina ou uma marionete, mas, um ser moral, inteligente e responsável.A teologia da passividade não é sinônima de espiritualidade ou maturidade, nem evidência de confiança em Deus. Ela é uma caricatura da síndrome de Gabriela: “eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim”. Ou, na melodia do poeta sambista, Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Esse modo de encarar a vida, ou vivê-la ou vê-la tem levado muitas pessoas a viverem acomodadas. Tais pessoas aceitam tudo de forma passiva. Elas não questionam, não lutam nem tocam a trombeta para denunciar a injustiça. Elas aceitam a decretação da derrota numa boa. Seu comportamento foi condicionado pela sociedade capitalista, a qual é regida por uma classe de homens poderosos e gananciosos que dominam tudo e todos. A teologia da passividade é velha. Sua base pré-suposicional é encontrada no pensamento filosófico estóico. Os filósofos estóicos criam que o ser humano deve aceitar tudo de mãos atadas e sem se mexer. Eles eram fatalistas. Além disso, a teologia da passividade também tem seu ranço na filosofia epicurista. Para os epicureus tudo faz parte da casualidade. Notem, portanto, que a teologia da passividade é pagã. Ela não encontra fundamento na teologia bíblica. Sua origem está no paganismo grego. Ela não é teoreferente. Sua referencia são os pressupostos da casualidade e fatalidade. Mas, ela também foi ensinada por alguns indivíduos na Igreja Católica Romana. Na história da igreja, ela foi denominada de quietude. Em nome da obra da providência, vários cristãos cruzaram os braços e ficaram “assistindo o bonde” passar.Entretanto, a teologia que tem como fundamento a Escritura Sagrada, não encoraja esse tipo de atitude. Os súditos do reino são agentes efetivos e ativos. Só para se ter uma idéia, a história da igreja registra que: aqueles que criam no Deus soberano e providente, foram os que mais fizeram e produziram em favor a humanidade. A fé cristã não anula a diligência. Aliás, uma das marcas da fé verdadeira é a diligência. Ela jamais se rende, desiste ou recua. A fé verdadeira possui ideal. Sendo assim, ela luta até ver o triunfo. Portanto, todo ser humano, enquanto individuo social, possui responsabilidade social, em especial os cristãos que conhecem o verdadeiro e legítimo propósito da vida. Não atribua sua condição miserável e caótica a Deus. É fácil tirar a sua responsabilidade e lançá-lo sobre outrem. A Palavra de Deus admoesta que: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19. 2).Não diga que tudo é porque Deus quis assim, mas diga que é assim, porque você não faz o que tem que ser feito, nem sabe como tem que ser feito. Admita que você não sabe como começar nem ao menos sabe por onde começar. Admita! Mas, não fique parado. Lute pelos seus ideais. Ore a Deus e trabalhe. Orar e trabalhar são insígnias dos cristãos. Portanto, vá a luta. Não cruze os braços. Sai do comodismo. Acorde dessa letargia espiritual. Seja um agente ativo e não passivo. Assuma a sua função de sujeito na sociedade na qual você está inserido. Você foi criado por Deus para ser instrumento de transformação na história do seu povo.

sábado, 3 de outubro de 2009

PREGADOR? E OS SEUS EQUÍVOCOS QUANTO A ELEIÇÃO?

PREGADOR? E OS SEUS EQUÍVOCOS QUANTO A ELEIÇÃO?
No dia 28/09/2009, por volta das 16:30h, passeando pelos canais de televisão ouvi uma leitura belíssima de uma porção das Escrituras, cujo tema era: “O que a graça de Deus produz”. O texto lido se encontra na Carta de Paulo a Tito. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 3. 11-13). Contudo, ao invés de ouvir a exposição do texto sagrado, ouvi ensinamento de homens. Mais uma vez, às ambigüidades foram despejadas sobre os incautos acerca da doutrina da eleição.O pregador está semanalmente na mídia. Ele é sem sombra de dúvidas um líder conhecido e apreciado por muitos no território nacional. Ele tem efetuado muitas conquistas no seio das igrejas evangélicas brasileiras. Ele tem feito um trabalho muito bom na esfera da apologética, especialmente no que tange ao aborto, homossexualismo e teoria da evolução. O seu método tem cativado muitas pessoas, pois é um homem dinâmico. Suas técnicas são variadas. Ele mescla em seus discursos textos bíblicos e conceitos da psicologia. Sua preleção se parece com terapias de auto-ajuda. Seu linguajar é profundamente humorístico e moralista. Particularmente o considero um líder corajoso. Não tenho nada contra a sua pessoa, mas quando o assunto é sotereologia, ou seja, doutrina da salvação, os seus equívocos ficam patentes aos olhos daqueles sabem discernir a verdade da mentira e ferem os ouvidos daqueles já ouviram as doutrinas da maravilhosa graça de Deus. Dentre os equívocos cometidos pelo pregador da mídia está a doutrina da eleição.Antes de pontuar a insensatez do pregador, gostaria de afirmar que a doutrina da eleição é uma doutrina bíblica. Ela está ancorada no Antigo e Novo Testamento. Muitos cristãos têm sido consolados por meio da exposição da mesma, entretanto, muitos outros têm sido perturbados ao ouvir o seu ensino por intermédio de pregadores cuja teologia é espúria e humanista. Há muitos equívocos quanto à doutrina da eleição, quero destacar nesse pequeno texto apenas um, a saber:A falta de compreensão da soberania de Deus. Existem pregadores que estão na mídia que não entendem a doutrina da soberania divina. Mas existe um especial que é a caricatura dos demais. Ele afirmou “que Deus é soberano para escolher indivíduos para função, mas negam que Deus é soberano para eleger indivíduos para salvação”. O tagarela da mídia, Deus não é soberano em apenas uma faceta do seu governo, ele é soberano em sua essência e em todos os aspectos. A Bíblia afirma que salvação pertence ao Senhor (Jn 2.9), portanto ele a dá a quem quer. Deus escolheu sim indivíduos para salvação e rejeitou outros. “O SENHOR fez todas as cousas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade” (Pv 16. 4). “Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para hora e outro, para desonra?” (Rm 9. 21). “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. Que diremos pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9. 13-16).Deus escolheu sim indivíduos para determinadas funções, mas também escolheu indivíduos para a salvação em Cristo. A Escritura afirma com veemência e clareza que existem pessoas que não crêem porque não fazem parte das ovelhas de Cristo (Jo 10. 25, 26), em contrapartida as que são suas ovelhas ouvem sua voz, Cristo as conhecem e elas o seguem (Jo 10. 27) e somente a elas Cristo dá a vida eterna (Jo 10. 28). “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”, disse Jesus (Jo 6. 37). Notem que os pronomes: “Aquele” e “esse” se referem a indivíduos, mas não a qualquer indivíduo. O indivíduo aqui é aquele que Deus o Pai deu a Deus, o Filho de presente. De tal forma que somente esse virá ao Salvador, pois “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer ...” (Jo 6. 44). Muitos ouvem o evangelho, mas somente crêem aqueles que foram destinados para a vida eterna (At 13. 48). Os mensageiros falam para muitos, mas Deus só abre o coração dos eleitos (At 16. 13-14). O tal pregador disse ainda que: “Os escolhidos estão no plural. O plural indica que a igreja é que foi escolhida. Portanto, Deus não escolheu indivíduos”. Para subsidiar o seu argumento, ele citou o seguinte texto: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele ...” (Ef 1. 3-5). Como se a igreja não fosse composta de indivíduos. Que tolice! A igreja é formada de indivíduos os quais foram eleitos antes da fundação do mundo e alcançados na história.Para finalizar gostaria de citar o texto que ele usou para falar que não existe eleição de indivíduo. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2. 11). Ele utilizou o pronome indefinido plural para negar a eleição soteriológica: “todos”. Com isso, ele não considerou as normas elementares da hermenêutica para interpretar o texto dentro do seu contexto, se é que ele tem conhecimento disso. Paulo havia dado instruções ao jovem pastor Tito acerca do trato com os membros da igreja de Creta. Para cada homem idoso e mulher idosa, moça e rapaz, o pastor e servo existe uma forma de tratamento (Tt 2. 1-10). Depois de dizer isso o apóstolo introduz uma conjunção explicativa: “porquanto”. Paulo não está ensinando nenhum tipo de universalismo, mas sobre a manifestação da graça salvadora sobre todas as classes de pessoas. A graça salvadora só se manifesta sobre aqueles a quem Deus escolheu antes da fundação do mundo. Ela só redime aquele por quem Cristo morreu. Cristo não veio ao mundo para morrer por todos, mas pelos eleitos (Mc 10. 45). O sangue de Cristo foi derramado em favor de muitos, e não de todos (Mt 26. 28). A obra de Cristo justifica muitos e não todos (Is 53. 11). Portanto, Deus escolheu indivíduos sim para a salvação em Cristo.Sendo assim, conclamo todo o povo de Deus para que prove os espíritos, porque existem muitos hereges e falsos mestres ensinando doutrinas de homens. Eles têm linguagem cristã, entretanto, substituem a verdade pela mentira. Fique apercebido! Batalhe pela fé que foi entre aos santos. Cuidado com aqueles que deturpam as Escrituras. Ouçamo-lo a voz do Espírito Santo: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8. 30). Amém!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ORAÇÃO, O GRANDE DESAFIO DA VIDA

ORAÇÃO, O GRANDE DESAFIO DA VIDA
Jesus foi o mestre por excelência na arte de ensinar. Ele ensinou como orar, porque e a quem orar. Seu ensino foi realizado por palavras e exemplo. Jesus ensinou a orar por preceito e por contraste. Ele usou os recursos mais atuais em sua pedagogia. Seu método era atual, simples, objetivo, claro e revolucionário, pois causava grande impacto e aprendizado em seus ouvintes. Na parábola conhecida como “a parábola do juiz iníquo”(Lc 18. 1-8), Jesus usou uma analogia negativa para ensinar os seus discípulos acerca da necessidade de orar. A parábola utilizada por ele foi a do contraste. Ela era negativa, pois coloca o caráter de um juiz iníquo em contraste com o caráter do Deus justo e santo. Jesus usou a figura de um juiz perverso e sem escrúpulo, o qual resolveu julgar a causa de uma viúva, depois de muita persistência por parte dela, para, então ensinar o seu povo sobre a necessidade de se perseverar na oração, levando em conta a pessoa de Deus e o seu caráter amável. Na referida parábola de Lucas 18.7,8, Cristo ensina sobre a oração. Para se ter uma vida de oração abundante é preciso superar alguns obstáculos. Destacaremos três preciosas lições acerca da oração, à luz do referido texto:
1) Devemos orar mesmo quando somos assolados pela injustiça (v. 7a) – “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite...”. O evangelista Lucas, antes de descrever as lições ensinadas por Cristo nesta parábola, faz uma introdução. Ele salienta que Jesus contou essa parábola para destacar sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer (Lc 18. 1). O ensino central desta parábola é sobre a necessidade de perseverar na oração. Devemos perseverar mesmo quando somos injustiçados. Devemos orar sim, porque no tempo oportuno, Deus fará justiça aos seus escolhidos. Cristo contou esta parábola porque sabia que muitas coisas querem minar nossa vida de oração. A viúva estava sendo injustiçada. Ela não tinha ninguém a quem recorrer, a única pessoa que poderia ajudá-la não queria julgar a sua causa. Mas, depois de perseverar heroicamente, ela foi atendida pelo juiz iníquo. Muito mais nós, escolhidos de Deus, seremos atendidos por nosso Pai ao enfrentarmos as rajadas de assoladoras injustiças!
2) Devemos orar mesmo quando Deus parece indiferente ao nosso clamor (v. 7b) – “... embora pareça demorado em defendê-los?”. Se um juiz iníquo, que não temia a Deus nem respeitava homem algum, acudiu uma viúva desamparada, muito mais fará o Deus misericordioso e bondoso. Devido à nossa limitação, orar quase sempre nos parece um exercício penoso. Algumas vezes nos esbarramos com o silêncio de Deus. Outras vezes parece que Deus está indiferente ao nosso clamor. O que fazer nessas horas? Recuar? Não, de modo nenhum! Embora pareça demorado, entretanto, Deus fará justiça aos eleitos que clamam a ele dia e noite. Por isso, não desista. Ore um pouco mais. Faça como a mulher cananéia (Mt 15. 21-28). A Bíblia afirma que ela não desistiu, mesmo em face do silêncio de Jesus. Ela se humilhou, adorou, perseverou e clamou até receber a bênção.
3) Devemos orar mesmo quando outros à nossa volta já desistiram de crer (V. 8) – “... contudo, quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?”. Na parábola, Cristo ensina que existe uma estreita conexão entre a oração e a fé. O Senhor Jesus conclui a parábola com uma afirmação e uma pergunta. A afirmação é a resposta à pergunta anterior. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc 18. 7). “Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça” (Lc 18. 8a). Após a resposta afirmativa, ele então, introduz uma pergunta: “Contudo, quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18. 8b). Muitas pessoas sucumbirão e estarão se apostatando da fé. O diagnóstico desta triste realidade pode ser feito ou averiguado por meio da ausência da oração. Uma pessoa que não ora está com a fé trôpega. Mas, mesmo quando existem indícios dessa fraqueza espiritual à nossa volta, precisamos continuar orando com insistência. Devemos perseverar na oração mesmo quando muitos já estão frios, mesmo quando muitos já abandonaram a fé ou já desistiram de crer.
A oração é um dos maiores desafios à vida cristã. Devemos orar mesmo quando somos assolados pela injustiça; mesmo quando o silêncio de Deus é a única voz que ouvimos; mesmo quando à nossa volta alguns já abandonaram a trincheira da confiança em Deus. Não deixe de orar. Não desista de orar. Caminhe mais uma milha de joelhos. Deus lhe fará justiça. Ele sairá ao seu encontro. Ele ouvirá e responderá a sua oração.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A SUPERIORIDADE DA ESCRITURA

A SUPERIORIDADE DA ESCRITURA
A Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é a revelação proposicional, verbal e plena. As Escrituras são superiores a revelação natural e ao testemunho da consciência pela seguinte razão: nas Escrituras Deus revelou tudo quanto os homens precisam saber acerca da salvação.
A primeira seção da Confissão de Fé de Westminster registra essa verdade da seguinte forma: “Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência manifestam de tal modo a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, todavia não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e de sua vontade, necessário à salvação [...]”.[1] Vejamos a seguir cada um desses tópicos no que tange a superioridade da Escritura.
1) Ela é superior a revelação natural.
A revelação natural revela a grandeza de Deus, seu poder e glória, mas não transmite aos homens aquele conhecimento concernente à sua vontade e a salvação. Essa revelação coloca todos os homens numa situação de risco, pois eles ficam inescusáveis diante do Todo-poderoso.
Notem o testemunho da Escritura a esse respeito no Salmo 19:
“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo” (Sl 19. 1-4).
O salmo citado é um testemunho poderoso da revelação natural a respeito de Deus. Quando um homem olha para os céus, imediatamente ele está ouvindo uma mensagem em alto e bom som sobre a glória de Deus. A revelação natural é uma mensagem ouvida em toda a terra. Mas, mesmo diante do seu alcance universal, ela é insuficiente. Na Carta de Paulo aos Romanos, essa revelação segue essa mesma direção ao afirmar que:
“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidas por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm 1. 19, 20).
Lucas, no Livro dos Atos dos Apóstolos corrobora e fortalece ainda mais essa verdade ao destacar que a obra da providência também se enquadra na esfera da revelação natural. Observe o que diz o texto: “Contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria” (At 14. 17). Dr. Martyn Lloyd-Jones afirma que, “Todas essas afirmações nos lembram que Deus, antes de tudo, deixou suas marcas, suas impressões, na natureza e na criação; [...]. Tudo quanto foi criado é em si mesmo uma revelação de Deus”.[2]
Que Deus se revelou por meio da criação e da obra da providência é uma verdade factual. Os textos citados ensinam sobre a revelação natural de Deus na história, bem como por intermédio da obra da providência, mas ela não descortina para os homens sobre aquele conhecimento necessário a salvação em Cristo. Vejamos agora, o segundo ponto que também é inferior a revelação escriturística, mas que também consiste num instrumento da revelação divina.
2) Ela é superior ao testemunho da consciência.
A teologia reformada entende que além de Deus se revelar por meio da criação, ele também se revela por meio da consciência humana. O senso da divindade foi esculpido na alma de cada homem,[3] afirma o reformador João Calvino. Existe dentro do homem, ou se você prefere, na sua consciência, uma lei gravada. As Escrituras afirmam que,
“Quanto, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (Rm 2. 14, 15).
No capítulo anterior, versículo trinta e dois, temos uma boa ilustração do que foi dito acerca dessa verdade: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais cousas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Rm 1. 32). Como eles sabem que são passíveis de punição? Obviamente por causa do testemunho da consciência.
O Deus que criou o homem à sua imagem e semelhança é um ser moral, e um dos aspectos da imagem e semelhança de Deus nos homens é o elemento moral, o qual está gravado em cada indivíduo de modo pessoal e particular. A Bíblia chama de lei moral esse elemento. A lei é uma testemunha divina no espírito dos seres humanos. Conforme afirma Anglada, a lei é um padrão moral impregnado na consciência humana.[4] Lloyd-Jones afirma que em toda a raça humana existe a consciência da presença de Deus.[5]
Até aqui vimos o testemunho escriturístico sobre a inferioridade da revelação natural e do testemunho da consciência, em relação à revelação da Escritura ou como é conhecida na teologia, a revelação especial. Agora vejamos um exemplo nas Escrituras que solidifica esse ponto.
O caso que quero examinar com você se encontra no Livro de Atos, no capítulo 10. Trata-se de Cornélio, o centurião da corte chamada Italiana. Esse homem era um religioso excepcional. Ele temia a Deus, era piedoso, fazia caridade e de contínuo, orava a Deus. A Bíblia diz que Cornélio teve um encontro com o sobrenatural, pois viu um anjo do Senhor durante uma visão (At 10. 2, 3). Cornélio tinha todas essas prerrogativas religiosas, mas não era salvo.
O contexto posterior do texto supracitado nos ensina que no dia seguinte, isto é, um dia depois de Cornélio ter tido uma visão de um anjo, Pedro teve uma visão do céu aberto e de uma coisa como um lençol grande que baixou até a terra. Diz o texto que havia uma variedade imensa de animais dentro do “grande lençol”. Nesse ínterim, o apóstolo ouviu uma voz que dizia: “Levanta-te, Pedro! Mata e come” (At 10.13). Mas, Pedro retrucou e disse “[...] jamais comi cousa alguma comum e imunda” (At 10. 14). Mas, a voz lhe disse a mesma coisa pela segunda vez, todavia com um acréscimo: “Ao que Deus purificou não consideres comum” (At 10. 15). Isso aconteceu por três vezes consecutivas.
Pedro relutou por um bom tempo, mas foi vencido por Deus. Mais adiante ele explica como isso se deu: “Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que nenhum homem considerasse comum ou imundo; por isso uma vez chamado vim sem vacilar [...]” (At 10. 28, 29), pois “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas”, disse Pedro (At 10. 34).
A Bíblia afirma que, enquanto Pedro estava perplexo, tentando decifrar o enigma, eis que os mensageiros de Cornélio chegaram à sua procura, bem como de sua casa. “Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei” (At 10. 19, 20). E mais diz o texto:
“E descendo Pedro para junto dos homens, disse: Aqui me tendes; sou eu a quem buscais? A que viestes? Então, disseram: O centurião Cornélio, homem reto temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica foi instruído por um santo anjo para chamar-te a sua casa e ouvir as tuas palavras” (At 10. 21, 22).
Quando Pedro chegou a Cesáreia, na casa de Cornélio, onde estava um grupo de pessoas aguardando a chegada do apóstolo para ouvirem a mensagem, ele não perdeu tempo, fez uma belíssima exposição do evangelho. No seu sermão havia uma conexão entre os fatos ocorridos em Jerusalém referentes à crucificação, morte e ressurreição de Cristo e as Escrituras proféticas (At 10. 36-43). Antes de continuar, leia esses versículos citados. O que esse caso nos ensina? Ensina-nos que a revelação especial é infinitamente superior à revelação natural, ao testemunho da consciência e aos fenômenos sobrenaturais. Isso fica claro à luz do contexto geral das Escrituras, mas em especial nesse contexto.
Mais tarde, Pedro teve que prestar um relatório minucioso aos demais apóstolos em Jerusalém, e, então descobrimos o porquê da superioridade das Escrituras. Elas revelam tudo que precisamos saber concernentes a salvação. Veja o que diz o texto: “o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa” (At 11. 14). Isso fica ainda mais evidente nas palavras do Senhor Jesus Cristo, em sua oração sacerdotal: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17. 20). É por meio da pregação da Palavra que os homens chegam ao conhecimento salvífico. Portanto, as Escrituras são superiores à revelação natural, a qual se dá por meio da criação e da obra da providência, e também superior ao testemunho da consciência.

[1] Confissão de Fé de Westminster. São Paulo: Cultura Cristã, 1994. p. 3.
[2] LLOYD-JONES, Martyn; Grandes Doutrinas Bíblicas: Deus o Pai, Deus o Filho. São Paulo: PES, 1996. p. 26.
[3] CALVINO, Juan; Institución de la Religión Cristiana, Tomo –I. Barcelona – Espana: FELiRE, 1999. p. 9.
[4] ANGLADA, Paulo; Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua-PA: Knox Publicações, 2006. p. 127.
[5] LLOYD-JONES, Martyn; Grandes Doutrinas Bíblicas: Deus o Pai, Deus o Filho. São Paulo: PES, 1996. p. 22.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CRISTIANISMO E COSMOVISÃO


Olá a todos!
O nosso próximo Jovens em Ação já está marcado. Será no dia 25 de julho. O tema, Cosmovisão Cristã será apresentado pelo Pr. Gustavo Quintela, da Primeira Igreja Presberiana de Belo Horizonte-MG. Abaixo, uma introdução ao assunto, escrita pelo próprio Pr. Gustavo. Esperamos você lá!


CRISTIANISMO E COSMOVISÃO

Rev. Gustavo Henrique Quintela Franca

A obra do grande teólogo holandês Abraham Kuyper é o marco inaugural do estudo do cristianismo como uma cosmovisão. O termo cosmovisão é um conceito filosófico que surge no século XIX através dos trabalhos de Dilthey (1833-1911), Scheler, Spranger e Jaspers. Não obstante, sendo o estudo da cosmovisão de certo modo recente, tanto no pensamento filosófico quanto na teologia, mostrou-se frutífero e deveras importante para uma compreensão ampliada sobre o homem e sua organização social. Contudo, para vermos todos os efeitos benéficos do estudo da cosmovisão é mister buscar definições claras do conceito, dos elementos e das características desta.
Etimologicamente, o termo cosmovisão é composto por duas palavras: “cosmos” que significa “mundo” e a palavra visão. Destarte, podemos dizer de forma simplória que uma cosmovisão é nada mais que uma visão de mundo de uma pessoa determinada ou de um grupo social. Porém, a palavra grega kosmós possuí um campo semântico mais amplo que altera o significado do termo cosmovisão. A palavra cosmos não designa o mundo apenas como uma realidade material e sensível. Mas indica a ordem e a constituição da realidade que fundamenta e governa todas as coisas existentes. Estes fundamentos da realidade foram chamados pelos escritores trágicos de deuses e pelos filósofos de Logoi. Sendo assim, pode-se dizer sumariamente que uma cosmovisão é uma visão lógico-racional que ordena a realidade física e espiritual a partir de pressupostos de tal forma que se tenha um sistema coerente de crenças, valores e verdades.
Para melhor compreendermos o conceito faz-se necessário uma exposição dos elementos e das características de uma cosmovisão. Toda cosmovisão é composta dos seguintes elementos básicos: intuição, pressupostos, demonstração e relações demostrativas. Quando falamos de intuição apontamos para o fato de que uma cosmovisão principia por uma experiência imediata com a realidade que dá sentido a um grupo social. Tal experiência após ser sedimentada produz pressupostos que são elementos da crença de um grupo. Estes pressupostos funcionam como os axiomas na geometria, pois através deles é que se constrói o todo da cosmovisão. Em seguida, tem-se as demostrações que são as consequências teóricas e práticas das crenças aplicadas à realidade. Por fim, estabelecem-se as relações lógicas entre os pressupostos e as demonstrações que conferem coerência à cosmovisão e a sistematizam.
Em relação as características de uma cosmovisão podemos citar Dilthey que elenca cinco pontos essenciais da weltanschaung. (1) Uma cosmovisão visa a totalidade do real, (2) pretende compreender o todo por meio de uma visão sistemática fechada, (3) possui tendência logicista e dedutiva, (4) tem seu princípio fundador marcado pela experiência intuitiva (expressiva, personalista) e (5) tem caráter predominantemente moral. Portanto, devemos afirmar que toda civilização é fruto direto de uma cosmovisão. Tendo que todo indivíduo é parte de uma civilização em determinado momento da história é certo afirmar que todo indivíduo, necessariamente, está inserido em uma cosmovisão.
Estabelecidos estes princípios fundamentais para se compreender uma cosmovisão perceber-se-á de modo patente que o cristianismo é uma cosmovisão. Contudo, o elemento histórico nos apresenta o cristianismo não como uma realidade estanque, mas em transformação temporal. Com efeito, podemos localizar historicamente pelo menos quatro grandes cosmovisões que brotam do solo cultural cristão. Tendo em vista o propósito limitado deste texto vamos apenas enumerar estas cosmovisões que surgem a partir do cristianismo apostólico. São as seguintes as cosmovisões cristãs: o cristianismo ortodoxo, o cristianismo católico, o cristianismo reformado e o cristianismo moderno ou pós-cristianismo.
Cada uma dessas cosmovisões são chamadas de cristãs apenas pelo lastro histórico que as origina, entretanto, há em algumas delas deformações e desvios dos pressupostos do cristianismo original. É preciso salientar neste momento que o cristianismo original não deve ser tomado como uma cosmovisão pronta e acabada. Antes, o período apostólico lançou os fundamentos e pressupostos que foram desenvolvidos e sistematizados historicamente. Deste modo, uma visão cristã que busque o restabelecimento do passado por meio de uma volta ao tempo apostólico incorre em erro crasso que favorecerá uma cosmovisão cristã equivocada.
Para fechar o presente artigo é meu desejo ao menos esboçar quais os princípios fundamentais da cosmovisão cristã. Estes princípios podem ser sintetizados nos seguintes termos: Criação-Queda-Redenção. Assim, os pressupostos cristãos se arrimam na crença em um Deus transcendente Todo-poderoso que cria o universo físico como expressão da sua graça e não por necessidade. Este universo, contudo, não se encontra atualmente num estado de normalidade. O mal que permeia a criação é decorrência da Queda dos agentes morais criados por Deus. Todavia, o cristianismo assevera que a Queda não é o estado final da humanidade e do mundo, mas Deus, livremente, decidiu redimir a criação destruindo o mal e restabelecendo a ordem. Esta redenção que é iniciativa do próprio Deus se dá por meio de Cristo, o Deus encarnado. Doravante, conclui-se que o mundo possuí um destino escatológico, um propósito eterno que lhe é dado por Deus.
A partir destas verdades simples e básicas que o cristianismo constrói toda sua visão de mundo. Uma civilização inteira se apóia nestes alicerces conformando sua religião, ciência, artes, economia, política, enfim, toda sua existência. O modo pelo qual dos pressupostos se deriva os sistemas e áreas de atuação, se Deus nos permitir, será o alvo de outro texto.

Breve Bibliografia Recomendada:
COLSON, C & PEARCEY, N. E agora como viveremos. CPAD, 2000.
KUYPER, A . Calvinismo. ECC, 2002.
MORELAND, J. P. & CRAIG, W. L. Filosofia e Cosmovisão Cristã. Vida Nova, 2008.
SANTOS, Mário F. Filosofia e Cosmovisão. Lógos, 1955.
SIRE, J. W. O Universo ao Lado. Editorial Press, 2001.

Soli Deo Gloria

terça-feira, 23 de junho de 2009

JOVEM CRISTÃO: INFLUENCIADOR OU INFLUENCIADO?


JOVEM CRISTÃO: INFLUENCIADOR OU INFLUENCIADO?
JOVEM CRISTÃO: Influenciador ou Influenciado?A história da humanidade é marcada por aqueles que influenciaram à sua geração. Diante deste fato é fundamental destacar que não existe caminho do meio, ou você é um influenciador ou é influenciado, não existe neutralidade. Neste mundo existiram pessoas que fizeram história, outras conheciam a história e ainda outras se tornaram história. No entanto, existem milhares de pessoas que não farão história, nem a conhecerão e nem se tornarão história. Pessoas cuja biografia só constará a data de nascimento e falecimento. Elas não deixarão nenhum legado porque não influenciarão ninguém. Bom, a partir desta compreensão é que vamos abordar no próximo sábado 27/06/2009, às 19:30h, na PRIMEIRA IGREJA PRESBITERIANA DE VITÓRIA, próximo ou ao lado do SAMU ou Hospital São Lucas - Beira Mar, sobre o tema: "JOVEM CRISTÃO: INFLUENCIADOR OU INFLUENCIADO?". Ah! O preletor será o Rev. Fábio Henrique. Esse trabalho é uma iniciativa da UMP (União da Mocidade Presbiteriana) da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória. O objetivo da nossa mocidade é promover uma reflexão Bíblica-Teológica entre a juventude cristã contemporânea sobre temas relevantes e atuais, e a partir disso, mostrar qual a relação dos mesmos com nossa vida. Você é uma pessoa que influencia? Ou você é influenciado? Vc tem exercido a função para a qual Cristo te chamou: "Vós sois o sal a terra [...] Vós sois a luz do mundo". Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mt 5. 13, 14, 16). Com certeza Deus tem uma palavra para o seu coração. "Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre" (Hb 13. 8). O mesmo que usou os apóstolos e profetas continua operando por meio da Palavra e Espírito Santo. O Senhor usa gente. Ele quer te usar. O Senhor quer fazer de vc um instrumento de bênção em sua geração. Coloque-se em sua mãos, e então vc verá o que Deus pode fazer por meio de uma pessoa, um jovem que deseja honrá-lo e servi-lo com integridade de vida. A Escritura diz que: "[...] o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo" (Dn 11. 32). Não perca tempo! Venha participar conosco desta programação nota 10. Convide um amigo, colega ou parente. Além disso, esse tema tem caráter evangelístico. Essa programação é para toda a família. Aguardamos vc. Até sábado às 19:30h na Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória ou na transmissão online do JA (Jovem em Ação) http://www.jaonline.wordpress.com/ (ao vivo), mas com certeza será muito melhor aqui, pois aqui vc pode participar, cantar louvor a nosso Deus e Pai, e tb participar fazendo perguntas. Abs. Em Cristo, nosso comum Salvador e Senhor,Rev. Fábio Henrique (pastor auxiliar da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

EXCLUSÃO SOCIAL

EXCLUSÃO SOCIAL
O Brasil é mundialmente conhecido como o país do futebol e do samba. Estas “virtudes” servem de escudo para cobrir a nudez ou a vergonha dessa pátria. As mazelas não são reveladas, mas camufladas pelo orgulho esportivo e artístico. Entretanto, não dá mais para esconder a exclusão social existente em nosso solo. Ela impera em todo território nacional, está estampada por toda parte, de Norte a Sul, de Leste a Oeste.
A exclusão Social é um fato noticiado pelos telejornais, reprovada pelos direitos humanos, repudiada pela sociedade, e, sobretudo, condenada por Deus. Ela é como um “aborto”, pois tira toda e qualquer possibilidade de projeção do cidadão brasileiro. Suas conseqüências são drásticas, danosas e prejudiciais para a formação de uma sociedade justa e estruturada, onde os direitos são iguais e equitários a todos.
Contudo, existe um caminho para a eliminação da mesma, mas só se tornará uma verdade quando houver uma repressão vigorosa a corrupção política e judiciária, uma distribuição da renda justa, investimento na educação, saúde e moradia. Num país no qual o sistema de governo é democrático faz-se necessário a aplicação do princípio da igualdade. Se isso ocorrer, então desfrutaremos da inclusão social tão urgente e imperativa nessa pátria querida.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A FAMÍLIA EM FOCO



A FAMÍLIA EM FOCO
A família é a instituição mais antiga da face da terra. É bem verdade, que em sua origem não havia todos os detalhes estruturais tais como os conhecemos em nossos dias. Por outro lado não existiam tantas desavenças e dificuldades como os enfrentamos no mundo hodierno.
Com a evolução ou avanço tecnológico, bem como as várias descobertas cientificas, a família sofreu “mutações” em sua forma estrutural. Ao longo dos séculos, ela foi abalada e solapada pela influência do iluminismo. Com o advento deste, os absolutos foram perdidos e destruídos. A partir de então, a família foi nocauteada pelo “veneno” da “era das luzes”, por causa disso, ela tem sido considerada um instituição falida.
Contudo, existe um caminho para ser trilhado, o qual aponta a solução para a cura da família. Há uma solução para que ela seja erguida do pó e das cinzas, basta que cada membro exerça sua função dentro do âmbito da mesma: o homem precisa cumprir com suas obrigações de pai, esposo e mantenedor do lar, ele precisa amar a esposa e instruir os filhos no temor e disciplina do Senhor; a mulher precisa recobrar o seu papel de mãe, auxiliadora idônea e ser submissa, a seu marido, como a igreja o é a Cristo; os filhos precisam honrar os pais, obedecer-lhos e respeitar os limites. Para que isso ocorra é imperativo que cada um conheça e exerça sua função.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Páscoa, a libertação dos filhos de Deus



Páscoa, a libertação dos filhos de Deus

A Páscoa possui um significado que ao longo dos tempos vem perdendo sua verdadeira razão. Quais são estes significados? Para os judeus significa Libertação. Libertação de que? Libertação do cativeiro, da escravidão a que estiveram submetidos durante IV séculos no Egito, para onde foram levados para não sucumbirem à fome na terra de Canaã. Foram retirados do Egito sob a liderança de Moisés, seguindo as determinações e orientações de Deus, com forte oposição dos egípcios.Para os cristãos a Páscoa representa também libertação. Libertação dos pecados. Libertação do jugo do maligno representado pelo diabo e por suas hostes espirituais da maldade, bem como tudo que o mesmo representa. Libertação esta conquistada por Cristo na cruz do Calvário, que sendo o Filho Eterno de Deus, sem pecado e imaculado. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2Co 5. 21) Ele assumiu nosso lugar e levou sobre si no madeiro todos os nosso pecados. De modo que agora, somos salvos: “Pela graça mediante a fé”. Não há outro mediador entre Deus e os homens a não ser Jesus Cristo. Portanto, para os Cristãos na Páscoa, comemora-se a ressurreição de Jesus.Para o mundo que não conhece a Deus e a Jesus Cristo Seu único Filho, ou que mesmo conhecendo o rejeita, a Páscoa nada mais é do que época de comer chocolate. O Ovo de páscoa (chocolate) fruto do capitalismo financeiro e do coelhinho imaginário da páscoa. Desta forma, Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é substituído pelo ídolo coelho. Com isso, pode-se puerilmente colocar na cabeça, na imaginação das pessoas, principalmente das crianças a idéia de que coelhos produzem ovos. Sendo assim, a presença real de Deus em nossas vidas, seus feitos no passado, e no presente são questionados, e às vezes até ridicularizados, e o verdadeiro sentido, e significado da Páscoa é diluído e perdido. Qual Páscoa você está comemorando neste final de semana?Medite com carinho.

Postado por: Ezequiel Apgáua

quinta-feira, 26 de março de 2009

SANTIFICAÇÃO, A VONTADE DE DEUS PARA NOSSA VIDA


SANTIFICAÇÃO, A VONTADE DE DEUS PARA NOSSA VIDA

O propósito de Deus para sua vida é a santificação. A santificação é uma doutrina bíblica, no entanto esquecida em nossos dias. Mas é preciso dizer que, sem ela somos privados de várias benesses espirituais. Outra coisa que precisa ficar claro: a santificação é a vontade de Deus revelada tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. E mais, ela difere da justificação. Enquanto a justificação é um ato único, a santificação é um processo contínuo que perdurará até a volta de Cristo. A primeira diz respeito ao nosso status, a segunda ao nosso caráter. Na santificação, Deus trabalha em nós, pois somos transformados de glória em glória para sermos conforme à imagem do seu Filho (Rm 8. Também somos responsáveis em desenvolvê-la. Existem varias razões que poderíamos destacar acerca da santificação como a vontade de Deus para nossa vida. Porém, veremos apenas três:
1 – Porque ela evidencia a eleição. Uma das evidências de que uma pessoa é eleita em Cristo é a santificação. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1. 4). É um engodo e uma falácia considerar-se um eleito e viver na prática do pecado (1Jo 3. 9). A vontade de Deus para nossa vida é que nos revistamos, “como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3. 12). Precisamos ser diligentes em obedecer a vontade de Deus no que tange a santificação, pois Ele quer que confirmemos a nossa eleição (2Pe 1. 10). Não se comprova a eleição com verborragia, mas com atos e atitudes. Pelos frutos se conhece a árvore. Fomos eleitos na eternidade, “pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2. 13).
2 – Porque ela autentica a regeneração. O novo nascimento é a mola propulsora para a santificação, visto que após a regeneração as disposições carnais são suplantadas pelas disposições espirituais, as quais são percebidas através da fé e de uma vida santa. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5. 17). Deus quer que evidenciemos a nossa filiação por meio da santificação. Qualquer pessoa que nasceu da água e do Espírito desejará ardentemente a santificação e a buscará.
3 – Porque ela prepara para a glorificação. O escritor aos Hebreus nos exorta: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12. 14). O Senhor Jesus disse: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus (Mt 5. 8). Nossa pátria é o céu de glória (Fl 3. 20). O projeto final de Deus para nossa vida é a glorificação. Por isso, Deus exige de nós a santificação, porque ela nos prepara para a glorificação. Ele não abre mão de vivermos uma vida para o louvor de sua glória. “Sede santos, porque eu sou santo”, diz o Senhor (1Pe 1. 16). No céu não entra pecado. A Bíblia diz que na cidade santa, “nunca jamais penetrará cousa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21. 27). Se quisermos andar com Deus e desfrutar de sua presença gloriosa, então precisaremos trilhar esse caminho, pois é a santificação que pavimenta o caminho da glorificação. Você é um eleito de Deus? Então, procure evidenciá-la. Você já nasceu de novo? Então, busque a santificação. Você foi chamado e justificado? Então, o seu destino é a glória. Nosso destino é o céu de gloria, onde Deus “enxugará dos nossos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap 21. 4). Levantemos bem alto o estandarte da gloriosa doutrina da santificação e ouçamos o conselho do apóstolo Paulo: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (1Ts 4. 3). Que o Deus Eterno e santo nos ajude a fazer a sua vontade. Amém!





sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Que convite estranho é esse? Não, obrigado, quer dizer, nem obrigado.






“II TM 4:3-4 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”

A cada dia que passa a teologia da prosperidade vira um mercadejar da Palavra sem precedentes na história. Sei que a época das indulgências era terrível, mas agora, é cada absurdo. Além de estarrecido fico perplexo com tamanha criatividade nas heresias. Conheçam o "Óleo do impossível", quem vai entregá-lo é o Magaiver da fé, que realiza tudo com uma borrifada de óleo, ele consegue tudo que nem precisa orar. Não sei se morro de rir ou se morro de chorar, acho que as duas coisas. Quando vi este anúncio, deste tal de óleo do impossível, lembrei-me do filme missão impossível, isso se deu não porque tudo que Ethan Hunto (Tom Cruise) faz é impossível de acontecer, mas porque tanto esse óleo do impossível, como o filme missão impossível, não passa de mentiras sem pé e sem cabeça. O impossível de acreditar é que existem muitas pessoas atrás dessa mentirada. Esse impossível sim, infelizmente acontece. Fico a perguntar, se esse óleo do Magaiver é tão poderoso assim que nem precisa orar, porque se for, porque então ele não leva aos diversos hospitais do nosso país e do mundo e resolve o problema da humanidade, pois assim nem doença, nem morte, virá sobre os seres humanos, pois o que dá a entender é que agora não precisa mais nem de fé, nem de oração. Mas eu sei porque ele não leva para os hospitais, é porque um produto valioso como esse deve ser vendido na igreja por um preço muitíssimo alto e no hospital nenhum médico esclarecido vai acreditar nessa baboseira nem dará nem um centavo por este produto, nem muito menos permitirá que um dos seus pacientes recebam esse óleo. A Foto do Magaiver (R. R. Soares) também é motivo de piada, pois o homem dono da Igreja é que deve ser destacado e não o Cristo, Senhor da Igreja. Gosto do tempo em que as igrejas não eram empresas nem tinham donos. As igrejas Neopentecostais precisam da imagem do seu fundador mestre para se promoverem, só gostaria de saber se quando eles morrerem, se eles vão deixar a igreja para a família como herança ou se seus seguidores irão usar o óleo do impossível para ressuscitá-los. Fica ai a segunda opção como uma sugestão minha, já que este óleo do impossível realiza tudo mesmo. Que Deus possa ter misericórdia de muitos que lá estão e tirar alguns cristãos dessa visão distorcida das Escrituras, assim como ele fez comigo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

UM JORNALISMO FALACIOSO

UM JORNALISMO FALACIOSO

Reportagem do jornal A GAZETA, Vitória, ES, deste domingo 08/02/2009 desinforma e torce a verdade.
O título mentiroso é: "99% dos brasileiros discriminam gays".Logo no início da reportagem na página 27, traz uma informação que assusta: "Só 1% dos brasileiros maiores de 16 anos não têm preconceito contra homossexuais."
E prossegue: "Entre 26% e 29% assumem não gostar de gays, lésbicas, travestis ou transexuais. Os demais até disfarçam, mas 99% caíram na malha fina de pesquisa nacional feita pelas fundações Perseu Abramo, ligada ao PT, e Rosa Luxemburg."
Aqui se descobre o sobrenome dos pesquisadores mentirosos: eles são ligados ao PT. E, não por acaso, essa pesquisa será usada pelo governo do PT para justificar a implantação de programas do PT que visam enfiar goela abaixo da sociedade brasileira o "gosto" pelo homossexualismo.É o que vai logo adiante na reportagem: "O governo federal usará o levantamento para planejar novas políticas e alerta que já detectou um desdobramento sombrio de tanto preconceito: a intolerância."
Você, a esta altura, deve estar espantado com tanto preconceito e intolerância por parte de nossa população e, diante da criação de um programa federal para enfrentar o problema, imaginando que no Brasil grupos de pessoas se reúnem para caçar homossexuais nas ruas das grandes cidades. Calma!!!
Se continuar a ler a reportagem você vai ver que tipo de respostas altamente discriminatórias e preconceituosas a população entrevistada deu às perguntas que foram feitas:
"As expressões de preconceito foram detectadas na escolha, em diferentes graus de concordância, de frases como: "Deus criou o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram seu papel e tenham filhos" (92% concordaram), ou "A homossexualidade é um pecado contra as leis de Deus" (66% de concordância) e ainda "A homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada" (40% admitiram pensar assim)."
Baseado nessas demonstrações de fé e opiniões dos brasileiros que, na cabeça dos governantes petistas certamente colocam em risco a vida dos que optam pelo homossexualismo, a reportagem informa que "a base do Governo no Congresso Nacional está se rearticulando em torno da aprovação do projeto de lei número 122 que transforma a discriminação a homossexuais em crime inafiançável, nos moldes da Lei do Racismo." Esse projeto de lei que está tramitando no Congresso, para quem não conhece, é conhecido também como a lei da "mordaça gay" pois pune com pena de até cinco anos de prisão a simples crítica ao modo de vida homossexual. Ou seja, você vive num país democrático onde pode criticar o governo, a imprensa, a igreja, a fé, Deus, até a própria democracia, mas criticar as práticas de sodomia será crime inafiançável!
Curiosamente essa mentira contradiz outra mentira, divulgada por sites do próprio governo como o do programa Brasil Sem Homofobia: a de que entre 10% e 14% da população seria composta de gays e etc. Agora pergunte-se: se 10% da nossa população é gay, como 99% do nosso povo discrimina e tem homofobia?
Na verdade, vivemos num país em que as paradas gays contam com cada vez mais adesões populares entusiasmadas, mais verbas do poder público e mais espaço na mídia. Onde a televisão exalta o jeito gay de ser. Onde o carnaval explora a fundo os prazeres do sexo sem fronteiras. Onde gays e lésbicas são aceitos com naturalidade em todas as rodas sociais. Onde a imprensa tem suas redações repletas de homossexuais, vide os cursos de comunicação social. Onde o Ministério da Saúde do senhor Temporão incluiu nos procedimentos cobertos pelo SUS a cirurgia de mudança de sexo, enquanto os corredores dos hospitais públicos estão cheios de gente mal assistida e não poucos morrem às portas sem assistência; enquanto doenças primárias como a dengue continuam a matar milhares.
Vale lembrar que, numa democracia representativa, o governo é exercido pelo povo por meio de seus representantes. Ainda que a pesquisa fosse séria e verdadeira, o que não é, o papel que se esperaria de um governo sério seria a de implementar programas que estivessem em consonância com a vontade popular, e não contra ela....
A propósito do termo homofobia o seu significado é: Homofobia = aversão e medo mórbido, irracional, desproporcional, persistente e repugnante da homossexualidade.
Pergunte-se agora: à luz dessa pesquisa fraudulenta é possível dizer que existe homofobia no Brasil?Ou existe um programa bem elaborado, repleto de recursos públicos e com o apoio da imprensa que visa implantar uma agenda gay no país?
Ao jornal A GAZETA, meus pêsames por ser tão raso e irresponsável ao alardear uma mentira dessas.2 Timóteo4 - 3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;

Postado por Anderson Gonzaga

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TRES IMPORTANTES CONSIDERAÇÕES SOBRE O EVANGELHO.

As considerações que serão aqui expostas, são de caráter apologético no que diz respeito, à singularidade do evangelho. Elas mostrarão, que o evangelho é unicamente e absolutamente divino. Estas considerações são:
A antiguidade do evangelho. Calvino nos ensina algo sobre a importância desta antiguidade, quando diz: “uma doutrina que é suspeita de ser de recente introdução perde considerável porção de sua autoridade”¹. O evangelho começou a ser anunciado desde a queda do homem (Gn. 3.15). Enfatizando primeiramente, a necessidade de se realizar o que o primeiro Adão não conseguiu, por causa do pecado. O evangelho tem o seu elemento atemporal, pois ele fazia parte dos decretos eternos de Deus. Assim, entendemos o porquê que os profetas anunciavam em uma revelação progressiva, o evangelho: a revelação definitiva.
A autoria do evangelho. Paulo nos faz entender que o evangelho é de Deus. O evangelho não é uma obra humana. Ele não passou a existir por uma arquitetação ou engenhosidade humana. O plano da salvação notoriado pelo evangelho, transcende a toda e qualquer ação humana. O evangelho é divino. Sendo assim, entendemos que esta autoria contrapõe todos os escritos humanos, que não são de forma alguma, perfeitos em sua abrangência
O principal personagem do evangelho. O evangelho anuncia a obra perfeita do Senhor Jesus. Ele é o personagem principal do evangelho. Cristo venceu a cruz. Cristo tem a primazia. Ele sofreu por nós por graça. Diante destas afirmações, é claro o porquê Cristo é o personagem principal do evangelho.
O evangelho é uma poderosa arma para resgatar almas do inferno. Conhecendo estas três considerações sobre o evangelho, entendemos que é necessário compartilha – lo. Concretizando – se assim o maior dos milagres: a salvação de um homem.
¹ Comentário do livro de Romanos pág. 37.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A MARATONA DA VIDA CRISTÃ

A MARATONA DA VIDA CRISTÃ

O escritor aos hebreus compara a vida cristã com uma maratona (Hb 12. 1-3). Ela também pode ser chamada de corrida da fé. Nessa corrida, somos aplaudidos e assistidos pelos heróis da fé. Eles estão assentados na arquibancada dos vencedores, no camarote dos que triunfaram por meio da fé. Nessa corrida, não estamos competindo uns com os outros, mas contra o pecado que conspira contra nós. O pecado é nosso maior inimigo. Ele nos assedia de forma tenaz, nos cerca com grande força de coerção e está sempre diante de nós. Assim como numa competição olímpica existem normas para os atletas e corredores, de igual modo, também, o tem a maratona cristã. Na maratona cristã precisamos considerar as seguintes regras para sermos bem-sucedidos:
1) Precisamos correr sem levar bagagem (V. 1). Nessa corrida precisamos nos desvencilhar de tudo aquilo que nos atrapalha. Precisamos abandonar todo peso e pecado. Precisamos urgentemente deixar para traz toda e qualquer prática pecaminosa. O pecado é um grande embaraço na corrida da fé. Além de desembaraçar-nos de todo o peso é preciso também desembaraçar-nos do pecado. Na corrida da fé o pecado é o maior obstáculos a ser vencido. Ele é um vilão sorrateiro. Se não deixado de lado, pode comprometer a carreira do crente. O reformador genebrino, João Calvino, afirma que, “o pecado é a carga mais pesada a nos embaraçar”. Portanto, corramos sem levar bagagem. Para desempenhar uma carreira bem-sucedida é preciso colocar de lado tais empecilhos. Não levemos bagagem em nossa corrida da fé, pois ela certamente nos impedirá de ultrapassar a linha de chegada.
2) Precisamos correr com perseverança (V. 1). Correr com perseverança é não desanimar em face das dificuldades. É prosseguir com determinação. É não desviar-se do alvo. Devemos correr com perseverança, pois somente a firme persistência obterá o triunfo. Não desista! Avance um pouco mais. Apesar dos obstáculos, o corredor cristão não deve recuar jamais. Ele deve prosseguir de modo perseverante. E esta perseverança exige esforço constante a qual o levará a cruzar a faixa de chegada. Não é dos fortes a vitória, nem dos que correm melhor, mas daqueles perseveram seguindo junto ao Senhor.
3) Precisamos correr com fé (V. 2). Esta é uma regra indispensável para os atletas da maratona cristã. Como está escrito: “a Justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé” (Rm 1. 17), isto é, fé do começo ao fim. A fé precisa estar ancorada na pessoa certa. O corredor precisa fixar os olhos em Jesus, o autor e consumador da fé. Não pode haver espaço para a incredulidade. Devemos participar da corrida da fé sem vacilar. O objeto da nossa fé é o Cristo de Deus. Nossos olhos devem ser postos Nele. Devemos olhar para Cristo como o alvo supremo. Ele é o nosso foco. Os cristãos devem olhar firmemente para Jesus. Seus olhos devem estar fitos no Salvador. Nossa fé não é um salto no escuro. Ela é construída a partir das promessas de Deus e no Jesus histórico e exaltado a destra de Deus, o Pai. Além disso, precisamos correr com fé no Cristo redentivo que morreu na cruz por amor de nós. Não podemos de modo algum negligenciar esta regra.
4) Precisamos correr considerando o exemplo de Cristo (V. 3).O nosso exemplo perfeito de inspiração, encorajamento e motivação para a nossa corrida da fé é o Senhor Jesus Cristo. Ele é o modelo por excelência. O triunfo terreno de Cristo foi o caminho da cruz. Ele jamais recuou. Mesmo quando em profunda agonia e suportando ferrenha oposição dos pecadores, seus olhos não se desviaram do alvo primordial. O nosso vigor espiritual depende desta consideração atenta. Nessa maratona você precisa observar atentamente as regras. Negligenciá-las pode lhe custar o prêmio. Você poderá enfrentar obstáculos e oposição, mas derrota jamais. Portanto, corra sem levar bagagem; corra com perseverança e com fé, considerando o exemplo do campeão invicto nessa corrida, Jesus cristo, nosso Senhor.