sábado, 20 de setembro de 2008

A adoração e os ídolos

A Adoração e os Ídolos

Já fora dito que nas tribos mais longínquas, onde não há educação, saúde e saneamento etc.; há, no entanto, adoração às divindades. O homem é ávido por adoração. E neste afã de cultuar um ser superior ou a divindade, ele cria os seus deuses, bem como o modo de adorá-lo, com base em suas próprias compreensões e imaginações humanas.
Mas, no que diz respeito ao povo do Deus Vivo, não é assim, ou pelo menos não deveria ser. O povo de Deus não deve criar ídolos conforme suas elucubrações, porque o Deus Vivo e Verdadeiro é Espírito santíssimo e puríssimo (J 4. 23-24). Ele não se permite ser moldado pelas mãos dos homens (Ex 20. 4-5). Ele não permite adulteração daquilo que já foi estabelecido para adorá-lo. O modo de serví-lo foi estabelecido por Ele mesmo.
Contudo, volta e meia criamos ídolos e poluímos a adoração. Substituímos o Deus Criador pela criatura. Trocamos o intangível pelo tangível e visível. Muitas vezes, de várias maneiras a igreja se porta como os hebreus ao pé do Monte Sinai e a liderança como Arão (Ex 32. 1-10). Na subida do Sinai, lugar em que Deus se revelou, comunicou com o povo e legislou; ali mesmo, o povo construiu o seu ídolo e adorou o bezerro de ouro. De maneira “irrefletida” e frenética o povo pressionou o sumo sarcedote para que ele construísse um Ídolo, algo que fosse palpável e visível. O sacerdote não suportou a pressão do povo. Daí Arão passou de mediador a santeiro. De sumo sarcedote a escultor de imagem.
Em nosso contexto não é diferente no que tange a coerção do povo. A pressão em nossa geração é como uma grande avalanche. O povo é pagão por natureza, e, portanto não suporta o culto estabelecido por Deus. O povo é insaciável por objetos de culto e os líderes são como Arão. Todos nós temos um pouquinho do sumo sacerdote Arão. Para segurar e atrair o povo criamos mecanismos e artifícios. É verdade, que os ídolos os quais temos edificado hoje, nem sempre são estatuetas, nem sempre são esculturas, mas eles estão entre nós, com toda sua pompa e sutileza.
Nossas igrejas estão impregnadas dos “bezerros” modernos para entreter o auditório, a música, a arte, os amuletos condenados pelos profetas e apóstolos e também pelos reformadores estão nos suntuosos templos de adoração e estão competindo com a adoração genuína. E neste caso, o foco não é o Deus transcendente e imanente, mas todos estes artifícios visuais, palpáveis e sensitíveis. Os objetos outrora condenados e repudiados pelo Senhor dos Exércitos tem substituído a adoração ao Deus vivo.
Todavia, os profetas de Deus precisam tocar a trombeta e conclamar o povo a retornar a verdadeira adoração, onde o objeto de culto é o Deus Eterno, o mediador é Cristo Jesus, homem, o santificador é o Espírito Santo e o modo de adorá-lo está estabelecido em sua santíssima Palavra. É tempo da adoração em espírito e em verdade. Portanto, abandonemos os ídolos e voltemo-nos a verdadeira adoração, cujo Deus Trino seja foco do nosso culto. Amém.